Organizadora s


CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”



Baixar 18.73 Mb.
Pdf preview
Página46/102
Encontro22.07.2022
Tamanho18.73 Mb.
#24328
1   ...   42   43   44   45   46   47   48   49   ...   102
Documento Curricular do Estado do RN Educacao Infantil ebook final 2018(1)
CAÇA PREDATORIA
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
Direitos de aprendizagem e desenvolvimento
CONVIVER
com crianças e adultos em situações comunicativas cotidianas, 
constituindo modos de pensar, imaginar, sentir, narrar, dialogar e conhecer.
BRINCAR
com parlendas, trava-línguas, adivinhas, memória, rodas, brin-
cadeiras cantadas, jogos e textos de imagens, escritos e outros, amplian-
do o repertório das manifestações culturais da tradição local e de outras 
culturas, enriquecendo sua linguagem oral, corporal, musical, dramática, 
escrita, dentre outras.


77
DIREITOS E OBJETIVOS
 
PARTICIPAR
de rodas de conversa, de relatos de experiências, de conta-
ção e leitura de histórias e poesias, de construção de narrativas, da ela-
boração, descrição e representação de papéis no faz de conta, da explo-
ração de materiais impressos e de variedades linguísticas, construindo 
diversas formas de organizar o pensamento.
EXPLORAR
gestos, expressões, sons da língua, rimas, imagens, textos es-
critos, além dos sentidos das palavras, nas poesias, parlendas, canções 
e nos enredos de histórias, apropriando-se desses elementos para criar 
novas falas, enredos, histórias e escritas convencionais ou não.
EXPRESSAR 
sentimentos, ideias, percepções, desejos, necessidades, pon-
tos de vista, informações, dúvidas e descobertas, utilizando múltiplas 
linguagens, considerando o que é comunicado pelos colegas e adultos.
CONHECER-SE 
e reconhecer suas preferências por pessoas, brincadeiras, 
lugares, histórias, autores, gêneros linguísticos, e seu interesse em pro-
duzir com a linguagem verbal. 
(BRASIL, 2018)
A comunicação é um processo que ocorre com a criança por meio dos 
diversos modos e linguagens (movimento, olhar, postura, sorriso, choro, 
dentre outros) e é participando de eventos comunicativos desde que nas-
ce, no contato com o adulto, que a criança escuta e experimenta ações e 
reações. A partir dos sentidos dados pelos outros, nas situações de intera-
ção, ela tenta, aos poucos, compreender o mundo que lhe é apresentado.
A linguagem verbal, portanto, associada a outras linguagens, vai repre-
sentando, à medida que a criança cresce, a maneira encontrada para 
interagir com os adultos, com outras crianças e com o meio físico que 
lhe cerca. Na Educação Infantil, essa articulação continua a ocorrer 
de forma contextualizada e sistematizada, através das práticas sociais 
que fazem parte do universo cultural vivenciado pela criança, sendo 
a aprendizagem da língua materna, progressivamente ampliada com 
a apropriação do vocabulário. Para tanto, experiências necessitam ser 
planejadas com vistas à participação na cultura humana, ou seja, nas 
práticas sociais. Logo, é preciso inserir a criança enquanto protagonista 
de seu processo educativo, seja verbalizando suas opiniões, ou ainda, 
escutando histórias, envolvendo-se em situações de diálogos, de des-
crições, de narrativas produzidas por elas ou com seus pares, experien-
ciando múltiplas formas de linguagem. 


78
DIREITOS E OBJETIVOS
 
Assim, a criança poderá experimentar seus sons, diferenciar modos de 
falar, de escrever e refletir sobre as causas de tais diferenças. Nessa pers-
pectiva, é papel da Educação Infantil, possibilitar, através da mediação 
do professor, experiências em que a criança possa fazer uso da lingua-
gem oral e escrita, por meio das brincadeiras de roda, brincadeiras com 
textos, rimas, jogos cantados, formas de comunicação presentes no co-
tidiano, etc., a fim de construir concepções acerca da linguagem escrita, 
utilizando-a em situações significativas a partir de contextos reais, assim 
como a escrita é utilizada socialmente, sem que haja, com isso, obrigato-
riedade de conclusão do processo de apropriação da língua escrita.
Sobre a aprendizagem da linguagem oral, também é relevante que as prá-
ticas planejadas considerem, nos momentos de interação, oportunidades 
em que as crianças experimentem situações de narrar, descrever, explicar, 
relatar, ouvir e argumentar com outros colegas e com os professores.
Tais práticas de leitura e de escrita, propiciadas em meio às situações lú-
dicas e ao exercício da escuta, contribuem para que as crianças exercitem 
sua imaginação e pensamento e com isso façam uso dessas linguagens. É, 
portanto, em um ambiente linguisticamente possibilitador, que as crianças 
desenvolvem seus saberes, participando das práticas sociais significativas 
com essas linguagens, contextualizadas, reconhecendo seus usos e funções.
Assim, a organização do trabalho pedagógico pode se dar a partir da ludi-
cidade, de brincadeiras com sons, terminações de palavras, rimas, cantigas 
ou ainda diferenciação de sons, modos de falar e escrever. Além disso, é 
fundamental a exploração dessas linguagens usando os nomes das crian-
ças, histórias que elas gostam de ouvir ou contar, brincadeiras que gostam 
de brincar ou coisas de que gostam ou se interessam por fazer/saber.



Baixar 18.73 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   42   43   44   45   46   47   48   49   ...   102




©historiapt.info 2023
enviar mensagem

    Página principal