Parte 2 coNtoS 116 ali babá e Os QuarenTa ladrões as mil e uma noites



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parte 2 - coNtoS

116

ali babá e Os QuarenTa ladrões

as mil e uma noites

Numa distante cidade do Oriente, vivia um homem bom e justo, chama-

do Ali Babá.

Ali Babá era muito pobre. Morava numa tenda, entre um vasto deserto e 

um grande oásis.

Para sustentar a mulher, Samira, e os quatro filhos, Ali Babá oferecia seus 

serviços às caravanas de mercadores que passavam por ali. Estava sempre pron-

to para cuidar dos camelos, lavá-los, escová-los e dar-lhes água e alimento.

Os ricos comerciantes já conheciam Ali Babá e gostavam muito de seu 

serviço. Ele sempre cobrava o preço justo pelo trabalho, porém, muitas vezes, 

os mercadores davam-lhe mais, pois sabiam que ele vivia em dificuldades.

— Aqui estão dez moedas de prata para você, Ali Babá. E obrigado por 

ter cuidado tão bem dos meus camelos.

— Mas, senhor, são só cinco moedas que costumo cobrar — respondia  

honestamente Ali Babá.

— Sim, eu sei, meu bom homem. Mas quero gratificá-lo.

— Obrigado, patrão, agradeço em nome dos meus filhos.

Samira, em casa, também trabalhava muito. Além de cuidar dos filhos e 

das tarefas do lar, remendava a tenda, que já era velha, e cuidava de uma hor-

ta, plantando tudo que podia, preocupada em economizar.

— Veja, Samira! Veja, minha mulher! hoje os homens da caravana foram 

generosos. Deram-me dez moedas!

— Graças a Alá! Agora poderemos comprar uma túnica nova para Ben e 

outra para Omar. Eles têm passado frio.

— Sim, Samira, amanhã mesmo vou fazer isso. A caravana vai embora 

ainda hoje, e até o mês que vem não terei mais trabalho…

Era difícil a vida de Ali Babá! As caravanas não eram constantes e havia 

épocas em que, devido às tempestades de areia no deserto, os mercadores 

levavam dois ou três meses para passar por ali.

Para que sua mulher e seus filhos não passassem necessidades, Ali 

Babá procurava fazer outros trabalhos. Com eles garantia pelo menos a com-

pra de leite, pão, azeite e alguma carne.

Assim, quando não havia caravanas, Ali Babá entrava numa floresta 

que fazia parte do oásis, entre o deserto  e a cidade. Lá ele colhia tâmaras e 

damascos, colocava-os em cestos e depois ia vendê-los no grande bazar da 

cidade.


“Que bom! hoje consegui apanhar meio cesto de frutas. Mas já é tarde. 

Não consigo mais enxergar. Amanhã mando meu filho Anuar ir vendê-las na cida-

de e volto aqui para pegar mais. Vou ver se encho dois cestos”, pensou Ali Babá.

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