Organizador francisco josé gondim


DPOC, Variabilidade da Frequência Cardíaca e Exer-



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DPOC, Variabilidade da Frequência Cardíaca e Exer-
cício Físico
Outra consequência negativa da DPOC é o agravo do sistema cardiovascu-
lar e autonômico, ocasionando redução da variabilidade da frequência cardía-
ca  (VFC)  (CORBO  et  al.,  2013),  indicando  aumento  da  atividade  simpática  no 
repouso (CHHABRA e DE, 2005), durante o sono (SIN et al., 2007) e durante o 
exercício físico (BALDI et al., 2012; van GESTEL et al., 2010). Como resultado, as 
arritmias são comuns em pacientes com DPOC, contribuindo para o aumento do 
risco de morte súbita cardíaca (TÜKEK et al., 2003; YLDIZ et al., 2002). Os meca-
nismos fisiopatológicos envolvidos na redução da VFC em pacientes com DPOC 
incluem:  broncoconstrição  (CHHABRA  e  DE,  2005),  hiperinsuflação  dinâmica 
(CORBO et al., 2013), hipóxias (CHEN, CHEN e KUO, 2006), hipercapnia (SIN et 
al., 2007), medicamentos (TÜKEK et al., 2003; YLDIZ et al., 2002), perda de peso 
(TAKABATAKE et al., 2001), inflamação sistêmica (TAKABATAKE et al., 2001; 
LAMPERT et al., 2008) além de ansiedade e dispneia (SUH et al., 2013). Sugere-se 
que a função autonômica cardíaca em pacientes com DPOC está relacionada ao 
nível de atividade física e à força muscular (CAMILLO et al., 2008).
Alguns  estudos  têm  sugerido  que  a  reabilitação  pulmonar  por  meio  de 
treinamento aeróbio, treinamento de força ou treinamento combinado promo-
va melhoras nos índices da VFC, ocasionando redução dos tônus simpático e 


Orientações para avaliação e prescrição de exercícios físicos direcionados à saúde
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aumento do tônus vagal no repouso e durante o exercício em pacientes com 
DPOC (DAABIS et al., 2017; BORGHI-SILVA et al., 2015; CHENG et al., 2014; 
CAMILLO et al., 2011; BORGHI-SILVA et al., 2009; BORGHI-SILVA et al., 2008).
Dentre os mecanismos envolvidos nas adaptações do sistema autonômico 
promovido pela prática regular de exercício físico, encontram-se: 
a  restabelecimento da tolerância ao exercício, diminuindo, assim, os me-
tabólitos isquêmicos durante o exercício e reduzindo ainda mais a ativi-
dade simpática (BACURAU et al., 2009; VOGIATZIS et al., 2007); 
b  adaptações  na  mecânica  ventilatória,  ajustes  no  padrão  respiratório  e 
melhora da sensação de dispneia podendo melhorar a disfunção auto-
nômica durante o exercício (BORGHI-SILVA et al., 2009); 
c  diminuição dos níveis de catecolaminas, levando ao equilíbrio simpato-
vagal durante o exercício (ZOUHAL et al., 2013).



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