Os principais aços carbono utilizados na construçÃo civil the main carbon steels used in civil construction



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Século 

XVIII 

No  início  deste  século,  o  consumo  de  aço  conhece  um  grande  avanço, 

começando também os problemas ecológicos. Dentro das minas, o trabalho era 

feito  à  luz  de  velas  e  o  minério  de  ferro  era  retirado  em  cestas  puxadas  por 

cordas. 

1779 

Deu-se  o  início  a  utilização  de  estruturas  metálicas  na  construção  civil,  a 

primeira obra realizada foi a Ponte “Ironbridge” na Inglaterra no ano de 1779. 

Fonte: Noldin Junior, 2002; Inaba, 2014. 

 

A fronteira entre o ferro e o aço foi definida na Revolução Industrial, com a invenção 



de  fornos  que  permitiam  não  só  corrigir  as  impurezas  do  ferro,  como  adicionar-lhes 

propriedades  como  resistência  ao  desgaste,  ao  impacto,  à  corrosão,  etc.  Por  causa  dessas 

propriedades e do seu baixo custo o aço passou a representar cerca de 90 % de todos os metais 

consumidos  pela  civilização  industrial  (INSTITUTO  AÇO  BRASIL,  2011  apud  FELÍCIO, 

2012). 

No  atual  estágio  de  desenvolvimento  da  sociedade,  é  impossível  imaginar  o  mundo 

sem  o  uso  do  aço.  A  produção  de  aço  é  um  forte  indicador  do  estágio  de  desenvolvimento 

econômico  de  um  país.  Seu  consumo  cresce  proporcionalmente  à  construção  de  edifícios, 

execução  de  obras  públicas,  instalação  de  meios  de  comunicação  e  produção  de 

equipamentos. Esses materiais já se tornaram corriqueiros no cotidiano, mas fabricá-los exige 




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técnica  que  deve  ser  renovada  de  forma  cíclica,  por  isso  o  investimento  constante  das 

siderúrgicas  em  pesquisa.  O  início  e  o  processo  de  aperfeiçoamento  do  uso  do  ferro 

representaram grandes desafios e conquistas para a humanidade (INSTITUTO AÇO BRASIL, 

2011 apud FELÍCIO, 2012). 

Atualmente,  a  China  é  o  maior  produtor  mundial  de  aço,  com  48,5%  da  produção 

global;  a  produção  chinesa  é  quase  7  vezes  maior  que  a  do  Japão,  segundo  maior  produtor 

mundial (SICETEL, 2014). 

 

2.2 BREVE HISTÓRICO DO AÇO NO BRASIL 



 

Com  a  criação  da  Companhia  Siderúrgica  Belgo  Mineira,  na  década  de  1920,  a 

indústria siderúrgica brasileira começa efetivamente a ganhar escala, mas até a inauguração da 

Companhia  Siderúrgica  Nacional  -    CSN,  em  1941,  a  produção  de  aço  no  Brasil  ainda  é 

bastante restrita (PALATNIK, 2011). 

A criação da Fábrica de Estruturas Metálicas -  FEM, em 1953, pertencente à CSN, e 

que  foi  muito  ativa  na  década  de  1960  e  70,  contribuiu  para  a  difusão  da  tecnologia  da 

construção em aço no Brasil, tendo construído importantes edifícios de andares múltiplos em 

estrutura metálica, tais como: o Edifício Avenida Central, em   1957, de Henrique Mindlin, o 

Edifício Montepio dos Empregados do Estado e o Edifício Garagem da nova sede do Jockey 

Club,  de  Lucio  Costa,  no  Rio  de  Janeiro.  E  ainda,  o  Brasília  Palace  Hotel,  em  1958,  e  o 

Palácio do Desenvolvimento, em 1973, ambos de Oscar Niemeyer, em Brasília (DIAS, 1999).  

Até  a  metade  da  década  de  60,  quase  toda  a  produção  siderúrgica  nacional  era 

consumida internamente, especialmente pela quantidade de obras do governo em andamento. 

Foi,  nesse  período,  que  o  parque  industrial  brasileiro  mais  se  expandiu.  Essa  expansão  foi 

suficiente para que, em 1966, o Brasil fosse considerado o maior produtor de aço da América 

Latina.    A  implantação  do  I  Plano  Siderúrgico  Nacional,  em  1969,  fez  a  siderurgia  evoluir 

ainda mais, através de empreendimentos de origem estatal e privada

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O estabelecimento definitivo da indústria brasileira de base se dá, a partir da década de 



70,  a  partir  do  crescimento  da  demanda  de  aços  planos.    É  criada,  então,    pelo    governo  

federal,    em    1973,    a    Siderurgia  Brasileira  S.A.  (Siderbrás),  empresa  holding  estatal, 

integrando a Aços Finos Piratini  (AFP),  a  Companhia  Ferro  e  Aço  de  Vitória  (Cofavi),  

a  Companhia Siderúrgica de Mogi  das Cruzes  (Cosim), a Companhia Siderúrgica Nacional 

                                                 

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 Disponível em: http://www.abmbrasil.com.br/quem-somos/historico/os-anos-50/. Acesso em: 30 nov. 2015. 




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(CSN),  a  Companhia  Siderúrgica  Paulista  (Cosipa),  a  Companhia  Siderúrgica  de    Tubarão  

(CST),  a  Usina  Siderúrgica  da  Bahia  -  Usiba,  uma  empresa coligada,  a  Mendes  Júnior  

-    SMJ,    e    a    Aço    Minas    Gerais    (Açominas),  construída  exclusivamente  com  tecnologia 

nacional


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A  privatização  do  setor  siderúrgico  brasileiro,  a  partir  da  década  de  1990,  ocasionou 



uma modernização do setor, um  forte crescimento e a diversificação da produção.  O  Brasil 

possui atualmente uma significativa indústria de insumos de aço para a construção civil. Mas 

somente  em  2008,  o  setor  da  construção  civil  tornou-se  o  maior  consumidor  de  produtos 

siderúrgicos, com 30% de participação do consumo total (PALATNIK, 2011). 

Entretanto, devido ao lento desenvolvimento do uso do aço na indústria da construção 

civil ocorrido no Brasil nos últimos cinquenta anos, as construções em aço não alcançam 5% 

do total, segundo o CBCA, mas há um grande potencial de crescimento face às necessidades 

de  ampliação  da  infraestrutura  brasileira  e  de  redução  do  déficit  habitacional  (PALATNIK, 

2011). 

Com relação à produção nacional de aço, na última década a produção brasileira ficou 

estagnada  entre  33  e  35  milhões  de  toneladas/ano  e  a  participação  do  Brasil  na  produção 

mundial de aço bruto caiu de 3% para 2,1% (SICETEL, 2014). 

A Figura 1 mostra uma relação dos principais países produtores de aço no mundo.  




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