Os 150 anos do início da Guerra de Secessão dos Estados Unidos da América: resistências, memória e esquecimento


partly  as  tourists,  partly  as  icons  of  a  refurbished  martial  ideal,  partly  just  as  old  men



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“partly  as  tourists,  partly  as  icons  of  a  refurbished  martial  ideal,  partly  just  as  old  men 

searching  for  their  more  active  and  noble  youth,  and  partly  as  symbols  of  changelessness  in  a  rapidly 

industrializing age, veterans like Brewster who had so fervently sought a sense of community in the army 

could  now  truly  belong  in  a  society  building  monuments  –  and  rapidly  forgetting  the  reality  of  combat 

and the deep racial and ideological roots of the war”

7

. (BLIGHT, 2002: 70) 

 

 



A  geração  de  veteranos  logo  comemorava  o  fim  da  Guerra  de  Secessão 

apreciando  as  honras  e  coragem  do  serviço  a  nação,  independente  do  lado  em  que 

lutaram.  A  memória  ainda  fresca  preferia  esquecer  os  motivos  que  levaram  a  luta  e 

deixavam  as  disputas  políticas  e  historiográficas  com  esse  dilema.  Logo  o  aspecto 

político  preferiu  sancionar  a  segregação  e  legitimar  o  estilo  de  vida  dos  sulistas  e  os 

historiadores seguiram, em grande parte, o enaltecimento do derrotado Sul. 

 

 

 



Uma  disputa por memória interessante está na relação de Frederick Douglass e 

Abraham  Lincoln.  Duas  personalidades  da  história  americana  que  se  tornaram  figuras 

míticas  que  por  causa  das  circunstâncias  e de suas  atuações transcenderam seu  tempo. 

Ambos  servem  para  validar,  ignorar  ou  confrontar  perspectivas  históricas  e  atuais. 

Frederick Douglass, escravo na infância e intelectual na vida adulta foi um ícone entre 

os  mais  ferrenhos  defensores  da  abolição  e  um  dos  mais  influentes  intelectuais  dos 

                                                            

6

  Azuis  e  cinzas,  cores  dos  uniformes  dos  unionistas  e  confederados  respectivamente,  e  como  ficaram 



conhecidas as reuniões dos veteranos. 

7

 “parte como turistas, parte como ícones de um novo modelo marcial de ideal, parte apenas como velhos 



homens buscando por sua mais ativa e nobre juventude, e parte como símbolos de uma era de rápida 

mudança  industrial,  veteranos  como  Brewster  que  tinham  tão  fervorosamente  sentido  um  senso  de 

comunidade  no  exército  poderiam  agora  realmente  pertencer  a  uma  sociedade  erigida  por 

monumentos – e rapidamente esquecer a realidade do combate e a profunda e ideológica raiz racial da 

guerra” 



 

Anais do XXVI Simpósio Nacional de História 

– ANPUH • São Paulo, julho 2011 

radicais  americanos.  Abraham  Lincoln,  um  pragmático  advogado,  lidou  com  uma 



guerra  civil  logo  que  se  elegeu  presidente  dos  Estados  Unidos,  apesar  de  seu  discurso 

conciliatório. 

 

Lincoln  e  Douglass  se  encontraram  algumas  vezes  e  compartilhavam  certos 



interesses  em  relação  aos  destinos  dos  emancipados.  Antes  da  emancipação,  Douglass 

atacou  Lincoln  por  prorrogar  a  escravidão.  Na  posse  do  segundo  mandato  de  Lincoln 

em 4 de março de 1865 seu discurso proferiu que a causa da Guerra foi a escravidão, e a 

conseqüência  a  emancipação  dos  escravos.    Antes  do  discurso,  Lincoln  consultou 

Douglass,  o  expoente  intelectual  da  emancipação  que  acreditava  que  a  guerra  civil 

destruiria  a  escravidão  e  reinventaria  a  republica  americana  baseada  no  principio  de 

igualdade racial. Com o fim da guerra, Douglass contribuiu muito para a mitologia em 

torno  de  símbolo  de  Lincoln,  o  presidente  martirizado,  e  entendeu  que  sustentar  a 

imagem do presidente como o mártir da emancipação sustentaria a liberdade e igualdade 

dos  negros.  Logo  após  o  assassinato  de  Lincoln  em  1865,  Douglass  proferiu  um 

discurso que enalteceu as conquistas do presidente 

 

 




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