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Evidências científicas que justificam os benefícios de um



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Evidências científicas que justificam os benefícios de um 
programa de exercício físico de longa duração para pessoas 
com doença de Parkinson 
Os ganhos com programas de exercício físico de longa duração se justifi-
cam pelos benefícios que o exercício físico causa no funcionamento do cérebro, 
como o aumento do fluxo sanguíneo e oxigenação cerebral, e pelo aumento na 
liberação de neurotransmissores, como a dopamina, e de fatores neurotróficos 
derivados do cérebro e da glia (ZIGMOND; SMEYNE, 2014). A Figura 4 resu-
me os efeitos do exercício físico na função cerebral.


Orientações para avaliação e prescrição de exercícios físicos direcionados à saúde
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Os benefícios do exercício físico apresentados em pessoas com DP são 
explicados  pela  neuroproteção  e  neurorrestauração  que  o  exercício  físico 
proporciona ao cérebro (Figura 4). Desta forma, o exercício físico é impor-
tante  tanto  para  o  tratamento  quanto  para  a  prevenção  da  DP.  De  forma 
lógica,  o  exercício  físico  é  uma  abordagem  racional  para  a  neuroproteção 
e  neurorestauração  do  cérebro  devido  ao  aumento  na  produção  de  ener-
gia mitocondrial, estimulação das defesas antioxidantes, redução da infla-
mação,  produção  de  angiogênese  e  sinaptogênese  (ZIGMOND;  SMEYNE, 
2014). Entretanto, os benefícios do exercício físico na neuroproteção e neu-
rorestauração são relacionados com a intensidade do exercício físico, sendo 
que exercícios físicos de baixa intensidade não trazem este tipo de benefício 
(LAHUE;  COMELLA;  TANNER,  2016).  Com  isso,  exercícios  físicos  de  in-
tensidade moderada ou vigorosa são indicados para promover benefícios. 
Obviamente, a presença de um profissional de Educação Física é essencial 
para qualquer prática de exercício físico, especialmente neste caso que são 
recomendados exercícios físicos com elevadas intensidades em uma popu-
lação com restrições funcionais, sendo necessário o controle de intensidade 
da  atividade  para  que  o  indivíduo  não  sofra  de  efeitos  deletérios  de  um 
exercício físico com intensidade excessiva ou reduzida. 
Figura 4
Efeito do exercício físico na função cerebral para a 
neuroproteção e neurorestauração.


Parkinson
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Juntamente com as melhoras apontadas no sistema nervoso, o exercício fí-
sico proporciona melhoras em outros aspectos, como os aspectos metabólicos, 
cardiovasculares, respiratórios, osteomioarticulares, neurológicos e psiquiátri-
cos. A seguir na Tabela 1 foram apresentados os principais benefícios que um 
programa de exercício físico proporciona nestes aspectos em pessoas com DP. 
Com as informações apresentadas acima fica evidente que há respaldo cientí-
fico para explicar os benefícios de programas de exercício físico para pessoas 
com DP e que o exercício físico é capaz de promover benefícios na maioria (se 
não em todos) dos sistemas corporais. Entretanto, resta a questão de qual pro-
grama de exercício físico é mais indicado para esta população.
Tabela 1
Efeitos positivos do exercício físico nos aspectos metabólicos, 
cardiovasculares, respiratórios, osteomioarticulares, neurológicos e 
psiquiátricos em pessoas com DP.



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