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Arte - Volume único
Ouro Preto
. À esquerda
destaca-se a igreja de São Francisco; à direita, a Casa de Câmara e Cadeia.
João Prudente/Pulsar Imagens
Dori
val Moreira/P
ulsar Imagens
A área do Pelourinho, em Salvador, em foto de 2007.
No 
Pelourinho
, um largo triangular em declive, ocorria o açoite pú-
blico de escravos. O nome permaneceu, passando a designar o centro 
histórico da cidade, um grande conjunto colonial que foi 
restaurado na década de 1990.
Almir Bindilat
ti/S
amba Photo
Minas Gerais
A partir dos últimos anos do século XVII, foram en-
contradas jazidas de ouro no interior brasileiro, numa 
região que logo ficou conhecida como Minas Gerais. De-
pois de dois séculos de colonização, pela primeira vez o 
interior do território passava a ser foco de interesse do 
governo português.
rior das igrejas brasileiras equivale ao uso do mármo-
re nas igrejas italianas. As linhas sóbrias da arquitetura 
das igrejas coloniais ressaltam ainda mais os relevos or-
namentados, que muitas vezes eram folhados a ouro ou 
pintados de cores vivas. A talha estendia-se pelas pare-
des da nave e percorria o teto. 
Além dos entalhes que decoram as paredes, as 
igrejas barrocas brasileiras são povoadas de imagens 
esculpidas em madeira ou moldadas em barro cozido. 
Essas imagens, algumas vezes organizadas em grupos, 
podiam ser vistas como atores que encenavam um teatro 
devocional.
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Santuário do Bom Jesus de 
Matosinhos
, séculos XVIII e XIX, 
em Congonhas do Campo, MG. 
Foto de 2005.
As figuras monumentais dos 
profetas foram esculpidas em 
pedra-sabão ao longo de cinco 
anos e estão entre as últimas 
obras de Aleijadinho. As escul-
turas estão dramaticamente 
dispostas no adro e na esca-
daria do santuário. Os gestos 
e expressões faciais de cada 
profeta geram interação entre 
todos eles, conferindo grande 
dramaticidade ao conjunto. 
Rio de Janeiro
Com o tempo, o porto do Rio de Janeiro pas-
sou a ser o principal escoamento do ouro brasi-
leiro para a Europa. Por isso, em 1763, a capital da 
colônia foi transferida de Salvador para o Rio de 
Janeiro. As igrejas e conventos construídos nessa 
cidade foram, até o começo do século XX, elemen-
tos marcantes na paisagem urbana. 
Na nova capital, o artista de maior evidência foi 
Mestre Valentim (1745-1813). Tendo provavelmen-
te estudado em Portugal, Mestre Valentim realizou 
projetos urbanísticos importantes, como o Pas-
seio Público e o Chafariz da Pirâmide no Largo 
do Paço. Também foi responsável pela decoração 
de igrejas e por esculturas em bronze e madeira.
Ricardo Az
oury/T
yba
Foi no isolamento das cidades mineiras, na 
primeira metade do século XVIII, que o barroco 
brasileiro alcançou seu apogeu. Cada núcleo ur-
bano tinha seu estilo próprio de escultura em ma-
deira. A efervescência criativa caracterizou essa 
época de opulência, na qual provavelmente mais 
de 20 toneladas de ouro extraídas da região eram 
enviadas anualmente a Portugal.
O artista mais importante desse momento foi 
o mineiro Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), 
chamado o Aleijadinho. Filho de um mestre de 
obras português e de uma africana, esse artis-
ta autodidata talvez nunca tenha viajado para 
além das cidades mineiras. Pouco se sabe de sua 
vida, além de que em torno dos 40 anos de idade 
manifestou-se uma doença degenerativa que lhe 
causava dores e deformações e que provocou o 
apelido pelo qual se tornou conhecido. 
O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, na 
cidade de Congonhas do Campo, é considerado a 
obra mais importante do Aleijadinho. O conjunto 
é formado pela igreja, o adro onde estão instala-
das doze esculturas de profetas do Antigo Testa-
mento e a escadaria.
O Aleijadinho e seus auxiliares foram res-
ponsáveis também pelos conjuntos de escultu-
ras em madeira expostos no interior das seis 
pequenas capelas que marcam os passos da 
Paixão de Cristo. Ao todo são 66 figuras, dis-
tribuídas em seis grupos: Ceia, Horto das Oli-
veiras, Prisão, Flagelação, Subida ao Calvário 
e Crucificação.
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| CApÍtulo 13 | BArroCo |
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Mestre Valentim. Chafariz dos Jacarés, ou 
Fonte dos Amores, de 1783, no Passeio 
Público, Rio de Janeiro. Foto de 2006.
O Passeio Público foi o primeiro local 
de lazer planejado para a capital ca-
rioca. Mestre Valentim concebeu para 
o jardim o conjunto escultórico da 
Fonte dos Amores, formado por uma 
gruta de pedra de onde emergem dois 
jacarés de bronze entrelaçados. Três 
garças também de bronze, que se en-
contram hoje no Jardim Botânico da 
cidade, e um coqueiro de bronze que 
já não existe completavam o conjunto.
R
eprodução/Museus Castro Maya, Rio de J
aneiro, RJ
.
Festa, música e procissões
Na sociedade colonial brasileira, as igrejas 
não eram apenas centros de culto religioso, mas 
também de convívio, articulando a vida social. 
Ninguém saía à rua sem entrar em um templo, 
sempre aberto e bem cuidado. Além das igrejas, 
havia nas ruas oratórios onde as pessoas, sozi-
nhas ou em grupos, rezavam em voz alta. 
Nas igrejas, as mulheres se sentavam no chão, 
enquanto os homens ficavam de pé nas laterais. 
Todos permaneciam imóveis durante horas nas 
missas e outras cerimônias religiosas que podiam 
ser acompanhadas por música de orquestra. O 
calendário da Igreja católica era marcado por 
inúmeras festividades, que incluíam procissões, 
nas quais as imagens dos santos eram conduzi-
das pelas ruas em andores. 
Entre as muitas procissões realizadas no 
Rio de Janeiro, estavam a de São Sebastião, 
padroeiro da cidade, as da Semana Santa e a 
de Corpus Christi. Muitas vezes, após as pro-
cissões, aconteciam bailes nas casas mais ri-
cas, enquanto nas ruas o povo festejava com 
danças populares. 
As celebrações barrocas com procissões e 
as festas comemorativas da corte, que incluíam 
carros alegóricos, perpetuaram-se nos séculos 
seguintes ao emprestarem seu repertório visual 
a outra marcante tradição: o Carnaval.
Ricardo Az
oury/P
ulsar 
Imagens
Jean-Baptiste Debret. Anjo voltando da procissão,
1816-1831, aquarela sobre papel, 15 cm x 22,9 cm, 
1824. 
Nesta imagem, Debret (Capítulo 14) repre-
sentou a elaborada vestimenta dos anjos 
da procissão do Enterro, que tinha lugar na 
Sexta-feira Santa. A roupagem incluía peruca 
com diadema e penachos, saia-balão de ve-
ludo vermelho ou azul e uma espécie de fai-
xa de tule armado ao redor da cabeça, para 
representar a “espiritualidade” das figuras. 
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Pesquisa
 teatro barroco
Na 

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