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ROUSSEAU: ESTADO DE NATUREZA



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EM 3ano V3 PF
ROUSSEAU: ESTADO DE NATUREZA
Rousseau aborda um tema clássico, o ser humano em estado de natureza – isto é, antes de viver em 
sociedade –, e critica seus predecessores – como Hobbes e Locke – por imaginarem um estado natural 
que lhes convinha para justificar seus modelos prediletos de governo: a monarquia absolutista, no caso 
do primeiro; o estado liberal, no caso do segundo. Assim, para Rousseau, propuseram um estado de 
guerra ou de proprietários, respectivamente, pintando o “homem natural” com as cores da sociedade 
desigual e injusta que todos conhecemos. O filósofo franco-suíço afirma, em contrapartida, que é pos-
sível conjecturar sobre um estado de natureza totalmente distinto, adotando, para isso, outro método 
de descoberta: uma meditação interior nas profundezas da floresta. Por meio dela, Rousseau chega 
a uma imagem do estado de natureza que reconhece ser apenas uma hipótese, não um fato histórico, 
mas uma hipótese plausível e não menos verossímil do que as outras existentes.
De acordo com sua descrição, o ser humano em estado natural vivia isolado, livre e feliz, guiado por 
bons sentimentos e em harmonia com seu hábitat. Ligado a sua natureza animal, tinha os sentidos mais 
desenvolvidos que o intelecto, e suas únicas paixões eram o amor de si (entendido como uma paixão 
inata que leva cada animal à autopreservação) e a piedade (definida como uma repugnância inata por 
ver o sofrimento alheio). Rousseau reviveu, assim, o mito do bom selvagem, presente em vários relatos 
de viagem de exploradores daquela época e que seria tema de várias obras literárias. 
Apesar de sua proximidade dos outros animais, o ser humano se distinguiria destes, segundo o filósofo, 
por ser um pouco mais livre em relação aos instintos e por apresentar uma característica fundamental: 
a capacidade ou potencialidade de mudar seu estado ou condição para melhor (aperfeiçoar-se) ou pior 
(como foi o caso da vida em sociedade), o que não ocorre com os outros animais, pois estes se mantêm 
sempre iguais. trata-se da chamada perfectibilidade humana. a primeira desigualdade 


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