Palavra da Presidente do Conselho de curadores Ika Passos Fleury



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Gilson Mauro Pereira, 54 anos, Diretor da Biblioteca Braille de Manaus, é cego e iniciou sua reabilitação na Fundação Dorina em 1982. Na época, passou pela fisioterapia, orientação e mobilidade, serviço social e por psicólogos. Motivado a continuar os estudos, optou cursar Comunicação Social – Rádio e Televisão na FAAP, em São Paulo e, assim que concluiu a graduação, seguiu para Manaus, onde trabalhou em rádios como Riomar e Cabocla.

Em 2000, Gilson foi convidado a gerenciar a Biblioteca Braille de Manaus. Nessa época, precisou renovar contratos com instituições de diversos Estados, inclusive com a Fundação Dorina, para poder receber livros.

Eu ainda estava trabalhando para abrir o CAP Manaus (Centro de Apoio Pedagógico das Pessoas com Deficiência Visual) e a Fundação Dorina deu todo apoio que precisei”.

Antes da Rede de Leitura Inclusiva, existia um projeto que visava a parceria entre a Fundação Dorina, a Biblioteca Braille de Manaus e outras bibliotecas de outros Estados. “Esse tempo foi mais complicado, porque não tínhamos livros falados e o acervo era muito pequeno e escasso. Nós ganhávamos 200 títulos e reproduzíamos para várias outras instituições. O objetivo do projeto era enriquecer o acervo de outros lugares e abrir novas bibliotecas, coisa que fiz aqui em Manaus.”

Ao final, Gilson havia conseguido implantar algumas bibliotecas braille em Manaus e em mais dez municípios do Amazonas, além de fazer contato com bibliotecas de outros lugares, como Roraima, Tocantins, Acre, Ceará, Pará e Espírito Santo.

Desde 2013 a Biblioteca Braille de Manaus faz parte da Rede de Leitura Inclusiva, que tem o objetivo de fomentar o acesso à leitura e à informação para pessoas com deficiência por meio do fornecimento de livros acessíveis e do engajamento de profissionais que atuam como intermediários. A Rede é constituída por grupos de trabalho compostos por organizações que desenvolvem e multiplicam ações voltadas à promoção da leitura inclusiva por todo o Brasil.

Em 2016, entre os principais resultados, houve a inserção da leitura inclusiva nas agendas públicas de livro e leitura em diversos Estados, o aumento da procura de novas organizações para recebimento de livros, o início da participação da sociedade civil nos grupos de trabalho, além do maior intercâmbio entre as organizações e autonomia no desenvolvimento de ações.

“Nunca havia passado pela minha cabeça que eu seria um promotor de inclusão ou que coordenaria uma biblioteca braille. Ser o responsável, aqui no Estado do Amazonas, pela Rede de Leitura Inclusiva é maravilhoso, porque a gente consegue unir várias pessoas em um único pensamento, que é levar a Lei Brasileira de Inclusão para todos os lugares”.

“Aprendi com a Fundação Dorina que nós temos que trabalhar em rede: bibliotecas, instituições e população sempre unidas para melhorar o acervo e ter total conhecimento dos formatos dos livros acessíveis. Isso é muito importante para as pessoas saberem que eles existem”, conta Gilson.

Um dos principais destaques em 2016 foi a realização do I Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva, no qual 62 representantes dos Grupos de Trabalho (17 com deficiência visual), de 26 Estados e do Distrito Federal (exceto CE e MA) e 27 Municípios, conheceram as iniciativas praticadas em várias regiões do país e puderam identificar desafios e oportunidades em âmbito nacional.

Como resultado, foram elaboradas propostas em prol da leitura inclusiva, além de ações que visam estimular novas parcerias e ampliar o território de atuação do projeto, minimizar resistências, garantir comunicação efetiva da rede e dialogar com os diferentes setores sociais a fim de garantir a sustentabilidade do projeto.

RESULTADOS






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