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SEMANA 4
EIXO TEMÁTICO: 
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO: 
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S): 
Confrontar os efeitos das disparidades territoriais e sociais relativas à distribuição da terra e às 
políticas de desenvolvimento rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS: 
Movimentos Sociais, Globalização, Espaço Agrário. 
INTERDISCIPLINARIDADE: 
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Artes. 
TEMA: A Reforma Agrária 
Caro (a) estudante, nesta semana você vai conhecer as raízes históricas da concentração de terras no 
Brasil e reconhecer a luta camponesa pela terra. 
A REFORMA AGRÁRIA E AS LUTAS SOCIAIS NO CAMPO
Quando pensamos em reforma agrária, a primeira coisa que nos vem à cabeça é uma redistribuição de 
terras. Na prática, ela não está muito longe disso.
Uma reforma agrária é uma reorganização das terras no campo. Acontece quando grandes porções de 
terra, até então concentradas na mão de um ou de poucos proprietários, são divididas em pequenas 
porções e distribuídas a outros donos, até então impossibilitados do acesso à terra.
O Brasil nunca realizou uma reforma agrária estrutural, ou seja, com grandes distribuições de terras, 
aos moldes da Revolução Francesa ou da Lei de Propriedade Rural dos Estados Unidos.
A concentração fundiária no Brasil teve início em 1530, com a formação das capitanias hereditárias, que 
eram faixas de terras brasileiras, e sua doação aos capitães donatários. Os capitães tinham a missão de 
colonizar o território e produzir nele, e tinham, como contrapartida, que pagar o equivalente a um sexto 
da produção em impostos à Coroa Portuguesa.
No princípio eram apenas 14 as capitanias hereditárias, distribuídas a homens que tinham condições 
de produzir em terras brasileiras. No entanto, o sistema de colonização não deu certo. Alguns capitães 
donatários desistiram da atuação ou não quiseram arcar com os altos custos de viagem e produção em 
terras brasileiras. Ainda assim o território estava concentrado nas mãos de poucos.
A partir da independência do Brasil, em 1822, as terras passam a ser geridas por aqueles que tinham 
maior poder econômico e político. A nobreza e a alta burguesia continuaram detentoras da maior parte 
das terras, o que resultou num sistema desigual baseado no latifúndio e existente até os dias atuais.
Após 1850 foi implantada a Lei de Terras, que resultou em práticas de apropriação e anexação de terras 
por grandes proprietários via falsificação de documentos de escrituração imobiliária (prática conheci-
da como grilagem de terras). Em outros países capitalistas, a concentração fundiária foi eliminada ou 
reduzida como maneira de estimular a produção capitalista liberal. No Brasil, no entanto, a concentra-
ção fundiária ainda perdura.


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Disponível em: pandemia-estrutural>. Acesso em: 24 maio 2021.
Atualmente, apenas 20% das propriedades rurais brasileiras possuem mais de 100 hectares. No entan-
to, essas propriedades ocupam mais de 80% do território nacional. Por outro lado, as pequenas pro-
priedades representam mais de 80% do número de terrenos no Brasil, ocupando somente 20% da área 
rural total. Mesmo assim, a agricultura familiar é responsável por 70% da produção de feijão, 48% da 
produção de milho e 38% da produção de café, números bastante significativos mediante a pequena 
quantidade de terras que esses trabalhadores possuem.
A principal organização popular que luta pela implantação da reforma agrária no Brasil é o MST (Mo-
vimento dos Trabalhadores Sem-Terra) e o órgão federal responsável pela sua operacionalização é o 
INCRA (Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária).


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