Organizador francisco josé gondim


Duração e frequência do exercício



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Duração e frequência do exercício
Exercícios  com  duração  de  25  a  30  minutos,  por  sessão,  na  intensidade 
alvo,  têm  demonstrado  serem  seguros  e  eficazes  para  o  aumento  da  aptidão 
física materna (WOLFE; DAVIES, 2003). A Organização Mundial da Saúde re-
comenda,  para  indivíduos  de  18  a  64  anos,  a  realização  de  150  minutos  por 
semana, divididos em 30 minutos de prática diária, por cinco vezes na semana, 
em intensidade moderada (WHO, 2014; WHO, 2010). O ACOG, baseado nas 
recomendações do CDC-ACSM para exercício destinado a saúde e bem-estar 
recomenda, um acúmulo de 30 minutos por dia, na maioria dos dias da semana 
(ARTAL; O’TOOLE, 2003). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as 
gestantes devem buscar aconselhamento médico antes da realização de esforço 


Orientações para avaliação e prescrição de exercícios físicos direcionados à saúde
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físico, para avaliação das condições de saúde e risco gestacional. Caso a ges-
tante  e  o  bebê  estejam  em  situação  saudável,  sem  complicações  médicas  ou 
obstétricas, as recomendações seguirão a estipulada para a respectiva faixa-e-
tária materna (WHO, 2010). O mesmo vale para as recomendações do ACOG 
(ARTAL; O’TOOLE, 2003). 
Contudo,  a  maioria  dos  estudos  aponta  que  uma  frequência  semanal  de 
4 a 5 vezes parece ser suficiente para gerar benefícios à saúde da mamãe e do 
bebê (OLIVEIRA et al., 2017; NASCIMENTO et al., 2014; WHO, 2010; ARTAL; 
O’TOOLE, 2003).
Cabe ressaltar que, de acordo com o CGEP, em mulheres inativas antes da 
gestação, a duração do exercício normalmente se iniciará em 15 minutos diá-
rios, podendo aumentar até 30 minutos, por meio de incrementos de dois mi-
nutos por semana. Quanto à frequência do exercício a este grupo, normalmente 
se inicia com três vezes na semana, chegando até a cinco vezes (MOTTOLA, 
2011; WOLFE; DAVIES, 2003). 
Considerando as especificidades do estado da gestação, dois pontos ainda 
devem ser observados com cautela quanto à duração da AF, a citar a termor-
regulação e o equilíbrio energético. Ambas as situações são evidenciadas em 
exercícios prolongados, normalmente com duração maior do que 45 minutos 
(ARTAL; O’TOOLE, 2003).
No caso da termorregulação, é importante se ater ao ambiente e a hidrata-
ção durante a prática da AF. Condições ambientais controladas (ar condiciona-
do) ou ambiente termoneutral favorecem ao controle da temperatura interna 
corporal da gestante (ARTAL; O’TOOLE, 2003). Quando o exercício for reali-
zado em ambiente aquático, a temperatura da água não deve passar de 35ºC 
(NASCIMENTO et al., 2014). 
A Cartilha “Orientações nutricionais: da gestação à primeira infância” dei-
xa clara à gestante, a necessidade da ingestão mínima de dois litros de água 
diários (BRASIL, 2015). Com uma variação de aproximadamente 1%, já é pos-
sível  sentir  sintomas  de  desidratação  (BRASIL,  2008). A  hidratação  deve  ser 
mantida antes, durante e após o treinamento, antecipando a sensação de sede 
(NASCIMENTO et al., 2014; ARTAL; O’TOOLE, 2003). 
No  caso  do  equilíbrio  energético,  recomenda-se  que  os  custos  de  ener-
gia  do  exercício  físico  venham  a  ser  equilibrados  com  a  ingestão  de  ener-
gia por parte da gestante. É bastante importante que ambos sejam estimados 
para  maior  segurança  e  assertividade  na  prescrição  da  atividade  (ARTAL; 
O’TOOLE, 2003). 

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