Organizador francisco josé gondim


Benefícios de um programa de exercício físico de longa



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Benefícios de um programa de exercício físico de longa 
duração em pessoas com doença de Parkinson
Estudos  sugerem  que  um  mínimo  de  quatro  semanas  de  treinamen-
to  de  marcha  ou  oito  semanas  de  treinamento  de  equilíbrio  podem  ter 
efeitos  positivos  nesta  população  (MAK  et  al.,  2017).  Ainda,  um  progra-
ma  de  exercício  de  força  ou  exercício  aeróbio  com  duração  de  pelo  me-
nos doze semanas pode proporcionar efeitos duradouros em longo prazo 


Parkinson
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(MAK  et  al.,  2017).  Além  disso,  o  programa  de  exercício  físico  de  longa 
duração  tem  potencial  para  aumentar  a  eficácia  do  tratamento  farmaco-
lógico (LAHUE; COMELLA; TANNER, 2016; MAK et al., 2017) e retardar 
a  progressão  da  doença,  especialmente  relacionado  à  capacidade  motora 
(GOBBI; BARBIERI; VITÓRIO, 2014; MAK et al., 2017; ORCIOLI-SILVA et 
al., 2014). Entretanto, para melhoras clínicas (por exemplo, na UPDRS mo-
tora) efetivas e duradouras é necessário um programa de exercício físico de 
no mínimo seis meses (MAK et al., 2017). 
Estes dados apresentados mostram que um programa de exercício físi-
co de longa duração é muito interessante para a pessoa com DP, trazendo 
benefícios na capacidade funcional, nos sinais/sintomas e em outros aspec-
tos, e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida. Além disso, os 
programas de exercício físico de longa duração conseguem manter os bene-
fícios após o término do programa. Por exemplo, um programa de exercício 
de  força,  de  resistência  aeróbia,  de  equilíbrio  e  de  locomoção  têm  efeitos 
positivos  que  duram  por  vinte  e  quatro  meses,  de  seis  a  dezesseis  meses, 
doze meses e seis meses, respectivamente (MAK et al., 2017). Entretanto, é 
preciso ter cuidado com esta informação, uma vez que uma análise “fria” 
pode indicar que a pessoa com DP pode ficar um período sem realizar exer-
cício físico porque os benefícios são duradouros, podendo retomar as ativi-
dades após este período de inatividade física. Este é um grande equívoco. É 
preciso lembrar aqui que a DP é crônica e progressiva e que há um declínio 
funcional associado à idade, sendo necessário o “combate” contínuo destes 
efeitos. Os benefícios dos programas de exercício físico poderiam ser sus-
tentados por programas de manutenção, nos quais as pessoas com a doença 
continuem a realizar exercício físico (SCHENKMAN et al., 2012). Desta for-
ma, recomenda-se que o programa de exercício físico seja contínuo por toda 
a vida. Com isso, é necessário entender porque estes benefícios ocorrem e se 
há evidências cientificas que os justificam. 



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