Pecados desdenhados por muita gente



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Pecados desdenhados por muita gente

محرمات استهان بها كثير من الناس

البرتغالي]-Português-portuguese]

Autor:


Sheikh: Muhammad Sualeh Al-munjid



Tradutor: Faruque Juma



Revisor: Cubilas Juma

Introdução



Em nome de Allah, O Misericordioso, O Misericordiador
Prefácio

Todo o louvor pertence a Deus, a Ele louvamos, pedimos a Sua ajuda, pedimos o Seu perdão, e a Ele refugiamo - nos contra o mal das nossas almas e do mau das nossas obras. Quem for guiado por Deus, não há quem o desencaminhe, e quem Ele desencaminhar, não há um ser que possa guia-lo, e testemunho que não existe divindade que mereça ser adorada excepto Allah, o Único que não tem parceiro, e testemunho também que Muhammad é Seu servo e Mensageiro.

Decerto Deus trouxe - nos algumas obrigações que não podemos negligenciar o seu cumprimento, de tal modo que traçou - nos limites ou parâmetros que não podemos transgredi-los e tornou para nós ilícitas certas coisas que não as devemos usa-las, e o Profeta, que a paz e bênção de Deus estejam com ele disse: “ Aquilo que Deus tornou lícito no Seu livro, então considera-se lícito, e o que tornou ilícito, de igual modo se considera ilícito, e aquilo cujo ele não se pronunciou a respeito da sua sentença, então trata-se de uma tolerância, então aceitem a tolerância de Deus para convosco, porém Deus não esqueceu-se, e em seguida recitou o versículo (E teu Senhor nada esquece) [19:64] Relatado por Hakim 2/ 375, e considerado de um hadith hassan por Albani no livro Hayat maram, p14.

E os pecados são os limites de Deus, O Altíssimo: (E quem transgride os limites de Allah, com efeito fará injustiça para si mesmo) [65:1] e Deus advertiu com uma ameaça a quem transgride os Seus limites e pratica o proibido ou o ilícito dizendo no Seu livro : ( E a quem desobedece a Deus e a Seu Mensageiro e transgride Seus limites, Ele o fará entrar em fogo; nele, será eterno, e terá aviltante castigo)[4:14].

E a abstinência dos pecados é obrigatório segundo o que depreende - se do dito do Mensageiro, que a paz e bênção de Deus estejam com ele: “ Aquilo que vos proibi abstenham-se, e o que vos ordenei façam-no segundo aquilo que puderem”. Relatado por Muslim.

E aquilo que tem se assistido de algumas pessoas que seguem a sua lascívia, gente de pouca fé, com pouco conhecimento (religioso), quando ouvem acerca do assunto da existência de vários pecados, aborrecem-se por isso, e se calhar dizer “ufa!” (de aborrecimento), e finalmente dizer: todas as coisas são ilícitas, não deixaram nada senão tornam-no ilícito, fizeram-nos com isso fartarmo-nos desta vida mundana, e tornaram horrível o nosso dia-a-dia, e nossos peitos sentem um aperto por isso, tudo o que vós tendes é ilícito e tornar algo ilícito, enquanto que a religião é algo fácil, e a questão de cumprimento e submissão depende de cada um, e Deus é Perdoador e Misericordiador.

A um deste daremos o seguinte contraditório:

Na verdade Deus, O Altíssimo legisla o que Lhe apraz e ninguém o julga pela sua legislação, e Ele é prudente, Sábio, torna lícito aquilo que Ele quer, como também torna ilícito o que Lhe apraz, e uma das nossas posições de submissão é contentarmo-nos e consentirmos aquilo que Ele legislou para nós e submetermo-nos ao seu cumprimento.

E Suas sentenças são oriundas da Sua justiça, Seu conhecimento, Sua jurisprudência, e não são resultantes de uma mera brincadeira, como Ele mesmo diz no Seu Livro: (E a palavra de teu Senhor cumpriu-se, em verdade e justiça. Não há quem troque Suas palavras. E Ele é O Oniouvinte, O Omnisciente) [6:115].

E em outras passagens Alcorânicas deixou explicito para nós o padrão que dentro dele encontramos o porquê da existência do lícito e do ilícito, e diz: (E torna lícitas para eles as coisas benignas e torna ilícitas para eles as coisas malignas) [7:157]. E as coisas benignas são as que denominamos de lícitas, e as malignas as ilícitas.

De salientar aqui que a questão de tornar algo ilícito e ou lícito é um direito apenas de Deus, quem o fizer ou acreditar que existe uma outra divindade para além de Deus, com o direito de legislar tornando algo licito ou vice-versa, então este torna-se incrédulo, um tipo de incredulidade essa que o tira da religião, não considerando-se a partir desse momento de muçulmano, Deus diz: (Ou têm eles parceiros que legislaram, para eles, o que, da religião, Allah não permitiu?) [42:21].

Como também é de frisar aqui um aspecto de extrema importância que não deve debruçar-se em torno da questão do lícito e ilícito senão os sábios, dotados de um acervo de conhecimento na matéria de teologia, ou seja conhecimento do Alcorão e da Sunnat, e consta uma advertência para aqueles que tornam licito e ou ilícito algo sem o conhecimento de causa, e a respeito desses Deus diz: (E não digais, por alegação mentirosa de vossas línguas : “ isto é lícito e isto é ilícito”, para forjardes a mentira acerca de Allah) [16:116].

E as coisas que são consideradas ilícitas no Sharia, sem dúvida alguma foram mencionadas no seguinte versículo: (Diz: “ Vinde, eu recitarei o que vosso Senhor vos proibiu: nada Lhe associeis. E tende benevolência para com os pais. E não mateis vossos filhos, com receio de indigência) [6:151].

E na Sunnat consta um número de coisas ou aspectos considerados ilícitos, como o dito do Mensageiro, que a paz e bênção de Deus estejam com ele: “ Deus tornou ilícitas a venda das bebidas alcoólicas, a carne do animal morto, a carne do porco e os ídolos” Relatado por Abu Daud, 3486. Como também consta em outras narrativas o dito: “ Deus quando torna algo ilícito é porque também considera-se ilícito o ganho obtido dele” Dar-qutni.

E em algumas passagens Alcorânicas consta a proibição de coisas específicas de um tipo que fazem parte do mesmo grupo, como acontece, a luz de exemplo, as coisas proibidas que são consumidas para alimentação: (É vos proibido o animal encontrado morto e o sangue e a carne de porco e o que é imolado com a invocação de outro nome que o de Allah; e o animal estrangulado e o que é morto por espancamento e por queda e por chifradas...) [5:3].

E Deus também explicou-nos sobre as mulheres que são proibidas com elas contrair o enlace matrimonial dentre os parentes e diz: (É-vos proibido esposardes vossas mães, e vossas filhas, e vossas irmãs, e vossas tias paternas e vossas tias maternas, e as filhas do irmão e as filhas da irmã, e vossas amas de leite, e vossas irmãs de leite...) [4:23].

Sem esquecermo-nos de dizer também que Deus explicitou o que é ilícito no comércio, e diz: (Deus tornou lícita a venda e proibiu a usura) [2:275].

Quanto ao lícito, Deus deu a permissão dele duma forma generalizada, desde que se considere benigno, e diz: (Ó humanos! comei do que há na terra, sendo lícito e benigno; e não sigais os passos de Satã. decerto ele vos é inimigo declarado) [2:168], que depreende-se disso que pela misericórdia de Deus, tornou a origem das coisas lícitas para nós, salvo se houver alguma excepção, do qual considera-se ilícito e isso tudo revela a sua generosidade para com a espécie humana, por ter facilitado Seus servos, que por essa razão, devemos envidar o maior esforço nosso no cumprimento do que legislou para nós e agradecermos-lhe por essa facilidade na legislação.

É lastimável que algumas pessoas quando são lhes mencionadas e enumeradas detalhadamente as coisas ilícitas, elas sentem-se aborrecidas por essa legislação do Sharia, e isso faz parte da fraca fé, como também é o sinónimo de pouca percepção delas da matéria de Sharia. Será que essas pessoas desejam citarmos quanta coisa é lícita a fim de se conformarem e acreditarem que a religião é algo fácil? E acham elas mesmo necessário fazer-se a menção daquilo que é lícito para que se tranquilizem que o Sharia não tornou as vidas deles horríveis?

Querem mesmo elas ouvirem que a carne do animal que passou pelo degolação segundo a lei da Sharia é licita, dentre a carne do camelo, do gado bovino, do gado caprino, do coelho, da gazela, da galinha, do pombo, da avestruz, que todas essas carnes são lícitas, e que lícito também é o animal morto dentre o gafanhoto, e o peixe ?

E que as verduras, as hortaliças, as frutas, grãos, frutos comestíveis e que não são nocivas todos esses consideram-se lícitas no Sharia.

A água, o leite, o mel, o azeite, o vinagre e o sal, todos esses são lícitos e permissíveis o seu consumo.

O uso da madeira, ferro, areia, o plástico e o vidro tudo é permitido no Sharia.

O montar de animais dentre cavalos, mulas, burros, e usar vários meios de transporte tudo considera-se lícito e permitido no Sharia, bem como considera-se o uso de Ar -condicionado, da geleira, das máquinas de lavar - roupa, moagens, liquidificadores, e outras máquinas contendo engenho que usamos na construção, na cozinha e na extracção de combustível e dessalinização da água, e nas fabricação na indústria têxtil e na fabricação de papel e cópia e as máquinas que servimo-nos delas na computação dos nossos bens.

E o uso do algodão, do Linho (Linen), da lã, de pêlos de animais, o uso de pele animais comestíveis, o Nilon, do Polyester tudo considera-se lícito no Sharia.

E a origem no casamento, no comércio, nas transacções, as garantias (fiança), transacções de arrendamento, e várias profissões como ser carpinteiro, ferreiro, engenheiro reparador de máquinas e a pastorícia consideram todas elas lícitas.

Será que o espaço nos é suficiente neste manual se quisermos continuar a mencionar detalhadamente tudo o que é lícito para nós? Porque essas pessoas não percebem mesmo o que se diz?

Quanto a questão de eles escusarem-se com a questão da religião ser fácil, é um meio-termo que eles usam, que constitui verdade, mas usam-no para fins de falsidade, pois o conceito da facilidade nesse dito( segundo o Sharia) não deve ser uma facilidade segundo a lascívia das pessoas e suas maneiras de ver as coisas, mas sim deve concordar com aquilo que o Sharia trouxe.

Há uma enorme diferença aqui entre a pessoa mergulhar-se na prática do proibido alegando que a religião é fácil e é fácil sem dúvidas, e a questão de a pessoa aceitar as permissões do Sharia dentre elas a junção de dois Salates, e simplifica - los de quatro para dois, e a não observância do jejum enquanto estiver de viagem, e o acto de Mas’ha (passar a mão molhada) sobre as peúgas para quem estiver de estadia em sua cidade um dia inteiro com a sua respectiva noite, e para o viajante três dias com suas respectivas noites, e a observância da ablução seca devido a falta de água ou o medo de utilizá-la, a junção dos Salates para o doente, assim para aquele que queira observar num momento que cai a chuva, e a permissão de olhar para a cara de uma mulher estranha com a intenção de noivá-la, e o consumo da carne do animal morto em caso de Zarura (necessidade premente preste a perder a vida), e por ai fora dentre as várias permissões que existem no Sharia.

E acrescentando o supracitado o muçulmano deve saber que a respeito de Deus tornar certas coisas ilícitas para nós, há várias prudências que são: Deus testa a Seus servos com essas coisas ou aspectos que Ele os proibiu, que verá se realmente eles irão cumprir e para que assim haja distinção dos que entrarão no paraíso e os que serão os habitantes do fogo infernal, pois os habitantes do inferno mergulham-se no prazer do proibido, e os habitantes do paraíso são pacientes às dificuldades que são a maior razão de alcançarem o paraíso, e se não houvesse esse teste não se distinguiria o desobediente do obediente, e os fiéis olhando para o que foi-lhes incumbido das ordens com um olhar de que terão uma imensurável recompensa, e que desta forma também alcançarão o contentamento de Deus, que por essas nobres motivações faz com que essas dificuldades tornem-se simples para eles. E quanto aos hipócritas, têm uma maneira de olhar diferente as obrigações que foi-lhes incumbidas, que definem como uma dor, uma privação das benesses, e por essa razão quando eles são informados a respeito delas é formidável o seu consentimento, e o seu cumprimento é difícil para eles.

E quanto ao obediente ao abster-se do proibido ele encontra uma tranquilidade e prazer dentro dele, pois bem que sabe-se “ quem deixar algo por seu amor a Deus, Deus dar-lhe-á em compensação algo melhor que o anterior”

Neste manual, o caro leitor irá encontrar uma abordagem de um número de aspectos que consta a sua proibição no Sharia, e que estão também os versículos alcorânicos e ditos da Sunnat que sustentam a sua proibição [E alguns sábios compilaram bons livros no que concerne aos aspectos proibidos no Sharia, como é o livro “ Uma atenção aos distraídos das práticas da era da ignorância”, do autor Ibn Nahass Al-dimishqui], e esses pecados alastraram-se e tornou comum a sua prática na sociedade e nas comunidades muçulmanas, que por essa razão apareceu-me a iniciativa de explicar e aconselhar em torno delas, lembrando assim aos nossos irmãos de abstermo-nos a sua prática.

A Deus rogo que guie a mim e os meus irmãos muçulmanos e que confira-nos o sucesso, e ajude-nos a ter a firmeza de afastarmo-nos do que não se contenta com a sua prática, não transgredindo os Seus limites, e que afaste-nos de incorrermos no pecado, Allah é o Melhor por custódio, e ele é O mais Misericordiador dos misericordiadores”.

Conteúdos:

O Politeísmo;

Adoração dos Túmulos;

Sacrificar um animal para além de Allah;

Tornar lícito o que Allah tomou como ilícito e tornar o ilícito o lícito;

A magia e o adivinho;

A crença da influência dos astros e corpos celestiais sobre os acontecimentos terrestres;

A crença no benefício de certas coisas que Allah não as fez de benéficas;

O Riyah na adoração;

O pressentimento nos maus augúrios;

O juramento em nome de uma divindade além de Allah;

A sentada com os hipócritas ou pecadores pelo amor a companhia deles ou pela amizade;

A não observância do tumuanina (tranquilidade dentro da oração);

Brincar com alguma coisa dentro do salat e os movimentos excessivos;

A questão do Ma’mum fazer uma acção antes seu Imam;

A ida a mesquita para quem tiver consumido alho ou cebola (crús) ou tudo que tiver mau hálito;

O Ziná (Adultério e/ ou fornicação);

O homossexualismo;

A rejeição da mulher em atender seu esposo na cama sem uma razão plausível na Sharia;

O pedido de divórcio da mulher ao seu esposo sem uma razão plausível segundo a Sharia;

O Zihar (o dito do homem a sua esposa: tu para mim és tal qual as costas da minha mãe);

O acto sexual enquanto a mulher encontra-se no seu período menstrual;

O acto do homem praticar sexo anal com a sua esposa;

A falta de justiça (tratamento equitativo) entre as esposas;

Ficar a sós com uma mulher estranha (que não seja sua mahram);

O aperto de mão a uma mulher estranha;

O uso do perfume na mulher em momentos de saída e a passagem dela em frente de homens;

A viagem da mulher sem a companhia de um mahram;

O olhar propositado para a mulher estranha;

A indiferença pelo mal (dentro da família);

Falsificação na documentação de um filho para afiliar-se a um que não seja seu pai e o acto de rejeitar um filho;

Os Juros;

Esconder defeitos do produto/ mercadoria no momento da venda;

A venda do tipo Najash;

A venda depois do segundo chamamento de sexta-feira;

Os Jogos de azar;

O roubo;


O recebimento de Subornos e sua concessão;

O acto de apoderar-se forçosamente o talhão (terra) de outrem;

Ato de aceitar um presente por ter feito intercessão a favor de alguém;

A exigência do trabalho ao trabalhador e o não pagamento dele;

A falta de justiça nas doações entre os filhos;

Mendigar as pessoas sem que haja alguma necessidade para tal;

Pedir uma divida sem a intenção de liquidá-la;

Ganhar os bens de outros ilicitamente;

O Consumo da bebida alcoólica, mesmo que seja uma gota;

Uso de utensílios feitos de ouro e prata e o seu uso no comer e beber;

As testemunhas falsas;

Escutar a Música;

A calúnia;

O ato do intriguista (An-namimat);

O acto de espreitar nas casas alheias sem a permissão de seus proprietários;

O acto de isolarem-se duas pessoas distanciando-se do terceiro;

O acto de usar uma roupa que vá abaixo dos tornozelos;

O uso do ouro pelos homens;

O uso de roupa curta, apertada e ou transparente nas mulheres;

O acto de ligar o cabelo com outro cabelo de um ser humano ou de um outro ser animal nas mulheres e nos homens;

A Imitação dos homens às mulheres e vice-versa;

Uso de produtos para pintar o cabelo branco em preto;

O desenho de figura que tenha alma sobre a roupa, paredes, papel, etc;

A mentira forjada durante o sono;

A sentada sobre as campas, e o ato de pisá-las e atender necessidades biológicas sobre elas;

A falta de higienização da urina;

Acompanhar a conversa de um grupo de pessoas, enquanto eles detestam o seu acompanhamento;

A má vizinhança;

O acto de prejudicar no testamento;

O Jogo com o uso dado;

O acto de amaldiçoar um crente e amaldiçoar quem não mereça a maldição

A lamentação e os choros ao alto em momentos de infelicidade;

O acto de bater a cara e o acto de fazer tatuagem nela;

O acto de abandonar um crente sem falar com ele acima de três dias sem que haja uma razão plausível segundo o Sharia;





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