Organizador francisco josé gondim


MODULAÇÕES DO EXERCÍCIO FÍSICO NOS



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MODULAÇÕES DO EXERCÍCIO FÍSICO NOS 
MECANISMOS BIOQUÍMICOS 
REFERÊNCIAS
- Redução da atividade do oncogene c-Myc;
- Aumento na atividade da enzima lactato 
desidrogenase de isoforma B (LDH-B), 
promovendo maior conversão de lactato em 
piruvato;
- Diminuição da atividade do LDH-A;
- Redução do efeito Warburg;
- Redução de lactato produzido por células 
cancerígenas.
SAN-MÍLLAN e BROOKS, 2016
- Redução nos níveis de IGF.
LEUNG et al., 2004
- Melhora nas funções mitocondriais da p53.
WANG, ZHUANG e HWANG, 2012 LEUNG 
et al., 2004
- Modulação das ações dos TLR´s, com 
diminuição da inflamação crônica
LAVOY, FAGUNDES e DANTZER, 2016
- Manutenção na contagem das células imunes.
NOGUEIRA e LIMA, 2016
KIM, SHIN e SUK, 2015
- Prevenção e, em alguns casos, tratamento da 
caquexia.
AVERSA, COSTELLI e MUSCARITOLI, 2017
- Diminuição da fadiga em decorrência do 
tratamento.
HILFIKER et al., 2017
- Aumento da aderência ao tratamento, assim 
como aumento da conclusão do tratamento.
CORMIE et al., 2017
- Diminuição de células cancerígenas.
LEUNG et al., 2004
Fonte: dos autores
Recentemente o Editorial do New England Journal of Medicine publicado 
pela Doutora Phimister, editorial este baseado em dois importantes estudos, 
um de Pedersen et al. (2016) e o outro de Hojman et al. (2011), relatou o im-
portante achado científico demostrando que as fibras musculares secretam 
oncoestatinas e estas são indutoras da apoptose celular. Além disso, a au-
tora relatou que a ação combinada entre interleucina-6 e epinefrina resulta 
em aumento de mobilização das células natural killers (NK) e de Linfócitos, 
promovendo  um  incremento  da  vigilância  imunológica.  Ademais,  outro 


Câncer
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mecanismo importante descrito é que o exercício físico libera miocinas (ci-
tocinas musculares) que possuem efeito antiproliferativo e que podem in-
duzir a apoptose celular em alguns tumores. 
Leung  e  colaboradores  (2004)  analisaram  as  propriedades  anticancerí-
genas  do  treinamento  físico,  verificando  a  modulação  hormonal  ao  dosar 
o  IGF-1,  o  IGFBP-1  (proteína  de  ligação  do  IGF-1)  e  a  insulina,  analisando 
marcadores diretos de câncer ao dosar a linhagem de células epiteliais de tu-
mor prostático humano (LNCaP) e o antígeno nuclear de proliferação celular 
(PCNA), e dosando a p53. Participaram do estudo 22 homens sem diagnósti-
co de câncer de próstata, com média de 62 anos de idade, divididos em dois 
grupos: controle (n=10) composto por homens com perfil de risco de câncer 
de próstata devido ao sedentarismo e aos hábitos alimentares inadequados, 
embora os marcadores de risco indicassem valores dentro da normalidade, e 
o grupo exercício (n=12) composto por homens ativos, ou seja, que atendiam 
as recomendações temporais da prática de exercícios havia 14,7 anos, em mé-
dia. Os exercícios físicos foram realizados cinco vezes por semana, sendo que 
cada sessão tinha duração aproximada de 60 minutos e era composta por 10 
minutos de aquecimento (exercícios de alongamento) seguidos por 45 ou 50 
minutos  de  exercícios  dinâmicos,  que  incluíam  calistenia  e  natação.  Foram 
encontrados menores concentrações de insulina e IGF-1, maiores concentra-
ções de IGFBP-1, maior atividade de apoptose com redução das células can-
cerígenas (LNCaP), menor expressão de (PCNA) e maior produção de p53 no 
grupo exercício, quando comparado ao controle, 
Os estudos de Rundqvist e colaboradores (2013) e de Ngo e colaborado-
res (2003) encontraram resultados similares para a modulação hormonal e 
redução  de  células  cancerígenas  da  próstata  em  sujeitos  que  praticaram  o 
exercício físico.
Em um estudo de Ornish e colaboradores (2005), envolvendo idosos (mé-
dia de 65 anos de idade) com câncer de próstata e que dispensaram o trata-
mento médico proposto, foi verificado se a combinação do treinamento físico 
com a dieta poderia modular respostas de combate às células cancerígenas. 
Os  pacientes  foram  divididos  dois  grupos,  sendo  grupo  controle  (GC)  com 
49 homens com câncer de próstata que recusaram o tratamento médico e não 
realizaram  treinamento  físico  nem  dieta,  e  grupo  intervenção  (GI)  com  44 
homens diagnosticados com câncer de próstata e que aderiram à intervenção 
por 12 meses com exercícios físicos compostos por caminhada de 30 minutos, 
seis vezes por semana e yoga por 60 minutos diariamente, e dieta compos-
ta por frutas, vegetais, carboidratos complexos, legumes e produtos de soja, 
complementada com suplemento (proteína de soja, óleo de peixe, vitaminas 

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