Os ciclistas de Iberê Camargo são exibidos em mostra virtual organizada pelo Itaú Cultural



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Os ciclistas de Iberê Camargo são exibidos

em mostra virtual organizada pelo Itaú Cultural


Em homenagem ao centenário do artista gaúcho, o instituto disponibiliza para
visualização 56 obras nas quais ciclistas e bicicletas aparecem em evidência em pinturas, gravuras e rascunhos feitos entre o final de 1980 e meados dos anos 1990


As Bicicletas de Iberê Camargo é o título da exposição virtual que o artista gaúcho ganha a partir de 27 de maio, em plataforma web e mobile friendly, organizada pelo Itaú Cultural, com curadoria do Núcleo de Artes Visuais do instituto, e em parceria com a Fundação Iberê Camargo no domínio sites.itaucultural.org.br/bicicletasdeibere. Com duração prevista de um ano, são disponibilizadas 56 obras em que aparecem ciclistas e bicicletas, incluindo pinturas, gravuras, desenhos e estudos, datados do final dos anos 1980 até meados de 1990.
A exposição é uma homenagem do Itaú Cultural ao centenário de Iberê Camargo, morto em 1994 vítima de câncer no pulmão. Além das obras de arte e documentos, a exposição virtual traz 16 fotografias de diversos momentos da vida do artista, complementadas por 10 vídeos, dos quais dois o mostram em atividade e oito são depoimentos de personalidades ligadas ao pintor – o professor e curador independente Marcos Moraes; o artista Eduardo Haesbaert, que foi seu assistente de gravura; a artista visual Regina Silveira, que foi sua aluna de gravura; e Sônia Salzstein, crítica de arte, professora titular de História da Arte da ECA-USP e autora de Diálogos com Iberê Camargo (Cosac Naify, 2004).
A mostra
Sem fugir da linha das exposições tradicionais, As Bicicletas de Iberê Camargo está dividida em quatro eixos – Corpo, Sentidos, Processo e Vida. No primeiro, a figura humana é o assunto central das obras. Nelas, ganha relevo a gestualidade do processo criativo do pintor em trabalhos do final da década de 1980, nos quais problematiza o corpo como máquina e desperta outras reflexões. Aqui é possível visualizar quadros das importantes séries Ciclistas e Tudo Te é Falso e Inútil, e obras como Manequim e Ciclista (1992), e a dramaticidade tão frequente nesta fase de Iberê vista em Mulher e Manequim (1991).
Sentidos, o segundo eixo, apresenta interpretações de estudiosos, curadores e críticos apontando para um entendimento sensorial e emocional da produção do artista. Alinhavados por palavras aleatórias como morte, vazio, carne, realidade transfigurada e outras, surgem aqui as telas A Idiota (1991), Ciclista (1990), Mulher de Bicicleta (1989) e tantas outras que, de alguma forma, carregam em si a intensidade e sobriedade características de Iberê Camargo.
Na sequência, Processo, o terceiro passo, joga luz nas diversas etapas de criação do artista com uma seleção de rascunhos, desenhos de observação e gravuras – todos pouco exibidos ao longo de sua carreira. Entre as obras, Ciclista 3 (1991) e estudos originais em traços de caneta esferográfica e nanquim sobre papel apresentados com nitidez.  

Por fim, na seção Vida, As Bicicletas de Iberê Camargo revela, em tom intimista e por meio de retratos os espaços do ateliê de Iberê Camargo, a sua relação com outros artistas e outros pontos importantes de sua biografia.


O projeto
Esta exposição virtual é uma realização do Itaú Cultural. A plataforma própria contém recursos que facilitam o acesso por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones e para compartilhamento via Twitter e Facebook, tendo suas visualização e botões de controle adaptáveis, merecendo a qualidade de mobile friendly. Para valorizar o estudo da obra de Iberê Camargo, ao menos cinco trabalhos podem ser apreciados com uma lupa especial de super zoom – Ciclista (1988), Mulher de Bicicleta (1989), Sem título (1991), a matriz para a gravura Ciclista (1989) e seu respectivo trabalho final. Desta maneira, detalhes das reveladoras camadas de matizes escuros e claros, em pinceladas grossas tão singulares do artista podem ser visualizadas pelo navegante.
O projeto é uma realização em parceria com a Fundação Iberê Camargo, criada em 1996 e dedicada à preservação e à divulgação do acervo do artista. Outras ações já marcaram a relação entre as duas instituições, entre as quais se destaca a mostra Sob o Peso dos Meus Amores, sobre uma retrospectiva do artista visual Leonilson, realizada em 2011 no instituto em São Paulo, e em 2012, na fundação em Porto Alegre.



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