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PARA SABER MAIS:
Vídeo do “Se liga na educação” sobre o pensamento político de Maquiavel. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=uP7g-1GTK6s&t=155s>. Acesso em: 16 maio 2021.
Paródia sobre o pensamento político de Maquiavel. Disponível em: watch?v=O2zigsMsQZs>. Acesso em: 16 maio 2021.
REFERÊNCIAS
COTRIM, Gilberto; FERNANDES, MIRNA. Fundamentos de filosofia. 4ª edição. São Paulo: Saraiva, 
2016.


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ATIVIDADES
1 – Leia os textos a seguir.
Texto 1
Todos concordam que é muito louvável um príncipe respeitar a sua palavra e viver com integridade, sem 
astúcias nem embustes. Contudo, a experiência do nosso tempo mostra-nos que se tornaram grandes 
príncipes que não ligaram muita importância à fé dada e que souberam cativar, pela manhã, o espírito 
dos homens e, no fim, ultrapassar aqueles que se basearam na lealdade.
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: DPL Editora, 2008.
Texto 2
Ao separar completamente a lógica da ação política dos fundamentos da moral, ele diz que “o Príncipe 
não é nem um livro moral, nem imoral; é apenas um livro técnico.
CASSIRER, Ernst. O mito do Estado. Lisboa: Publicações Europa-América, 1961.
A ética cristã medieval, as atitudes dos governantes e os Estados estão, todos, subordinados a uma lei 
superior e transcendente. A ética, sob a visão de Maquiavel, contrapõe-se a essa concepção afirmando 
que uma atitude não pode ser chamada de boa ou de má a não ser sob uma perspectiva histórica.
Relacione os textos e explique em que consiste a separação entre ética e política no pensamento filo-
sófico de Maquiavel. 
2 – Maquiavel denominou fortuna a metade da vida humana que não pode ser controlada pelo homem. E 
identificou-a não a algo terrível, mas a uma bondosa deusa, possuidora da honra, da riqueza, da glória, 
do poder, ou seja, possuidora de todos aqueles bens aos quais os homens naturalmente almejam. 
Destarte, por ser mulher, a fortuna precisava ser seduzida, e, para tanto, bastaria que se apresentasse 
um homem de virilidade e coragem inquestionáveis. Um homem possuidor de virtú. O homem de virtú é 
capaz de seduzir a deusa fortuna, porque sabe o momento exato, criado por esta, para agir com sucesso 
[...]
JUNIOR, Antonio de Freitas. O pensamento político de Maquiavel. Disponível em: id/141333/R174-10.pdf?sequence=4>. Acesso em: 23 mar. 2015.
Com base no texto, explique a relação entre virtú e fortuna, segundo o pensamento político de Maquiavel?


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3 – Vilão ou herói, o certo é que com O Príncipe, Maquiavel funda a Ciência Política e cria o emprego 
moderno do termo “Estado”, “universalmente consagrada pela terminologia dos tempos modernos e da 
idade contemporânea”.
BONAVIDES, Paulo. Ciência política. São Paulo: Malheiros, 1995.
Para indicar o que os gregos tinham chamado de pólis, os romanos de res publica, e que um grande pen-
sador político, o francês Jean Bodin, meio século depois de Maquiavel, chama de república.
BOBBIO, Norberto. A teoria das formas de governo. Brasília: Universidade de Brasília, 1994.
A novidade no estudo da política, consagrada pela teoria de Maquiavel em relação a concepções ante-
riores, baseia-se na:
a)  Afirmação da crueldade humana e da necessidade da lei para bloquear as paixões.
b)  Compreensão da natureza humana como recurso de manipulação política.
c)  Concepção da política como objeto humano, separado da ética e da religião.
d)  Concepção paternalista do governo como zelador do patrimônio coletivo e do bem comum.
e)  Impotência do povo perante o poder político, impossibilitado de interferir na história.
4 – Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus 
e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, 
e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar 
inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos 
atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
Em “O Príncipe”, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor 
demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao:
a)  Valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.
b)  Rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.
c)  Afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.
d)  Romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem.
e)  Redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.


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