Oscar e lina: dois olhares sobre o brasil



Baixar 54.95 Kb.
Página1/11
Encontro17.03.2020
Tamanho54.95 Kb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11



OSCAR E LINA: DOIS OLHARES SOBRE O BRASIL

Prólogo

Mil novecentos e cinqüenta e nove. Neste ano Fidel Castro e mais centenas de revolucionários tomam Havana de Fulgencio Bastista em Cuba. O mundo testemunhava assustado, a Guerra Fria entre Estados Unidos da América e União das Republicas Socialistas Soviéticas e o início da corrida espacial. A Argélia tentava se livrar do imperialismo francês e a China envolvia-se no Grande Salto para frente, mobilizando todos os recursos humanos a fim de acelerar o desenvolvimento do país. Miles Davis lançava “Kind of Blue”, a maior gravação da história do jazz,e Godard revolucionava o mundo do cinema com “Acossado em Paris”. Eram tempos agitados e de transformações que marcariam posteriormente os revolucionários anos sessenta.

No Brasil, Juscelino desenvolvia com rigor seu Plano de Metas sendo Brasília a Meta Síntese ou Meta Principal. João Gilberto lançava seu LP “Chega de Saudade”, marco da Bossa Nova; Glauber filmava “O Pátio” seu primeiro curta- metragem. Reidy e Burle Marx realizam o projeto do Aterro do Flamengo e Maria Esther Bueno se tornara a tenista numero um do mundo. Enfim o Brasil vivia um otimismo sem precedentes. Aqui, progresso era a palavra de ordem.

Neste mesmo ano na arquitetura, silenciosamente começava a se travar um debate sem direções exatas, sem acusações, sem palavras, mas carregado de intenções e ideologias, que se tornara um tabu, ou melhor, uma esfinge que não se pronunciou até hoje. Por um lado tínhamos Oscar Niemeyer que se apresentava no momento mais fecundo de sua carreira, tendo Brasília como síntese de suas intenções. Por outro, Lina Bo Bardi, que em sua ida à Bahia como diretora do Museu de Arte Moderna, mergulhava no cerne das questões nacionais e começava a criar novo caminho à arquitetura brasileira.

É neste embate “inexistente” dentro dos cânones da nossa historia que iremos tentar questionar posições até hoje de difícil entendimento, possuidor de uma visão oblíqua com relação a ela. Talvez o único a comentar brevemente fora Bruno Zevi em artigo para o L´Espresso em 1965, mas também não mergulha em profundidade nas questões por não ser o tema central do texto. Para entendê-la de fato é necessário a apresentação mesmo que breve, do contexto histórico.




Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal