Para Dobson, Backs- dermott, Dozois 2000



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TEORIA E PRÁTICA

A Terapia Cognitivo-Comportamental “[...] é um termo genérico que abrange uma variedade de mais de 20 abordagens dentro do modelo cognitivo e cognitivo-comportamental” (MAHONEY e LYDDON, 1988, apud KNAPP, 2004, p. 19), em diversos transtornos neuropsiquiátricos vem comprovando sua eficácia no tratamento.


A abordagem da terapia cognitiva comportamental diz respeito a um sistema integrado de psicoterapia, cientificamente fundamentado e associado a aos modelos de personalidade, de psicopatologia e ao modelo aplicado. Quando Aaron Beck propôs o modelo cognitivo de depressão, ou seja, “[...] a depressão na Terapia Cognitiva, assim como os demais transtornos psiquiátricos, é tratada levando o paciente a identificar e alterar estes pensamentos disfuncionais (BIGGS e RUSH, 1999; SHAW e SEGAL, 1999: BAHLS e BAHLS, 2003 apud BAHLS e NAVOLAR, 2004, p. 8), resultando então no surgimento da psicoterapia e conceituando a depressão como transtorno de pensamento e não um transtorno emocional apresentou a TC (terapia cognitiva) como um novo sistema de psicoterapia que contribui para a ampla gama de transtornos – depressão, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, dependência química, psicoses, terapia conjugal e familiar, etc.

Segundo Rangé (1996 apud Borba, 2005, p.32) o objetivo da TCC esta em “[...] auxiliar o paciente a reconhecer e modificar padrões de pensamento e comportamentos disfuncionais, para outros que sejam mais racionais, realistas e eficientes na direção de metas por ele desejadas”. Sendo uma abordagem por tempo limitado (HAWTON et al. 1997), ativa, diretiva e estruturada (RANGÉ, 1995, p. 90) este autor destaca que é:

[...] usada no tratamento de uma variedade de problemas psiquiátricos, fundamentada no modelo cognitivo e caracterizada pela aplicação de uma variedade de procedimentos clínicos como introspecção, insight, teste de realidade e aprendizagem visando aperfeiçoar discriminações e corrigir concepções equivocadas que se supõe basearem comportamentos, sentimentos e atitudes perturbadoras.
É característica da TCC a sua ênfase no presente onde faz a avaliação mais realista possível, e assim identificar as situações especificas que são as mais aflitivas para o paciente no momento.
A atenção somente se volta para o passado quando o trabalho presente resultar em pouca ou nenhuma mudança cognitiva, comportamental ou emocional ou quando o clínico julgar importante entender como e quando as idéias disfuncionais se originaram (e como atualmente afetam o indivíduo) (ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 284).

A TCC pode ser aplicada individualmente, em grupo, adultos, crianças e adolescentes. Em transtornos orgânicos, contextos institucionais, corporativos, educacionais e em esporte, é utilizada com grande eficiência para o tratamento. Por ser um método diretivo e semi-estruturado se direciona a resolução de problemas, pois é colaborativa em um processo, ou seja, ambos terapeuta e paciente possuem papel ativo no processo terapêutico. Onde o terapeuta “[...] estabelece uma parceria com o cliente, num sistema de co-participação ativa em que são estimuladas atividades de enfrentamento, realização pessoal e capacitação, com estratégias cognitivas e comportamentais, dentro e fora do setting terapêutico” (BORBA, 2005, p. 32). Para que a relação terapêutica seja efetiva é necessário como condição a empatia, ou seja, é essencial estar presente em todo terapeuta cognitivo-comportamental o “[...] interesse genuíno, calor humano, autenticidade [...]” (RANGÉ, 1995, p. 91). O processo psicoterapêutico segundo este autor “é visto como um esforço colaborativo entre terapeuta e paciente [...] que, em conjunto, estabelecem os objetivos da terapia e de cada sessão, o prazo e a duração do contrato terapêutico”.

A TCC por utilizar do método socrático utiliza-se de “[...] perguntas que o terapeuta faz para o paciente de modo que este possa questionar os fundamentos de seus pensamentos automáticos e que, reconhecendo a essência destes, possa modificá-los” (RANGÉ, 1995, p. 91). Desta forma ajuda o paciente a elaborar suas informações, “[...] para atingir seus objetivos de mudança na situação problemática específica. [...] ensinar [...] recursos e habilidades para lidar sozinho com novas situações com as quais se defronte no futuro” (RANGÉ, 1995, p. 92). O trabalho de casa é outro método central da TCC utilizado para a eficácia do tratamento, pelas sessões serem limitadas no tempo, “[...] o tempo fora das sessões pode ser eficientemente utilizado para novas experiências e exercícios corretivos de suas crenças disfuncionais. A resistência em realizá-los deve ser examinada nas sessões, de modo a detectar os possíveis fatores que estimulem esta evitação” (RANGÉ, 1995, p. 92). É essencial que o terapeuta tenha consciência da importância de seu papel no processo terapêutico contribuindo na aceitação e resistências do paciente pelo tratamento.




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