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Ideologia do Trabalhismo: Se desde o início de sua trajetória política nacional, Getúlio Vargas foi con-
siderado um líder, foi durante o Estado Novo que se construiu e fixou sua imagem popular e mesmo 
carismática. Com o Estado Novo, entrou em funcionamento a máquina de propaganda do DIP - Depar-
tamento de Imprensa e Propaganda, que buscou conquistar para o regime e para o presidente a ade-
são e o apoio da classe trabalhadora. A democracia social, a valorização do trabalho e do trabalhador 


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estariam existindo graças à figura do presidente. Foi com essa associação entre a obra e o líder que se 
criou a mitologia getulista, expressa na imagem do “pai dos pobres”.
A ideologia política centrada na figura do presidente, em sua obra social e em sua relação direta e pes-
soal com os trabalhadores, foi sendo construída dentro do Ministério do Trabalho, principalmente de-
pois de 1942. Foi fundamental nesse processo o papel do ministro do Trabalho, Alexandre Marcondes 
Filho, que dirigiu a montagem do sindicalismo corporativista, articulou a invenção da ideologia traba-
lhista e se envolveu na criação do Partido Trabalhista Brasileiro.
Após a queda de Vargas e o fim do Estado Novo, o PTB iria atuar dentro das regras do jogo político libe-
ral-democrático como herdeiro do legado varguista.
Disponível em:
Acesso em: 15 maio. 2021.
É importante ressaltar que as reformas trabalhistas introduzidas por Vargas não foram uma simples e 
generosa concessão do governo, mas um reflexo das décadas de lutas constantes do movimento ope-
rário brasileiro. A persistência das lutas trabalhistas durante a República Oligárquica mostrou que a 
questão social não poderia ser tratada pelo Estado como simples caso de polícia: os trabalhadores 
colocaram-se como importantes atores políticos e não poderiam mais ser ignorados.
Ao estabelecer uma legislação trabalhista, Getúlio Vargas procurou regular o movimento operário e 
atrelá-lo ao Estado, em uma tentativa de esvaziar sua dimensão mais radical e revolucionária. O Minis-
tério do Trabalho buscou controlar os sindicatos, objetivando conciliar os interesses dos trabalhadores, 
dos patrões e do Estado. Percebe-se, portanto, que as lutas operárias das primeiras décadas do sécu-
lo XX fizeram com que parcela das elites brasileiras considerassem mais vantajoso fazer concessões 
aos trabalhadores, controlando-os indiretamente em alguma medida, do que simplesmente reprimi-los 
duramente, o que poderia alimentar a radicalização do proletariado e sua aproximação com o Partido 
Comunista.


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