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O milho transgênico
Um gene da bactéria Bacillus thruringiensis, enxertado no genoma do milho, tornou a planta resisten-
te ao ataque das lagartas que a parasitam. No caso, o gene bactéria produz uma proteína que mata 
as lagartas.
A soja transgênica
A soja comum morre quando recebe uma aplicação de Roundup, um dos herbicidas mais usados na 
agricultura. A soja transgênica incorporou um gene bactéria no que a tornou resistente ao Roundup. 
Deste modo, quando o herbicida é aplicado, apenas as ervas daninhas são destruídas.
O arroz transgênico
A cultura do arroz comum, chamado arroz branco, é infestada pelo arroz vermelho, impróprio para o 
consumo. Para acabar com o arroz vermelho, é necessário o uso do herbicida Liberty, que também 
mata o arroz branco. Para solucionar o problema, os cientistas retiraram do solo uma bactéria (Strep-
tomyces higroscopicus) que, inserta no DNA do arroz branco, provoca resistência ao Liberty.
Os ambientalistas, principalmente os europeus, condenam o uso de alimentos transgênicos, dado que 
há muitas dúvidas sobre efeitos dos transgênicos em longo prazo.
O uso de produtos transgênicos está causando polêmica entre produtores, ambientalistas e cientistas. 
Assim, produtores e cientistas defensores da nova tecnologia dizem que a soja transgênica, por exem-
plo, vai aumentar a produtividade e baratear os custos do produto. Ambientalistas e outros pesquisa-
dores que atacam a nova tecnologia afirmam que os produtos transgênicos são perigosos. Na verdade, 
ainda são desconhecidos os efeitos dos alimentos geneticamente modificados sobre a saúde humana 
e o impacto que poderiam causar ao meio ambiente.
CLONAGEM
Organismos que apresentam o mesmo material genético são chamados de clones. A clonagem ocorre 
de maneira natural em espécies que se reproduzem assexuadamente. Nesse caso, o novo indivíduo é 
um clone de seu progenitor, uma vez que se origina a partir de mitoses das células do corpo deste. 
A clonagem também pode acontecer artificialmente por meio de técnicas que permitem desenvolver 
um animal ou uma planta a partir de uma célula somática (ou seja, diferenciada) ou do núcleo de uma 
célula desse tipo. 
A clonagem em animais consiste em inserir o núcleo de uma célula somática no citoplasma de um óvu-
lo, cujo núcleo foi previamente retirado.
Clonagem da ovelha Dolly
Disponível em: . Acesso em 15 de maio de 2021.


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A clonagem tem aplicações em diversos campos, como agricultura, pecuária e medicina. 
clonagem de plantas é utilizada para obter cópias de indivíduos com alguma característica de inte-
resse, como maior resistência às pragas. As técnicas de clonagem vegetal são mais simples e utilizadas 
há mais tempo que as técnicas de clonagem animal. Elas envolvem a produção de indivíduos a partir de 
células ou segmentos de vegetais como galhos, folhas ou brotos. 
clonagem de animais também visa obter cópias idênticas de indivíduos que apresentam caracterís-
ticas de interesse, como, por exemplo, maior produção de leite ou carne. 
clonagem em seres humanos tem apenas fins terapêuticos, como a produção de órgãos ou tecidos 
para transplantes, evitando-se, assim, a rejeição. A clonagem reprodutiva de humanos é proibida na 
maioria dos países. 
É importante lembrar que um clone é um ser vivo com genoma idêntico ao do organismo do qual ele 
foi clonado. Isso não quer dizer, necessariamente, que eles são organismos idênticos. A influência am-
biental no fenótipo de um clone – como, por exemplo, o tipo de alimentação que ele possui – pode tor-
ná-lo diferente do organismo clonado. Após a clonagem, também podem ocorrer alterações no material 
genético tanto do clone como do organismo clonado, diferenciando-os.
TERAPIA GÊNICA
Após localizar um gene envolvido na expressão de uma doença genética, é possível estudar sua sequên-
cia de nucleotídeos e seu produto proteico. Com a compreensão dos mecanismos genéticos e molecu-
lares de uma doença, pode ser possível desenvolver a terapia gênica. 
Esse tipo de terapia utiliza a tecnologia do DNA recombinante para alterar o genoma do indivíduo que se 
pretende curar. O objetivo é reparar as deficiências de um gene (ou de um grupo de genes) afetado ou até 
mesmo inibir a expressão de certos genes nas células-alvo. Para isso, a terapia gênica pode envolver:
•  a substituição de um gene não funcional por uma cópia funcional;
•  a deleção de um gene não funcional;
•  a introdução de uma cópia gênica normal sem modificação do gene original;
•  a adição de um gene ausente no genoma.
Em comparação com a criação de OGM’s, que pode ser feita com óvulos fertilizados, uma grande dificul-
dade de implementar a terapia gênica é inserir o gene desejado em um grande conjunto de células de 
um indivíduo já desenvolvido.


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