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participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, bem como o



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Documento Curricular do Estado do RN Educacao Infantil ebook final 2018(1)
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participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, bem como o 
respeito e a valorização de suas formas de organização. Nessa mesma 
perspectiva, a BNCC (BRASIL, 2017) destaca que o diálogo entre a institui-
ção de Educação Infantil e a família, bem como o compartilhamento de 
responsabilidades, são modos essenciais que potencializam as aprendi-
zagens e o desenvolvimento das mesmas.
Levando em consideração tais orientações, é importante que a insti-
tuição tenha clareza da relevância do seu papel como mobilizadora de 
ações que impulsionem o envolvimento da família, considerando a reali-
dade de sua comunidade local, suas limitações e disponibilidades. 
Nesse sentido, uma atenção especial deve ser dada ao conhecimento das 
particularidades de cada família, por exemplo, quanto às suas atividades 
profissionais, que podem ser as razões causadoras da não participação 
nas atividades promovidas pela instituição, dentre outros fatores sociais.
Assim, a instituição pode redefinir suas propostas de acolhimento às fa-
mílias, adequando-as às suas possibilidades e desse modo, conseguindo 
inseri-las no processo participativo a que se propõe. Com isso, permite 
seu envolvimento no projeto curricular, de modo que estas contribuam 


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GESTÃO E COORDENAÇÃO
 
com o trabalho desenvolvido, sentindo-se corresponsável e reconhecen-
do na instituição educativa, um lugar de transformação social.
Nas instituições educativas de nosso Estado, são desenvolvidas estraté-
gias importantes de articulação com as famílias, como as reuniões pe-
dagógicas mensais, visitas domiciliares, participações em eventos, reuni-
ões bimestrais, palestras, seminários, dentre outros. Ressalta-se aqui, o 
necessário fortalecimento dessas ações na constituição de uma política 
efetiva, importante e essencial, nos desdobramentos dos processos pe-
dagógicos e ou administrativos na instituição educativa envolvendo a 
família e a comunidade.
Além da necessária integração da Instituição com as famílias, outras me-
diações podem ser viabilizadas com as instituições de controle social 
responsáveis pelo acompanhamento das políticas sociais em cada muni-
cípio. Nesse contexto, os conselhos escolares têm um papel fundamental 
na garantia desse processo de participação social. 
Articulado aos princípios da gestão e ao processo pedagógico fomentado 
na Instituição de Educação infantil encontra-se o Coordenador Pedagógi-
co que é o mediador das demandas pedagógicas e formativas . 
Em nosso estado, a função de coordenação pedagógica é assumida por 
professores que, em alguns casos, são responsáveis por uma instituição 
ou pelo atendimento a todos os professores da Rede.
Assim como compete à instituição a aprendizagem e o desenvolvimento 
das crianças, é preciso também garantir espaços e tempos formativos, 
articulados pelo coordenador pedagógico, que oportunizem a aprendiza-
gem dos professores, conforme destaca Libâneo (2009, p.11):
O aprendizado cotidiano nas atividades conjuntas de colaboração entre 
professores precisa ser reforçado por outras atividades de formação 
continuada no contexto de trabalho. São aquelas práticas formativas de 
desenvolvimento pessoal e profissional do pessoal da escola: grupos de 
estudo, projetos de trabalho, encontros pedagógicos para troca de ideias 
e experiências, as entrevistas com a Coordenação Pedagógica, etc. 
Sobre esse assunto, a Resolução nº 01/2016 – CEE/RN, de 13 de abril de 
2016, destaca o aperfeiçoamento e a atualização dos professores, que deve 
ocorrer através das instituições mantenedoras da Educação Infantil. Visa, 
portanto, assegurar que a formação continuada esteja em coerência com a 
proposta pedagógica e as políticas relacionadas a essa etapa educacional.


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GESTÃO E COORDENAÇÃO
 
Na mesma perspectiva, o Parecer CNE/CEB nº: 20/2009 compreende os 
programas de formação como direito dos professores, visto que contri-
buem para a melhoria da prática e para o seu desenvolvimento como 
pessoa e como profissional no exercício da atividade docente. Também 
são enfatizados na lei os requisitos básicos para formação que contribu-
am com uma Educação Infantil de qualidade.
Sendo assim, considera-se os aspectos abordados neste capítulo, como 
proposições a serem pensadas e materializadas no desenvolvimento dos 
projetos políticos pedagógicos em cada instituição educativa. 




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