Organizador francisco josé gondim



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Programa de Exercícios
A abordagem inicial deve levar em consideração que os cardiopatas, mui-
tas vezes, nunca tiveram contato com programas de exercícios. As prescrições 
de  treinamento  devem  ser  individualizadas  e  conter  exercícios  aeróbicos,  de 
resistência e flexibilidade. De forma bastante genérica, o exercício deve ser pre-
cedido de aquecimento (~5 minutos) dos grupos musculares que serão utiliza-
dos e a parte principal com intenção de atingir a FC alvo no maior período de 
tempo. Ao término, resfriamento e relaxamento são necessários pare retornar 
a FC e a PA aos valores iniciais (HERDY et al., 2014). Em pacientes que iniciam 
no treinamento ou nos mais graves, o aquecimento deve ser mais pronunciado 
e a sessão mais curta. A prescrição do exercício deve levar em consideração, 
ainda, o tipo de exercício, duração da sessão, frequência semanal e intensidade 
do esforço.
Os exercícios aeróbicos são os mais comuns praticados em programas de 
RC,  realizados  em  cicloergômetros  (esteiras  e  bicicletas  ergométricas)  ou  em 
pistas de caminhada/corrida. Entretanto, uma variedade de práticas tem sido 
proposta na tentativa de aumentar a aderência, podendo, inclusive, ser incor-
porada ao treinamento. A dança de salão é empregada como alternativa lúdica 
às sessões de caminhada e se mostra efetiva no alcance e manutenção da zona 
alvo (MONTE et al., 2010, GONZALES et al., 2014; BRAGA et al., 2015). Práticas 
de Pilates (GUIMARAES et al., 2012), Yoga (YEUNG et al., 2014; RAGHURAM 
et al., 2014; YANG et al., 2017) e Tai Chi Chuan (SALMOIRAGO-BLOTCHER et 
al., 2017; GU et al., 2017; YANG et al., 2017) empregam, também, exercícios de 
resistência, força, concentração e técnicas de respiração e relaxamento e podem 
complementar as práticas atuais. Mesmo assim, a aderência em programas de 
exercícios  está  abaixo  do  esperado  (SUAYA  et  al.,  2009;  KORENFELD  et  al., 
2012), atingindo cerca de 40% na Fase II (LJUBIC et al., 2006).
Exercícios resistidos, realizados com pesos livres ou aparelhos específicos, 
deverão ser realizados duas a três vezes por semana, com oito a dez exercícios 
e até três séries de 10-15 repetições. Pode-se iniciar o treinamento a 50% de uma 
repetição máxima, progredindo até 70% ou o equivalente a fadiga moderada 
(11 a 13 na Escala de Borg) (AACPR GUIDELINES 2013). Outra proposta suge-
re início com exercícios leves para familiarização com aparelhos e progressão 


Reabilitação Cardíaca
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gradativa,  até  uma  carga  suficiente  para  gerar  fadiga  ao  final  de  três  séries. 
Neste, recomendam 6 a 15 repetições por grupo muscular e intervalos de 30 a 
60 segundos entre as séries (HERDY et al., 2014).
A  Associação  Americana  de  Reabilitação  Cardiovascular  e  Pulmonar  re-
comenda exercícios de flexibilidade de duas a três vezes na semana, preferen-
cialmente  em  dias  não  consecutivos.  Cada  exercício  deverá  ser  realizado  de 
três a cinco vezes e mantido por 30-90 segundos, de forma que provoque leve 
desconforto (AACPR GUIDELINES, 2013). A Associação Canadense de RC re-
comenda pelo menos quatro repetições de cada exercício mantidos entre 15 e 
60 segundos (STONE et al., 2009). A Diretriz Sul-Americana não a diferencia do 
alongamento e recomenda sua realização no início e, principalmente, ao térmi-
no de cada sessão, sem provocar desconfortos (HERDY et al., 2014).
Duração da sessão - Em linhas gerais, a Organização Mundial de Saúde re-
comenda  150  minutos  de  exercícios  físicos  moderados  e  que  podem  ser  fra-
cionados ao longo dos dias da semana (Por ex.: cinco vezes de 30 minutos ou 
três  vezes  de  50  minutos)  ou  300  minutos  para  benefícios  adicionais  (WHO, 
2010). Exercícios de alta intensidade podem ser realizados em sessões de pou-
cos minutos (ROGNMO et al., 2004; WISLOFF et al., 2007). As diretrizes nos 
diversos continentes divergem quanto à duração de uma sessão de exercícios 
e recomendam levar em consideração a frequência, tipo e intensidade. De for-
ma resumida, poucos minutos são suficientes no início do treinamento e em 
cardiopatas mais debilitados. O tempo médio estimado e fácil de ser incorpo-
rado nas atividades diárias oscila entre 30 (PIEPOLI et al., 2010) e 60 minutos 
(AACPR GUIDELINES 2013; HERDY et al., 2014; JCS, 2012).



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