Os navios que fizeram ou alteraram a história



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António Costa – Dez 2013 

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OS NAVIOS QUE FIZERAM OU ALTERARAM A HISTÓRIA 

Se bem que  não pretenda ser historiador e, portanto, o rigor histórico 

poderá não ser exacto, tentarei elencar uma série de navios que, de uma 

forma, ou de outra, foram uma marco pela positiva e, ou, pela negativa – 

embora e apenas, a partir dos navios de construção em ferro, no primeiro 

quartel do século XIX. 

Em 1820 a Inglaterra lançou ao mar o primeiro navio de ferro. Em 1783 

foi lançado o primeiro navio movido a vapor. Em 1819 o Savannah

contando com rodas de pás, cruzou o Atlântico, da Inglaterra para os 

Estados Unidos. Em 1845 deu-se a substituição das  rodas  propulsoras 

por hélices. Em 1870 generalizou-se o uso do aço em navios. Em 1890 

foi lançado o primeiro quebra-gelo

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, o Murtaja. Em 1897 foi apresentado 



ao mundo o primeiro navio a turbina. Em 1911 entrou em serviço o 

primeiro navio a diesel inventado pelo engenheiro alemão Rudolf Diesel. 

Savannah foi o primeiro navio a  vapor a atravessar o Atlântico, tendo 

iniciado a sua primeira travessia a 24 de Maio de 1819. O navio, embora 

à vela, estava equipado com motor a vapor e pás laterais, tendo levado 

quatro semanas para concluir a viagem entre Savana e Liverpool. 

Embora a roda de pás tivesse evoluído para o hélice e o motor a vapor 

para as turbinas a vapor, dando origem aos modernos navios, alguns 

modelos fluviais continuaram a utilizar a propulsão por pás por muito 

tempo, como os típicos steamboats  do Rio Mississípi. A invenção do 

motor a vapor por James Watt propiciou o sonho de mover grandes 

embarcações sem depender dos ventos, o que foi realizado por Robert 

Fulton com o Clermont em 1807. 

Com a introdução dos motores a vapor e respectiva instalação nos 

navios, a duração de tempo das travessias marítimas foi drasticamente 

reduzida. No entanto, trouxe diversos inconvenientes: a poeira do carvão 

que enegrecia tudo, o fumo da queima do carvão com o óleo lubrificante, 

o barulho, o estremecimento do casco do navio, além  do perigo de 

explosão da caldeira por operação inadequada. A acrescer, os navios a 

vapor não tinham cascos estáveis  e as condições de navegabilidade 

eram extenuantes para os passageiros e tripulantes, o que tornava 

extremamente desconfortáveis as viagens marítimas. 

                                                           

1

 Quebra-gelo a vapor propriedade do Estado Finlandês.  




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O primeiro navio com o casco totalmente em ferro a ser registado e 



notado (classe A) pela Lloyds  foi o Syrius, com 180 toneladas de 

arqueação e de nacionalidade francesa, em 1837. 

O  SS Great Britain  foi o primeiro navio transatlântico a ter  um casco e 

um hélice propulsor  de  ferro e, quando lançado em 1843, era o maior 

navio da época  (98 metros). Foi originalmente projectado para 

transportar 120 passageiros de 1ª classe (26 dos quais em camarotes 

individuais), 132 passageiros de 2ª classe e 120 tripulantes. Iniciou a sua 

viagem inaugural para Nova Iorque  a 26 de Julho de 1845, tendo sido 

completada em 14 dias. 

Pelo início da segunda metade do século XIX, na Inglaterra começaram a 

ser criadas as primeiras companhias marítimas para viagens aos 

continentes distantes da Europa. A travessia regular dos oceanos foi 

iniciada pelos chamados navios postais a vapor. Era um negócio 

lucrativo para as companhias marítimas, que recebiam subvenção estatal 

para o transporte de correspondência. 

Em 1836 foi inaugurado o Great Western, o maior transatlântico até 

então, com cerca de 80 metros e podendo transportar 160 passageiros. 

Tinha o casco chapeado a aço e, além das velas, tinha pás propulsoras. 

Em 1840, a Cunard Line  construiu o Britannia, um transatlântico de 

cerca de 68  metros, podendo transportar 1150 passageiros. Era mais 

rápido e mais luxuoso que o Great Western

Em 1860, a White Star Line  construiu o RMS Oceanic, um navio 

relativamente pequeno (128 m) e pouco luxuoso comparado ao Britannia

mas muito mais rápido. Era, basicamente, um Clipper, modernizado, que 

podia transportar mais de mil passageiros. Com apenas uma chaminé e 

quatro mastros para velas (típico dos Clipper), tinha o casco em aço 

dividido em onze compartimentos estanques e era impulsionado por uma 

combinação de energia a vapor e velas. Foram construídos três navios 

gémeos: AtlanticBaltic e Republic. Todos com as mesmas dimensões, 

embora de tonelagens diferentes. O sucesso dos quatro transatlânticos 

levou a White Star  a encomendar outros dois navios: o Adriatic  e o 

Celtic

O  Oceanic  estabeleceu um recorde de velocidade entre os portos de 

Yokohama e San Francisco em Dezembro de 1876, com o tempo de 13 

dias, 14 horas e 5 minutos. Em 1882 o navio teve um acidente no estreito 

Golden Gate, à entrada da baía de São Francisco, na Califórnia, do qual 



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resultaram 16 mortes.  Durante o resto do século XIX  e início do XX, a 



White Star  e a Cunard  competiriam pela supremacia no Atlântico e pela 

preferência dos passageiros ricos. 

As primeiras grandes companhias de navegação nascem em Portugal no 

século XIX. As viagens marítimas, entre Lisboa e Porto, tiveram início 

com a aquisição do primeiro navio  a vapor português em 1821 –  o 




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