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Documento Curricular do Estado do RN Educacao Infantil ebook final 2018(1)
CAÇA PREDATORIA
APROFUNDANDO O TEMA
A brincadeira, portanto, como principal atividade da criança e atividade 
essencialmente lúdica, é recurso privilegiado na construção da Cultura 
Infantil, visto que, a partir desta, ela é capaz de desenvolver-se de modo 
integral, em seus aspectos físico, motor, afetivo e cognitivo, contribuindo 
também para que aprenda a lidar com seus anseios e frustrações, a in-
teragir com companheiros diversos, conhecendo a si própria e possibili-
tando o desenvolvimento de processos culturais mais amplos.
A criança não nasce sabendo brincar, ela precisa aprender, por meio das 
interações com outras crianças e com os adultos. Ela descobre, em con-
tato com objetos e brinquedos, certas formas de uso desses materiais. 
Observando outras crianças e as intervenções da professora, ela aprende 
novas brincadeiras e suas regras. Depois que aprende, pode reproduzir 
ou recriar novas brincadeiras. Assim, ela vai garantindo a circulação e 
preservação da cultura lúdica (KISHIMOTO, 2010, p. 1-2). 


34
A PRIMEIRA INFÂNCIA
Especificidades da Criança
Nesse sentido, como direito das crianças, as brincadeiras precisam acon-
tecer em situações significativas e ricas, nos contextos diversificados 
das instituições, a partir de atitudes sistemáticas de observação, escuta 
atenta das crianças e práticas que pensem a criança em sua globalidade 
e complexidade, havendo, portanto, a mediação do adulto ou de outras 
crianças, já que essas interações configuram-se em processo importante 
ao desenvolvimento e inserção das crianças nas práticas da cultura – que 
se constituem também como cultura lúdica.
Nessa perspectiva, destaca-se, neste documento, que o lugar da crian-
ça é um lugar social e ela tem um papel político a exercer na institui-
ção de Educação Infantil, um lugar que a legitime enquanto sujeito em 
construção. As instituições educativas da infância almejadas para nossas 
crianças não se ocupam em ‘engessá-las’, segregá-las, dividi-las em clas-
ses, impossibilitar a manifestação das diferentes linguagens. Também 
não preveem um conhecimento restrito, pré-concebido, no qual cabe a 
criança apenas completar as atividades já elaboradas e determinadas. 
Ao contrário, esses são espaços que se ocupam no desenvolvimento de 
experiências e práticas cotidianas que envolvem a ampliação de conhe-
cimentos e linguagens das crianças, com possibilidades de complemen-
tar, criar, elaborar, produzir, narrar e dialogar.
O capítulo que segue trata dos processos de aprendizagem e desenvol-
vimento da criança, com ênfase nas interações, brincadeiras e linguagem 
como aspectos importantes de sua educação. 




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