Organizador francisco josé gondim


Prescrição de Exercícios Físicos com foco na



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Prescrição de Exercícios Físicos com foco na 
DMO e Escore T
Um dos pontos altos deste capítulo, é estabecer princípios para uma pres-
crição com a escolha dos EF adequados à população com baixa DMO, apoiados 
em evidências científicas. O EF é tido dentro do protocolo clínico e diretrizes 
terapêuticas do Mistério da Saúde do Brasil (BRASIL, 2014) como parte do tra-
tamento para Osteoporose, denominado de não medicamentoso. Essa inclusão 
está justificada pelas pesquisas que mostram a necessidade de choque mecâni-
co, ou seja, impacto na estrutura musculo esquelética. Dessa forma, os exercí-
cios prescritos adequadamente, servem tanto para melhorar a DMO como as 
variáveis que diminuem o risco de quedas e de fraturas (BRASIL, 2014). 
A inclusão do EF no protocolo clínico e diretrizes terapêuticas do Mistério 
da Saúde do Brasil (BRASIL, 2014) tratando como terapia não medicamentosa, 
é um avanço que merece ser destacado. Entretanto, o EF ainda não possui o lu-
gar de destaque no texto deste orgão oficial de sáude, quanto à fundamentação 


Orientações para avaliação e prescrição de exercícios físicos direcionados à saúde
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teórica e principalmente, no detalhamento da prescrição dos exercícios quando 
comparado à riqueza de detalhes que os medicamentos possuem neste mesmo 
documento (BRASIL, 2014).
Dessa  forma,  a  prescrição  de  EF  para  os  problemas  gerados  pela  baixa 
DMO,  dentre  os  principais,  a  Osteopenia  e  a  Osteoporose  já  possuem  subsí-
dios do ACSM (2009; 2014) para volume e intensidade de treinamento. Porém, 
como a questão é complexa, acredita-se que exista necessidade de buscar mais 
subsídios que possam complementar uma equação que ainda necessita de da-
dos para aumentar a efetividade da prescrição. Neste caso, uma referência ob-
jetiva poderia ajudar a todos profissionais da área da saúde a ter ainda mais 
segurança na hora de fazer as recomendações, e especialmente, aos PEF para 
prescrever EF mais adequados, baseados em dados individuais qualitativos e 
quantitativos. Diante desta questão, realizou-se uma análise detalhada do que 
vem sendo apresentado na literatura científica, para lançar uma proposta de 
prescrição de EF baseada em uma avaliação clínica qualitativa dos indicadores 
de risco, incluindo a análise quantitativa por imagem, baseado no escore T da 
densitometria DXA
®

Esse  complemento,  que  já  foi  apresentado  por  Borba-Pinheiro,  Dantas  e 
Figueiredo  (2016)  e  que  vem  sofrendo  adequações,  será  mostrado  adiante,  e 
pode ser a informação que estava faltando para aumentar a precisão da pres-
crição dos EF, porque tem como ponto de partida os dados clínicos qualitativos 
complementados com dados de imagem do DXA
®
. Dessa forma, olhar para a 
prescrição deixa de ser somente subjetivo e pode aumentar o grau de acertivi-
dade diante da objetividade dos dados do escore T e risco de fraturas, assim, 
possibilitar ao PEF competência ainda maior para prescrever o melhor EF. 
Neste  contexto,  é  necessário,  antes  do  planejamento  periodizado  para  a 
prescrição, realizar uma anamnese que respeite os indicadores de risco, como já 
mensionado, além de outras informações, como: o grau de diminuição da DMO 
pelo  escore T; a ocorrência de fraturas anteriores nas regiões de maior incidên-
cia pela patologia, como: vértebras lombares, quadril e fêmur (ACSM, 2005); 
dificuldades crônicas no deambular e de visão; presença de doenças articulares 
crônicas não controladas, como: artrose e hérnia de disco; além da hipertensão 
arterial e outras doenças cardíacas sem o devido controle e acompanhamento 
médico. Essas informações tem relevância para prescrição adequada, pois pos-
sibilita uma maior acertividade na condução e no controle dos métodos de EF 
escolhidos (KHORT et al., 2004; BORBA-PINHEIRO et al., 2016b).
As pessoas idosas e em idade avançada com histórico de baixo nível de ati-
vidade física, sedentários ou imobilizadas por longo período de tempo e com 
valores de escore T que indicam osteopoenia e/ou osteoporose (sem fraturas), 


Osteomioarticulares
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devem realizar qualquer tipo de EF de leve a moderada intensidade por um 
período de quatro a seis meses com avaliação e supervição profissional, seguin-
do as orientações para avaliação e prescrição de exercícios para idosos (ACSM, 
2014). Isso é justificado pelo declínio de variáveis que limitam a autonomia fun-
cional e principalmente colocam o paciente em situações de risco aumentado 
de quedas (BRASIL, 2014; VALE; BORBA-PINHEIRO et al., 2016a,b). Neste mo-
mento, é prudente olhar para as variáveis de proteção do corpo, de motivação 
e de prazer, do que especificamente para a DMO. Neste sentido, são sugeridos 
EF e recomendações de volume e intensidade, mostrados na Figura 4. 
Para os pacientes com osteoporose severa, que é caracterizada pela baixa 
acentuada de DMO e antecedentes de fraturas, recomenda-se a prescrição de 
EF com leve - moderada intensidade e volume adequado aos ciclos na maior 


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