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fico de drogas vem a morte precoce e violenta. Alba Zaluar nos lembra, ainda, que a chance de morrer 
precocemente não é exclusiva dos jovens que aderem ao crime organizado: todos que moram em zonas 
dominadas pela lógica da guerra, do tráfico, estão igualmente expostos à chance de morrer de forma 
violenta e arbitrária. As pesquisas mostram que nas regiões metropolitanas a maioria das mortes vio-
lentas vitimam rapazes: jovens, negros e pardos. O fato de a maioria de presos serem jovens, pobres, 
negros e desocupados também se deve à exitenscia de um “roteiro típico” seguido pela polícia, que as-
socia de antemão pobreza e juventude, preta e parda, à criminalidade. Lembra da Teoria dos Rótulos?
A emergência das milícias é outro aspecto marcante da criminalidade no Brasil, sobretudo no Rio de 
Janeiro. Milícias são organizações paramilitares, ou seja, que não fazem parte oficialmente das forças 
armadas nacionais. São grupos de cidadãos armados que atuam ilegalmente e de forma organizada. 
Elas atuam em favelas e comunidades do Rio de Janeiro sob o pretexto de combate ao tráfico. Nelas 
policiais e ex-policiais organizam-se em grupos armados e cobram uma taxa da população em troca de 
“proteção”. De maneira geral, após a expulsão violenta dos traficantes, esses grupos se instalam na área 
dominada, passando a cobrar dos moradores pela manutenção da “ordem” (segundo suas regras) e pelo 
fornecimento de serviços como a “TV a gato”, gás, água e até mesmo aluguel de moradias e comércios. 
Algumas análises apontam que as Milícias, apesar de ilegais, são o próprio Estado, já que são compos-
tas por agentes da lei e têm representantes e aliados entre políticos e juízes. Essa situação deixa os 
moradores das comunidades altamente vulneráveis aos abusos de poder da milícia. Se elas são parte 
da polícia, a quem os moradores podem recorrer em sua defesa? 
As pessoas ricas e poderosas também cometem crimes cujas consequências podem ser muito mais 
abrangentes e prejudiciais do que os crimes cometidos pelas classes populares. O termo “crime de 


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