Parte I redaçÃo empresarial qualidades de um texto empresarial moderno



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PARTE I - REDAÇÃO EMPRESARIAL

Qualidades de um texto empresarial moderno

Encontramo-nos mergulhados em um mar de informações, num contínuo e rápido avanço tecnológico o que provoca intensas mudanças na organização e hábitos do cotidiano social e empresarial.

Uma dessas mudanças foi a valorização da palavra escrita, através da informatização e da comunicação via Internet, exigindo dos profissionais um aprimoramento na capacidade de expressão tanto oral como escrita.

No linear desse processo a Redação Empresarial sofreu alterações, sem perder as qualidades essenciais de um bom texto: coesão, clareza e concisão.

O texto empresarial moderno prioriza a objetividade, para tanto, a escolha do vocabulário deve ser simples e formal, frases curtas e a gramática correta.

Vejamos alguns exemplos:




ANTIGAMENTE

MODERNAMENTE




Vimos por meio desta comunicar-lhe

Comunicamos-lhe




Diante do exposto, encaminhamos a V.Sa.

Encaminhamos-lhe




Acusamos o recebimento

Recebemos




Levamos ao conhecimento de V.Sa.

Informamos-lhe




Vimos com a presente, solicitar-lhe

Solicitamos-lhe




Rogamos

Solicitamos




Subscrevemo-nos, mui respeitosamente

Respeitosamente




Outrossim

Também




Tem essa por finalidade

Apresentamos




Temos imenso prazer em sugerir-lhe

Sugerimos-lhe




Chegamos à conclusão

Concluímos

Atenção! As duas formas estão de acordo com a norma gramatical brasileira, ocorre que a comunicação empresarial tornou-se mais dinâmica e direta.



Como melhorar a produção textual

Primeiramente “querer” aprimorar os conhecimentos, reconhecer as limitações e buscar dirimir as dúvidas consultando livros de gramática moderna e dicionários onde os verbetes são ricos em informações e dados gramaticais. Ler sempre, através da leitura ampliamos o domínio do léxico e o poder de persuadir, também, refletir sobre o que se lê e quando possível discutir são exercícios que propiciam a interpretação e compreensão dos textos o que facilita o uso correto da norma culta.


Só se aprende escrever “escrevendo”!


Narrar, Descrever e Dissertar.

Estruturamos nossa comunicação tanto oral como escrita nas três modalidades redacionais: Narração, Descrição e Dissertação.



Em síntese podemos dizer que:

Narrar é contar uma história real ou fictícia, apresentando uma sucessão de fatos e de acontecimentos,

Descrever é um texto literário ou não que utilizamos para caracterizar seres, coisas, paisagens, sentimentos, modelos, produtos, método de pesquisa etc.,
Dissertar é expor idéias a respeito de determinado assunto, discutir, persuadir, questionar, analisar e apresentar provas que justifiquem e convençam.

Elementos da Comunicação
Em um processo de comunicação temos os seguintes elementos: contexto, emissor, mensagem, receptor, canal e código que se dispõem no seguinte esquema:

Para que a comunicação se estabeleça é necessário que todos estes elementos se relacionem reciprocamente. Se houver falha em um deles a compreensão ficará prejudicada ou não se completará.



Correspondência e Documento
Existe uma visão equivocada que tudo que escrevemos no âmbito empresarial é correspondência. Não é bem assim! Devemos separar e distinguir o que é correspondência e documento, embora, os dois possam ser classificados como redação empresarial.

A correspondência é um meio de comunicação e insere todos os seus elementos, com algumas peculiaridades: O emissor torna-se remetente, o receptor destinatário e pressupõe o ato ou efeito de corresponder-se (retorno) e requer acompanhamento, principalmente, no âmbito empresarial.

De acordo com o Aurélio Buarque de Holanda Ferreira no Novo Dicionário da Língua Portuguesa documento é “ substantivo masculino que pode significar 1. qualquer base de conhecimento, fixada materialmente e disposta de maneira que possa utilizar para consulta, estudo, prova etc. 2. qualquer registro gráfico. 3. recomendação, preceito.”

Os documentos administrativos podem ser: ata, edital, estatuto, declaração e atestado, procuração, comunicado ou avisos, convocação, recibos etc.

Quando redigimos um documento administrativo, não necessariamente, haverá um retorno ou acompanhamento.


PARTE II - Correspondências

Correspondência é a comunicação por escrito entre as pessoas. Realiza-se através de vários instrumentos: bilhetes, cartas, ofícios, requerimentos, telegramas, e-mail, memorandos, fac- símile etc.


O que determinará o tipo de correspondência é a análise da relação entre receptor e destinatário.

Há três tipos de correspondência:




    1. Familiar ou social - trata de assuntos variados, desde felicitações, convites e avisos até solicitações e pêsames.

A linguagem utilizada pode ser informal e dependendo do contexto formal.


    1. Comercial - trata de assuntos ligados à vida do comércio, da indústria, dos bancos, escritórios e empresas. Tem por objetivo estabelecer um relacionamento entre as empresas, ou entre as pessoas e as empresas.

A linguagem utilizada nesse tipo de correspondência deve ser formal, objetiva, simples, elegante e correta.


    1. Oficial - correspondência dirigida a autoridades ou órgãos públicos, eclesiásticos ou militares.

Utiliza-se o mesmo tipo de linguagem empregada na correspondência comercial, sendo que a forma de tratamento depende da pessoa a quem se envia a mensagem, exemplos:



Vossa Senhoria (V.Sa.) - para pequenas autoridades;

Vossa Excelência ( V. Exa.) - para altas autoridades;



Vossa Reverendíssima (V. Revma.) - para sacerdotes.

A seguir serão apresentados os principais instrumentos utilizados na correspondência e comunicação escrita comercial e/ou oficial.




  1. Carta de caráter empresarial exige um esforço de adaptação ao destinatário. Quando for endereçada de um superior a um subordinado, ou vice-versa, ou de uma sociedade comercial a um cliente etc., certamente tem como finalidade fornecer informações, mas procura também exercer pressão ou causar boa impressão. Devemos atentar aos seguintes aspectos: a clareza da expressão, bem como certas formas de apresentação e polidez, definidas a partir da respectiva posição hierárquica entre remetente e destinatário.

Quanto à estética sofremos influência dos modelos americanos, os quais foram sendo adaptados e hoje copiados pela maioria das empresas é o chamado estilo em bloco, anteriormente, o mais usado era o estilo denteado por causa das aberturas dos parágrafos, vejam os exemplos:

Denteado Em bloco

Podemos optar por qualquer um dos estilos, dependerá da padronização adotada, em cada empresa, quanto à comunicação escrita.



ABCW CORRETORA DE SEGUROS GERAIS LTDA. (papel timbrado)
(3 espaços)
010/0X ( número de expedição pode parecer isolado, ou com a abreviatura da espécie do documento ou setor)
São Paulo, 6 de janeiro de 2XXX.

(Na data o dia é sem zero, alinhado à esquerda ou à direita, conforme a opção estética. O nome do mês em minúscula, inclusive a letra inicial.

No ano não há ponto nem espaço depois do milhar e termina-se com ponto final).

(3 espaços)


À ( No destinatário uso de: à, a, ao ou para é facultativo.) Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais Departamento de Fiança Locatícia

At.: Sr. Celso Fagundes ( At. é a única abreviatura possível junto ao destinatário dentro da carta)

( Na carta moderna o endereço do destinatário e colocado no envelope, salvo os casos em que o envelope é recortado.)
(3 espaços)
Prezado Senhor, ( O vocativo é um termo sintático que serve para nomear um interlocutor a quem se dirige a palavra e deve concordar em gênero e número com este. O uso da vírgula depois do vocativo foi instituído conforme o Manual de Redação da Presidência da República, embora o uso dos dois-pontos está correto de acordo com a gramática)
Assunto: PAC 22/2164688-9

(È facultativo, mas quanto houver necessidade o certo é indicar com a palavra “assunto” seguida de dois pontos )


(2 espaços)
Fomos informados que o comprometimento de renda apurado considerando os documentos enviados está fora dos padrões de aceitação do produto Porto Aluguel.
Solicitamos nova análise do pedido, para tanto, anexamos, outros extratos bancários para composição de renda.
Aguardamos breve retorno.

( A redação empresarial além de coesão, clareza e concisão deve ser redigida em primeira pessoa do plural - nós -. Recomenda-se justificar o texto. A separação dos parágrafos, conforme opção estética, pode ser um espaço maior entre uma linha e outra ou a utilização do comando formatar parágrafo, disponível no “Microsoft Word” no item espaçamento.)

(3 espaços)

Atenciosamente,

(Ao concluirmos cartas, podemos usar atenciosamente ou atentamente já que as

duas palavras significam respeitosamente, são formas polidas de fechamento e a pontuação correta é vírgula)


Álvares de Azevedo Diretor Comercial

(Modernamente não se coloca mais o traço na assinatura, deve registrar o nome de quem assina e abaixo identificar o cargo ou setor)


Rua Tuiuti nº. - Tatuapé - SP/SP - www. .seguros.net

As indicações, no exemplo, dos espaços entre as partes da carta são meramente ilustrativas, de acordo com a quantidade de texto estes espaçamentos podem aumentar ou diminuir, vale lembrar que a carta não pode ser um aglomerado de texto e informações, o visual deve ser limpo.



  1. Memorando é uma comunicação interna das empresas, utilizada entre os vários setores para encaminhar, solicitar, pedir, distribuir ora informações ou documentos, ora material ou relatórios etc.

Geralmente as empresas têm formulário próprio que deve conter as seguintes informações dos departamentos remetente e destinatário:

Número de expedição com sigla do setor emitente;

Nome por extenso dos responsáveis e respectivos cargos; Nome por extenso dos setores,

Síntese do assunto.

È importante ressaltar que em muitas empresas essa correspondência interna já foi totalmente substituída pelo e-mail.


TIMBRE DA EMPRESA - CABEÇALHO -
Memorando nº. 23/ DPE
São Paulo, 1º de junho de 2XXXX.
Sra. Maria do Carmo - Gerente DTE - Departamento de Tesouraria
Assunto: liberação de verba para compra de emergência Prezada Gerente,

Dado o atraso no fornecimento de formulário continuo, solicitamos a liberação de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para a compra desse material que será usado na impressão das folhas de pagamento.

Após a compra, imediatamente, efetuaremos a prestação de contas. Agradecemos sua colaboração.
Atenciosamente,
Reginaldo Mello Departamento Pessoal

- RODAPÉ-




  1. E-mail: Com o advento da Internet a comunicação por e-mail tornou-se essencial nas relações comerciais (interna e externa).

Veja como redigir um e-mail.


Regras de Ouro:

Na hora de responder, seja ágil. Redija textos curtos, de fácil e rápida assimilação.

Quando a quantidade de informações for muito grande, prefira transformá-las em arquivos anexados. Os textos de corpo de mensagem devem ser sempre curtos.

Letras maiúsculas ou em negrito são como um “grito” eletrônico. Evite-as.

Nos e-mails de negócio, evite usar abreviaturas e ícones de emoção.

Cuidado com as respostas

Se alguém quer saber sua opinião sobre determinado assunto, evite as respostas pomposas e longas. Evite também as curtas demais.

Leia sempre o que escreveu

Não há nada mais desagradável do que receber um texto repleto de erros de ortografia ou concordância, escrito de maneira rápida.

Não use linhas compridas

O padrão dos textos para Internet é de cerca de 60 caracteres por linha. Programe seu computador para isso. Desta forma, o destinatário consegue ler seu texto na tela cheia, sem ter de usar a barra de comandos para encontrar o final de uma frase.

Nos e-mails devemos usar de diplomacia. Por isso, manter sempre uma atitude positiva, tentar incluir na resposta trechos do e-mail do cliente, o que fará sentir-se respeitado. Em vez de “Em resposta a seu pedido, informamos que...”, escrever: “Em resposta a sua solicitação das cotações, informamos que...”.



Além disso, foco no receptor, clareza, concisão, precisão vocabular e expressividade são outros ingredientes fundamentais para uma boa comunicação eletrônica.



Use o tom correto: A instantaneidade do e-mail dispensa alguns formalismos da carta, mas cuidado com os exageros na informalidade, principalmente, quando o e-mail é utilizado como memorando ou para substituir contatos telefônicos internos.


Nos casos em que o e-mail substitui o envio de informações através da carta externa tradicional, por ser um meio mais moderno e rápido de comunicação, a redação mantém a formalidade exigida pela situação e a estética segue a padronização da empresa.


  1. Ofício é um tipo de correspondência muito utilizada nos órgãos públicos, originalmente é uma correspondência oficial, podendo ser usado também por empresas, clubes e associações, e, ainda atualmente, como correspondência protocolar entre as entidades públicas ou particulares.

Consta no Manual de Redação da Presidência da República que a linguagem utilizada deve ser formal sem ser rebuscada, e devemos seguir a padronização conforme disposição federal.
Timbre da empresa (cabeçalho)


Ofício nº. 1 (sigla do setor)

(não há mais o ano junto à numeração do ofício)

São Paulo, 16 de janeiro de 2XXX. (há ponto final após a data)


Senhor Secretário de Educação,

(o vocativo segue a formalização: Senhor mais o cargo do destinatário, em maiúscula.)
Temos o prazer de anunciar-lhe que, no próximo dia 20 de março, às 10 horas, inauguraremos nossa sede estadual, anexo, convite com mapa de localização.


  1. Será para nós uma grande honra se Vossa Senhoria puder prestigiar o evento com sua presença.

  2. Aproveitamos o ensejo para apresentar nossos protestos de consideração e apreço.

( o primeiro parágrafo e o último que é o fecho não são numerados, a numeração dos outros parágrafos é feita a 2,5 cm da margem esquerda da folha, é seguida de ponto, e deve-se alinhar o começo do parágrafo pelo primeiro)
Atenciosamente,

( o fecho deve ser centralizado na folha, a pontuação correta é a vírgula)


José de Alencar Diretor

( o nome e o cargo do remetente também devem ser centralizados)


Ao Senhor Raul Pompéia

Secretaria Municipal de Educação Rua do Empenho, 71

São Paulo - SP 03100-000

( o destinatário e o endereçamento ficam sempre na primeira página)



Observações:
Quando o ofício tiver mais de uma página, o fecho e a assinatura se darão na página seguinte, mas o destinatário e endereçamento ficam sempre na primeira página;

O estilo utilizado e denteado;



Quanto ao endereçamento no envelope, se os ofícios forem dirigidos às autoridades

tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma: Excelentíssimo Senhor

Fulano de Tal

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Rua da Constituição, nº.100



01000 - Brasília /DF

Quando se empregar Vossa Senhoria no corpo do ofício, o endereçamento apresentará esta forma:

Senhor Fulano de Tal



Secretário Municipal de Saúde Rua da Paz, nº. 30

04140-000 - São Paulo/SP


Os fechos foram simplificados, conforme Portaria nº. 4, de 6 de março de 1992, da Secretaria da Administração Federal, há apenas dois tipos:
Respeitosamente

Para o presidente da República e todas as autoridades do primeiro escalão inclusive dos Estados.


Atenciosamente

Para as demais autoridades, sendo da mesma hierarquia ou hierarquia inferior.





  1. Relatório é um tipo de redação técnica usado para expor o modo como foi realizado um trabalho, ou as circunstâncias em que se deu determinado fato ou ocorrência.

Dependendo do assunto, o relatório poderá conter descrições de objetos, processos, experiências e narrativas detalhadas de fatos ou acontecimentos, inclusive com anexos específicos. Tem utilização freqüente na vida profissional: relatório de estagiário, relatório de um funcionário a seu superior, de um executivo ao conselho administrativo, de uma comissão de estudo a um ministério, etc. Muitas vezes, um ofício acompanha o relatório. Embora tenha extensão variável, deve ser cuidadosamente elaborado e apresentado com nitidez e clareza.

Partes de um relatório



    1. folha de rosto (título, Autor, destinatário);

    2. sumário (relação dos assuntos);

    3. introdução;

    4. desenvolvimento;

    5. conclusão.

Constam da introdução:
indicação do assunto ou fato investigado;

objetivos que levaram à escolha do assunto ou o propósito da investigação; tratamento dado a pesquisa ou a investigação;

identificação das pessoas que realizaram o trabalho, especificando a tarefa de

cada uma;


No desenvolvimento, os fatos são relatados minuciosamente. Ele contém: período da pesquisa ou investigação;

local de realização; métodos utilizados;



discussão dos assuntos ou dos fatos.
A conclusão deve ser redigida cuidadosamente, a fim de que a idéia principal do relatório fique clara para o destinatário.


  1. Telegrama é um tipo de comunicação escrita expedida por meio de telegrafia, telex etc., atualmente seu uso é restrito, primeiro pelo seu custo elevado, além da substituição pela comunicação eletrônica. Em alguns casos o uso do telegrama é indispensável, inclusive solicitando confirmação de recebimento e cópia , serviços oferecidos pela ECT - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Na redação dessa correspondência deve predominar a concisão, tanto no âmbito social quanto no empresarial, os dados dos remetente e destinatário (nome e endereço) completos e a mensagem sucinta.

Exemplo:





  1. Fac-símile ou Fax ( forma abreviada), a princípio é menos oneroso que o telegrama, deve ser utilizado para transmissão de mensagens urgentes e para o envio de documentos, necessita de um formulário próprio que contenha os seguintes dados:

Nome, cargo, setor do destinatário, número do fax, Nome, cargo, setor do remetente, número do fax, Data, (local, dia, mês e ano)

Assunto,


Quantidade de folhas que serão transmitidas incluindo a capa, importante constar a seguinte informação: Caso falte alguma página, por favor, chame o remetente.,

Pode-se, no próprio formulário, indicar algumas ações a serem tomadas direcionando

um breve encaminhamento, como por exemplo:



( ) urgente ( ) retornar ( ) encaminhar ( ) conhecimento

    1. Declaração é um instrumento de comunicação, usado quando se quer afirmar a veracidade de um fato, pode ser feita de dois modos: verbalmente ou por escrito.

A declaração também é definida como um depoimento. Exemplo pessoa jurídica:


Exemplo pessoa física:

Declaração
Declaro para os devidos fins, que fui vítima de furto em........ / ... / ... , ocorrência registrada no XX DP, B.O. nº. XXXXX, no mesmo dia, levaram os seguintes documentos pessoais: RG, CPF, CNH, também, os cartões de crédito; América Express, Visa, Cartão 24 horas, talão de cheques do Banco XXXX e Agência XXX.

A partir desta data não me responsabilizo por cheques emitidos, bem como pelo mau uso dos documentos.



São Paulo, XX de XXXXX de 2XXXX.

Nome completo e Assinatura.




    1. Atestado é uma declaração, um documento firmado por uma autoridade em favor de alguém, que certifica, afirma, assegura, demonstra alguma coisa que interessa a outrem.

A declaração e o atestado são semelhantes.

TIMBRE (cabeçalho) ATESTADO DE COMPARECIMENTO

Atestamos para os devidos fins que a Sra. Flor da Silva, compareceu ao curso de Redação

Empresarial, no dia 10/06/200X, das 09h às 17h30, coordenado pela Agility Marketing e ministrado pela Profa. Rosangela Silva.



Por ser expressão de verdade, firmamos o presente.

São Paulo, de de 200X.
(assinatura e cargo) Rodapé

  1. Procuração é um documento por meio do qual uma pessoa transfere a outra poderes para praticar atos em seu nome.


PROCURAÇAO
OSMAR PEREIRA DE MELO, brasileiro, casado, comerciante, inscrito no CPF sob o nº. 123.456.789-00 portador da Carteira de Identidade nº. 33.777.222-9, residente na Rua Amora, nº. 10, município de São Paulo - SP, pelo presente instrumento nomeia e constitui seu bastante procurador o Sr. BELTRANO SANTOS,brasileiro, casado, inscrito no CPF sob o nº. 789.112.345-76, ao qual confere os mais amplos poderes, para representá-lo perante o foro em geral, com os poderes da cláusula “ad judicia”extra, podendo, para tanto, promover, contestar, intervir e acompanhar todas as medidas judiciais perante qualquer Juízo ou Tribunal, podendo ainda transigir, firmar compromissos, desistir, concordar, confessar, dar e receber quitação, nomear prepostos para que o represente em repartições públicas ou em Juízo, receber citação, notificação ou intimação judicial ou extrajudicial, receber escrituras públicas de confissão de dívida e hipoteca, constituir devedores em mora, enfim, praticar todos os demais atos necessários ao bom e fiel desempenho do presente mandato, inclusive substabelecer, especialmente para propor contra o Sr. DEVEDÓRIO MARTINS, inscrito no CPF sob o n.º 001.002.003.00, a competente AÇÃO DE DESPEJO.
São Paulo, 16 de janeiro de 2008.

OSMAR PEREIRA DE MELO


Com base nesse exemplo, podemos destacar as características principais da procuração:

    1. Apresentação dos dados pessoais do outorgante (aquele que passa a procuração) e do outorgado (aquele que recebe a procuração). Esses dados são: nome, nacionalidade, estado civil, profissão, residência e identidade.

    2. Explicação da finalidade da procuração.

    3. Indicação do local e data, seguida da assinatura do outorgante.

A procuração pode ser pública ou particular. A pública é registrada em cartório; a particular é geralmente conservada sem registro. Mas as assinaturas devem ser sempre reconhecidas em cartório.


  1. Sempre que ocorre uma transação comercial, faz-se necessário o recibo.

O recibo pode o comprovar o recebimento de uma mercadoria, de um pagamento efetuado ou, ainda, de entrega de documentos.




ABCWa Corretora de Seguros Gerais Ltda. CPNJ :324587349825, Rua Tuiuti, - Tatuapé - SP/SP - CEP 03307-000- tel. (011) 5555-5555

Nº XX/XX




RECIBO DE ENTREGA DE DOCUMENTOS



RECEBI OS DOCUMENTOS ABAIXO RELACIONADOS:





E POR SER EXPRESSÃO DA VERDADE FIRMO O PRESENTE.






São Paulo, de

de 2XXXX.

Assinatura:




Nome Completo:




Documento nº Tipo







  1. Requerimento é um meio de comunicação escrita usado para fazer um pedido a uma autoridade pública. Será sempre redigido na terceira pessoa.

É a sua estrutura:


    1. invocação - pronome de tratamento adequado e título da pessoa a quem se dirige;

    2. preâmbulo - identificação do requerente (nome, número do documento de identidade,

nacionalidade, estado civil, endereço, profissão);

    1. texto - exposição do que o requerente solicita, e justificativa;

    2. fecho - onde aparecem fórmulas como: Nestes termos pede deferimento.

Termos em que pede deferimento.

    1. data e assinatura do requerente.




  1. ATAS são formas de registros, em que se relata o ocorrido numa sessão, convenção, congresso, reunião, assembléias. Documento, geralmente, de caráter confidencial e de circulação restrita. O cuidado de quem lavra ou redige uma ata é não deixar espaço onde se possa, mais tarde, alterar o texto original. Caso haja algum erro, o redator deve escrever “digo” e fazer, logo em seguida, a devida correção. Se o erro só for percebido no final, o redator deve escrever “ Em tempo: onde se lê ..... leia-se..... ”, na ata não se usam abreviaturas e os números devem ser escritos por extenso. Após a leitura e a aprovação do texto final, todas as pessoas que participaram a reunião devem assinar o documento.

Veja um exemplo:






  1. Comunicado ou Aviso

È uma comunicação formal tem como características básicas um texto breve e linguagem clara, e serve para noticiar, convidar, ordenar, cientificar e prevenir.







  1. Convocação é um convite no âmbito administrativo.


CONVOCAÇÃO

Convocamos os senhores acionistas a participarem da ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA que será realizada no dia 17 de junho de 200X, às 15 horas, na sede social da Empresa, localizada na Av. Beira Mar nº 222, 1º andar, nesta cidade, a fim de deliberarem sobre os seguintes assuntos:



  1. alteração da razão social;




  1. reestruturação da diretoria administrativa.

Santos, 17 de junho de 200X.

Gustavo Moura
Presidente do Conselho de Administração

Exercícios:





    1. Qual a finalidade do requerimento?

      1. Encaminhar documentos.

      2. Pedir empréstimos.

      3. Efetuar solicitação a um órgão público.

      4. Firmar contrato de prestação de serviços



    1. Assinale a alternativa que corresponde corretamente às regras de como redigir um e- mail:

      1. Escrever tudo em negrito, redigir textos curtos.

      2. Redigir textos curtos, evitar negrito e exagerar nas abreviações.

      3. Evitar negrito e letras maiúsculas, nunca anexar arquivos.

      4. Evitar usar abreviaturas que não estejam de acordo com a norma gramatical brasileira.



    1. No caso de uma procuração o outorgante representa a pessoa que:

      1. passa a procuração.




      1. que recebe a procuração.




      1. que reconhece a firma.




      1. que pratica atos em nome de outros.




    1. Indique a alternativa na qual os três instrumentos são considerados correspondência comercial:




      1. Ofício, requerimento, telegrama.




      1. Carta, memorando, e-mail de negócio.




      1. Recibo, ofício, cartão postal.




      1. E-mail, procuração, convite para bodas de ouro.



PARTE IIIPARTE III - Comunicação Assertiva
Comunicação Assertiva

A assertividade é definida como auto-expressão por meio da qual a pessoa manifesta o que sente e pensa, defendendo seus direitos sem desrespeitar os direitos básicos dos outros.



Para podermos desenvolver a comunicação assertiva, precisamos identificar os comportamentos não-assertivos que são: passividade, agressividade e de manipulação.

A pessoa submissa e passiva, freqüentemente, não manifesta suas idéias e opiniões por achar que não é importante ou que trará conseqüências negativas.

A pessoa agressiva, geralmente, perde negócios, clientes, amigos porque a comunicação causa desafetos e hostilidade.

A pessoa manipuladora comunica-se, na maioria das vezes, com ironia, falsidade; pensando nos seus próprios direitos.
A pessoa assertiva é franca, honesta e direta, sem ofender, humilhar, constranger. Deixa clara suas idéias, de modo construtivo.

Como ser assertivo na comunicação escrita?





Veja:


seja objetivo; seguro, elegante; não use argumentos excessivos;

nunca inicie uma redação acusando seu interlocutor;

evite usar expressões agressivas, como por exemplo: “Novamente, encaminhamos” “Pela quarta vez consecutiva, solicitamos” “Ainda não recebemos retorno da carta”;

evite começar com palavras negativas: “Não entendemos”, “Nunca recebemos”, “Nenhum processo foi enviado”.





Principais vícios: rebuscamento, chavões, coloquialismo e jargão técnico.



O rebuscamento pode ser entendido como “arrogância” e prejudica, principalmente, a objetividade do texto.

Evite:
“ Tendo em vista o assunto em epígrafe, encarecemos a Vossa Senhoria, no intuito de dirimir a precípua dúvida .....”

Prefira:
“ Tendo em vista o assunto citado, solicitamos para esclarecimento das principais dúvidas...”



Chavões são vícios de estilo incorporados como linguagem no texto empresarial, são frases prontas que tiram a autenticidade do texto e considerados antiquados.

Exemplos:


“Outrossim” é considerado um chavão, por isso na redação empresarial moderna seu uso tornou-se inadequado.

“Vimos através desta...” a palavra através significa atravessar, fazer travessia.


“Acusamos o recebimento .... ” o verbo acusar não é mais usado nos textos empresariais.

“Reiteramos os protestos de elevada estima e consideração.” Clássico chavão das correspondências públicas.

“Sem mais para o momento.” Ou “Sem mais.” Forma não muito polida de encerrar uma comunicação empresarial que dizer que não há mais nada para acrescentar.

Coloquialismo é o excesso de informalidade na redação empresarial. Devemos tomar muito cuidado com a comunicação eletrônica, que nas relações comerciais deve seguir o padrão da norma culta.


----- Original Message -----

From: Benê

To: Rosangela Hepta Corretora ; Nadielle Hepta Seguros e Advocacia
Sent: Friday, May 11, 2007 11:49 AM Subject: Ref. locação do Sr....................

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O jargão é a linguagem de um determinado grupo. O uso de jargões pode prejudicar as relações profissionais, quando não sofrer as devidas alterações em relação ao grupo destinatário.
Exemplo:

“A sinistralidade do risco influi no valor do prêmio do seguro.”

“ O preço do seguro pode variar conforme a avaliação do bem segurado.”

PARTE IV - Aspectos gramaticais CRASE



É a fusão de duas vogais iguais. O sinal grave usado sobre o a nesses casos indica que

houve crase, isto é, a contração de duas vogais idênticas: a + a = à.
CASOS EM QUE NÃO OCORRE CRASE


  1. Diante de substantivo masculino. Ex.: Não vendemos a prazo.




  1. Diante de verbos.

Ex.: Convido-os a participarem do lançamento de nosso mais novo produto.


  1. Diante de artigo indefinido e pronome indefinido.

Ex.: Seu relatório não conseguiu direcionar a nenhuma conclusão.


  1. Diante de pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo e de alguns pronomes de tratamento que repelem o artigo.

Ex.: Solicite a ela que se apresente com 30 minutos de antecedência.

Encaminhamos a Vossa Senhoria o pedido de reclassificação salarial dos funcionários do setor fiscal.




  1. Quando um a no singular encontra-se diante de palavra no plural, fornecendo à expressão um sentido genérico.

Ex.: Gostava de assistir a óperas.


  1. Nas expressões formadas por palavras repetidas. Ex.: Acumulamos dia-a-dia papéis em nossas mesas.

CASOS EM QUE SEMPRE OCORRE CRASE


O acento indicativo de crase é obrigatório:

  1. Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas em que aparece a ou as. Ex.: Retomaremos nossa rotina à medida que os processos pendentes sejam analisados. Eis algumas locuções:



Adverbiais:




à parte

à disposição

à distância

à custa

às pressas

às vezes

às escondidas

às claras

Prepositivas: à procura de

à espera de


à roda de






em frente à

à beira de







Conjuntivas:











  1. Nas expressões à moda de e à maneira de, ainda que subentendidas. Ex.: Serviu arroz à grega no jantar. (= à maneira dos gregos)

Eles estão vestidos à italiana. (= à moda dos italianos)

Sempre ocorrerá crase com a expressão à moda de, mesmo diante de palavra masculina Ex.: A sala de visitas foi decorada com móveis à Luís XV.




  1. Na indicação de horas.

Ex.: A reunião começará às quinze horas. CASOS DE CRASE FACULTATIVA

Pode ou não ocorrer crase:



  1. Diante de nomes próprios femininos.

Ex.: Comunicamos à (a) Lúcia a liberação do pagamento.


  1. Diante de pronomes possessivos femininos.

Ex.: O Diretor autorizou à (a) minha seção realizar o almoço de confraternização.

  1. Depois da preposição até.

Ex.: O julgamento durará até a (à) última testemunha pronunciar-se. POR QUE / POR QUÊ / PORQUE / PORQUÊ

É usado por que (separado e sem acento):




    1. em interrogações diretas e indiretas, quando o por que equivale a qual motivo ou qual razão.

Exemplos: 1- Desconhecemos por que ele partiu.

2- Por que o computador travou?




    1. como um equivalente pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais. Exemplo: Ignoro o motivo por que ele se demitiu.

Emprega-se por quê (separado e com acento):




  1. como pronome interrogativo, quando colocado no fim de frase. Exemplo: Ele foi transferido. Você sabe por quê?




  1. quando empregado isolado em frases interrogativas.

Exemplo: Quero que você entregue o documento agora. Por quê? Escreve-se porque (uma só palavra, sem acento gráfico):

  1. quando conjunção coordenativa explicativa, equivalente a pois, porquanto, uma vez que, precedida de pausa na escrita (vírgula, ponto-e-vírgula ou ponto ou ponto final).

Exemplo: Compre agora, porque há poucas peças.


  1. quando conjunção subordinativa causal, substituível por pela causa, razão de que ou pelo fato, motivo de que.

Exemplo: Não fui a inauguração porque estive muito ocupado.


  1. quando conjunção subordinativa final, em orações com verbo no subjuntivo, equivalente a para que.

Exemplo: O diretor virá em breve, porque acompanhará, pessoalmente, os fiscais.
Emprega-se porquê (uma só palavra, com acento gráfico):

a) quando substantivo, com o sentido de causa, razão ou motivo. Admite pluralização (porquês) e é acentuado por ser um oxítono terminado em e.



Exemplo: Os clientes desejam saber o porquê da demora. ANEXO

Anexo (substantivo)

Anexo (adjetivo)

Anexo (verbo ‘anexar’ conjugado na primeira pessoa do singular, presente do indicativo)

Todos são classes gramaticais variáveis, isso que dizer que devem concordar em gênero, número (substantivo) pessoa, tempo e modo (verbo) com seus complementos.
Exemplos:

Anexos, os orçamentos solicitados. (substantivo do gênero masculino e plural) Anexa, a cotação solicitada. (substantivo do gênero feminino e singular)

Anexamos, os orçamentos solicitados. (verbo, presente do indicativo, 1ª pessoa do plural)

Solicitamos a devolução do documento V anexo ao processo nº 1987/07 encaminhado no

dia 10/06/07. (adjetivo do gênero masculino e singular)


É redundante dizer ou escrever: “anexar junto”. No entanto, “segue, anexo” ou “seguem, anexos” e suas variações são possíveis.

Observação: a expressão em anexo não varia, mas deve ser evitada, pois muitos gramáticos não a consideram adequada.


*Apenso é adjetivo sinônimo de anexo e tem igual uso. Exemplos: As fotos vão apensas. (= anexas)

Os documentos seguem apensos (= anexos) Apensa, remeto a nota fiscal. (= anexa)


*Advogados usam na redação de suas petições a palavra juntada com o fim de fazer menção a algum documento do processo.
Exemplo: As alegações estão bem claras, em especial aquela que diz respeito à união do casal, conforme faz prova certidão de casamento juntada.
Também no meio jurídico se faz uso da palavra "juntada" ao final da petição.
Exemplo: Termos em que

juntada esta aos autos com documentos inclusos, pede e espera deferimento.

São Paulo, de de 2008.
GERÚNDIO ASSASSINO


  • Boa tarde!Telepizza, às ordens.

  • Boa tarde! Queria três grandes de mussarela. Demora muito?

  • Vamos estar entregando daqui a 40 ou 50 minutos.

  • Ótimo! Quanto custam?

- A senhora vai estar pagando R$ 58,00 reais.

  • Está bem.

  • Mais alguma coisa?

  • Não, obrigada.

  • Por nada. Ligue sempre.

Telefonistas, secretárias e profissionais de telemarketing parecem ter recebido o mesmo treinamento e assimilado o mesmo vício. Trata-se do gerundismo. Fruto de traduções malfeitas do inglês, o intruso quer roubar o lugar do futuro da nossa língua. “ Vou estar entregando”, “vai estar pagando”, “vai estar tendo”?

Por que não usar nossos simpáticos futuros? São dois. Um deles é o simples. Tem as terminações ei, ás, á, emos, eis, ão (irei, irás, irá, iremos, ireis, irão). Com ele, a telefonista teria feito bonito:


  • Entregaremos a pizza daqui a 40 ou 50 minutos.

  • A senhora pagará R$ 58,00 reais.

O outro é o composto. Ele recorre ao auxiliar ir, mas sem gerúndio:



  • Vamos entregar a pizza daqui a 40 ou 50 minutos.

  • A senhora vai pagar R$ 58,00 reais.

O gerundismo avança é flagrado nas conversas da meninada, pior, até nos bate-papos de gerentes, diretores. Devemos nos preocupar com este atentado gramatical o gerúndio assassino que mata prestígio, promoções e vendas.




PARTE V - Emprego dos sinais de pontuação
Vírgula indica:

1- adição de informações



Nossos produtos são exportados para países como: França, Itália, Portugal e Canadá. 2- intercalação de informações
O Parlamento português aprovou na sexta-feira, 16/5, o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa.


  1. alteração na ordem natural das orações


Daqui a dois anos, poderemos avaliar os efeitos das medidas.


  1. isola acréscimos (apostos, vocativos, expressões exemplificativas e retificadoras: aliás, isto é, por exemplo, ou seja, ou melhor etc.)

Arafat, o líder palestino, foi um homem polêmico. Gostaria de saber o que está acontecendo, menino.

O Brasil, por exemplo, é o mais forte candidato para liderar os países da América do

Sul.


  1. a vírgula antecede a conjunção (e) quando: Separa orações com sujeitos diferentes.

O diretor administrativo ficou na filial do Rio de Janeiro, e o gerente geral voltou para São Paulo.

“e” substituir “mas”.


O cliente afirmou que assinaria o contrato, e não assinou.


  1. ocorre vírgula após o “que” se houver uma inserção.

Constatamos que, apesar de cumpridas todas as exigências, o cliente não assinou o contrato.
Não ocorre vírgula:

  1. entre o sujeito e o predicado.


O diretor administrativo da Olivantel Telecomunicações afirmou que as novas regras para os contratos de TV por assinatura aquecerão o mercado.

  1. entre o verbo e seus complementos.

A Olivantel Telecomunicações investirá pesado no mercado brasileiro.


Ponto-e-vírgula


  1. separa idéias diferentes dentro do mesmo período.

“Milagres feitos devagar são obras da natureza; obras da natureza feitas depressa são milagres.” (Vieira)




  1. pode substituir praticamente todas as conjunções. Lutou com dificuldades; conseguiu vencê-las.

  2. pode substituir a vírgula antes de uma conjunção para dar mais ênfase.


Lutou com dificuldades; mas conseguiu vencê-las.


  1. separa itens em enumerações.

Admitimos secretárias executivas. Requisitos para o cargo: Ensino Superior completo;
Inglês fluente; Disponibilidade para viagens. Ponto-final

Sinaliza do fim de uma frase declarativa. Prevenir é melhor do que remediar.
Dois-pontos
Indicam o início de uma citação ou de uma fala.
Cristo disse: “Bem-aventurados os que têm sede de justiça.”

Ou o início de uma seqüência que discrimina, desenvolve ou explica uma idéia anterior.


Itens em falta no almoxarifado: papel, pastas para arquivo A-Z, caneta e lápis.

Introduzir discurso direto.






Aspas

Emocionado o deputado exclamou: Não aceitarei mais a corrupção!


Usadas para transcrição de citações.



maldade é sempre miséria ou ignorância.” (Jorge Amado) Caracteriza ironia ou ênfase.

Todos conhecem bem a “honestidade” dos políticos brasileiros.

Para assinalar termos estrangeiros, neologismos, gírias.


Ele é especialista em “hardware”.

Vamos deixar o processo em “stand by”.
Reticências

Marcam interrupção intencional do discurso (continuidade, ironia, hesitação, suspense etc.) Joaquina tinha um belo perfil: o que faltava em queixo, tinha em nariz ......

Mais um dia..... um dia sem você ...


Indicam citações não completas.
“ ... E o sol da liberdade em raios fúlgidos .....” Exercícios:



    1. Coloque o acento indicador de crase quando for necessário.




      1. Não vou a festas, não assisto a novelas e não aspiro a grandes posses.

      2. Não tenho nada a declarar.

      3. Vamos a Bahia ou a Santa Catarina?

      4. Não posso mais comprar a crédito.

      5. Diga as pessoas que me procurarem que tive de sair.

      6. Entreguei a Vossa Excelência.

      7. Vamos a sua casa ou a minha?

      8. Envie dinheiro a estas instituições beneficentes.

      9. O presidente afirmou que nada pode fazer a curto prazo.




    1. Escolha a alternativa e preencha corretamente os espaços abaixo.


você não resolveu todas as questões da prova? Creio que é você não sabe o

das regras. Talvez seja essa a causa você não conseguiu sucesso.


      1. Porque, porque, por quê, porque.

      2. Por que, por que, porquê, por que.

      3. Por que, porque, porquê, por que.

      4. Porque, por quê, por que, porque.

      5. Por que, por que, porque, por que.




    1. Identifique qual regra foi aplicada para o uso da vírgula nas sentenças a seguir:

      1. Chefe, posso dar uma sugestão?




      1. Beto, goleiro do nosso time, machucou a mão.




      1. Os alunos entraram na sala, e dali a instantes começou a prova.




      1. Esforçou-se bastante, não conseguiu passar o teste.



    1. Indique a frase que não há nenhum erro quanto ao uso da palavra “anexo”:




      1. Segue, em anexo, as notas fiscais solicitadas por V.Sa.

      2. Encaminho anexo citados.

      3. Encaminhamos, anexo, mapa de localização do evento.

      4. Em anexo, juntamos, cópias dos documentos pessoais do pretendente.


Bibliografia:
Beltrão, Odacir e Mariúsa. Correspondência Linguagem & Comunicação. 19ª ed. Atlas.

Bolognesi, João. Língua Portuguesa. Curso Preparatório aos Concursos de Ingresso nas Carreiras Jurídicas. 3ª ed. Cabral, Beatriz. Ensino do Teatro Experiência Interculturais. 1ª ed. Capes.

Castro, Maria da Conceição. Redação Básica. 4ª ed. São Paulo, Saraiva.

Chinellato, Thaís Montenegro. Massaranduba, Elizabeth de M. Coleção Objetivo - Sistema de Métodos de Aprendizagem. São Paulo, Sol.

Faraco, Carlos.Trabalhando a Narrativa. 2ª ed. São Paulo, Ática.

Fiorin, José Luiz. Savioli, Francisco Platão. Para entender o texto. 16ª ed. São Paulo, Àtica.

Lima, A. Oliveira. Manual de Redação oficial - Teorias, modelos e exercícios. 2ª ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2005. O Estado de São Paulo. Manual de redação e estilo / organizado e editado por Eduardo Martins. São Paulo.

Sacconi, Luiz Antonio. Não Erre Mais!. 16ª ed. São Paulo, Atual.

Souza, Jésus Barbosa de. Campedelli, Samira Youssef. Minigramática. 2ª ed. Saraiva.

Terra, Ernani, Nicola José de. Guia prático de emprego e conjugação verbos. 3ª ed. Scipione. São Paulo. Tufano, Douglas. Estudos de Redação. 4ª ed. São Paulo, Moderna.

Vanoye, Francis. Usos da Linguagem.11ª ed. São Paulo, Martins Fontes

Yozo, Ronaldo Yudi K. 100 Jogos para Grupos. 2ª ed. Ágora.





Parte VI - Guia da nova ortografia da língua portuguesa

Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Como era Como fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilinque

cinqüenta cinquenta
delinqüente deliquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensaguentado
sagüi sagui
tranqüilo tranquilo

Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação


  1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Como era Como fica


alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia

apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.





  1. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.





  1. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).

Como era Como fica


abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo

lêem (verbo ler) leem

magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo

povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo



  1. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s),pêlo(s)/pelo(s),pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

Como era
Ele pára o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele gosta de jogar pólo.

Esse gato tem pêlos brancos.


Comi uma pêra.

Atenção:


    • Permanece o acento Diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. Como fica

Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo,

mas hoje ele pode. Ele para o carro.

Ele foi ao polo Norte.


    • Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr

é verbo. Por é preposição. Ele gosta de jogar polo.

Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feitaEsse gato tem pelos brancos. por mim.

Comi uma pera.


    • Permanecem os acentos que diferenciam o

singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter,

conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.

Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.


Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.

Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.




  1. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.



    • É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?



  1. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja:




  1. se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos:




    • verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.




    • verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.

  1. se forem pronunciadas com u tônco, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):

    • verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.




    • verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.

Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

USO DO HÍFEN
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.


  1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: antihigiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano.

Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).



  1. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco.

Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.





  1. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.

Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.





  1. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, microssistema, minissaia, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, ultrassom.

  2. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto- observação, contra-almirante, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, semi- internato.




  1. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, subbibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.

Atenção:


Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

    • Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r : sub-região, subraça etc.

    • Com os prefixos circum e pan, usa- se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.



  1. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.




  1. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro, exprefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recémcasado, recém-nascido, sem-terra.


  1. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.



  1. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.



  1. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé.

  2. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:

Na cidade conta-se que ele foi viajar. O diretor recebeu os ex-alunos.

Resumo - Emprego do hífen com prefixos

Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem. Outros casos


  1. Prefixo terminado em vogal:

    • Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.

    • Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.

    • Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.

    • Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.



  1. Prefixo terminado em consoante:

    • Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.

    • Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.

    • Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações




  1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, subraça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.

  2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

  3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

  4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.

  5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.

  6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:

ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, próeuropeu.

Fonte: Guia Prático da Nova Ortografia - Douglas Tufano - Ed. Melhoramentos - 2008


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