Para Dobson, Backs- dermott, Dozois 2000



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PROCEDIMENTO TERAPÊUTICO

A TCC é focal e breve, pois necessita de uma definição concreta e especifica dos problemas do paciente e das metas terapêuticas. No início do tratamento o paciente é informado que “[...] a terapia tem a função pedagógica destinada a ensinar a detectar e reduzir os seus sintomas, de modo que possa, gradativamente, se tornar habilitado a conduzir a terapia sem a ajuda do profissional” (ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 283). Para que o paciente seja educado sobre a abordagem cognitivo-comportamental é necessário:

Oferecer ao paciente um folheto impresso, contendo informações sobre a doença, a disfunção e os princípios gerais da terapia é bastante útil para garantir uma compreensão mais ampla do que será abordado durante as consultas que se seguirão. (ITO et al., 1998 apud ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 282).

O problema sendo conceituado é necessário se estabelecer o plano de tratamento com metas e estratégias específicas, ou seja, identificar pensamentos padronizados e crenças que podem vir a impedir de por em prática as metas e assim a melhora no tratamento. Desta forma Abreu e Guilhardi (2004, p. 283) afirmam que a TCC “[...] ensina o paciente a colocar em foco, a cada sessão, seus pensamentos e crenças disfuncionais, identificando, avaliando e respondendo cada situação disfuncional”. Como as sessões são estruturadas a:

Cada atendimento é iniciado com a elaboração de uma agenda na qual o paciente e o terapeuta sugerem os assuntos que gostariam de incluir, definindo prioridades e organizando o tempo que será dedicado a cada tópico. [...] No final de cada sessão [...] permitir que o paciente sintetize e registre claramente os aspectos centrais debatidos na sessão. Ao se observar essa seqüência de trabalho, o indivíduo consegue sistematizar as lições estudadas naquela sessão e a utilidade desse aprendizado para as situações futuras. (ITO et al., 1998 apud ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 283).

Ao se estruturar por um meio de estilo focal, na TCC, “[...] as tarefas escolhidas no início [...] corresponderão a um alvo que necessite de uma intervenção imediata, devendo respeitar [...] o grau de capacidade do paciente para executá-las, a fim de não gerar frustrações desnecessárias” (ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 283). Neste sentido esta terapia utiliza de várias técnicas com o propósito de modificar o pensamento, o humor e o comportamento do paciente. Por ser uma terapia focada “[...] nos problemas e sintomas, colaborativas e envolvem demonstrações, exercícios e tarefas de casa, uso de registros, instrumentos de automonitoramento e, eventualmente, a realização de tarefas junto com o terapeuta” (CORDIOLI, p. 12).

O tempo é variável na TCC, desta forma Beck (1976 apud ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 284) “sugere de quatro a quatorze sessões semanais para vários casos. [...] alguns pacientes podem necessitar de 1 a 2 anos para modificar suas crenças e seus comportamentos disfuncionais”. Enquanto que em algumas situações “[...] a melhora significativa dos sintomas apresentam-se após doze a vinte sessões [...] o tempo de tratamento estará associado à motivação e disponibilidade do cliente, assim como à natureza e à possibilidade de resolução” (BECK e FREEMAN, 1993 apud ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 284).




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