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AS TRANSFORMAÇÕES NA AGRICULTURA E A RESISTÊNCIA CAMPONESA



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AS TRANSFORMAÇÕES NA AGRICULTURA E A RESISTÊNCIA CAMPONESA
 Frente à expansão do modelo neoliberal de agricultura no Brasil apoiado pelo Estado da mundialização 
da agricultura e atuação do agronegócio no país, o campesinato vem, gradativamente, perdendo seu 
espaço no cenário agrário, pois o modo de vida camponês não corresponde ao modelo de agricultura 
proposto pelo capitalismo e tolhe esses sujeitos do seu direito à terra e a garantia da reprodução do seu 
modo de vida.
Os movimentos sociais do campo são aqueles que envolvem o campesinato, isto é, os trabalhadores 
rurais. Entre as suas principais bandeiras de luta estão a reforma agrária, a melhoria das condições de 
trabalho e o combate ao processo de substituição do homem pela máquina no meio agropecuário.
Apesar de haver as mais variadas siglas, os movimentos sociais do campo constituíram-se, historica-
mente, a partir de duas principais frentes: as Ligas Camponesas, entre as décadas de 1940 e 1960, e o 
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criado na década de 1980.
As Ligas Camponesas surgiram após o final da ditadura militar do Governo Vargas e estruturaram-se 
com bases e orientações do PCB – Partido Comunista Brasileiro. Porém, foi somente durante a década 
de 1950 que as Ligas conseguiram uma integração que envolveu quase a totalidade do país, através das 
organizações ou ligas regionais. No entanto, com o golpe militar de 1964, as Ligas Camponesas foram 
extintas pelo poder da repressão ditatorial.
Os problemas no campo brasileiro se arrastam há centenas de anos. A distribuição desigual de terras 
desencadeia uma série de conflitos no meio rural. Essa questão teve início durante a década de 1530, 
com a criação das capitanias hereditárias e o sistema de sesmarias, no qual a Coroa portuguesa distri-
buía terrenos para quem tivesse condições para produzir, desde que fosse pago um sexto da produção 
para a Coroa.


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Os movimentos sociais rurais têm sido foco de vários estudos que apontam para o seu papel ativo na 
luta por direitos dos grupos excluídos dentro da sociedade brasileira. Através de ações coletivas, agem 
como resistência à exclusão e provocam novas dinâmicas sociais no campo. 
A questão agrária envolve o conjunto de problemas advindos do desenvolvimento do capitalismo no 
campo. É fundamental compreender a questão agrária relacionando-a à estrutura fundiária, à luta pela 
terra e o papel do Estado no contexto campesinato x agronegócio. 
Disponível em: campesinato-no-brasil/>. Acesso em 24 maio 2021.
O campesinato sobrevive na luta contra o capitalismo, pois encontra neste o seu maior antagonista. A 
luta pela terra é claramente a luta contra o capital e arrisco afirmar contra o Estado que não garante o 
direito mínimo à quem precisa de terra para sua (re)produção. Neste sentido, o debate da questão agrá-
ria, bem como a participação efetiva dos movimentos sociais faz-se imprescindível, pois as conquistas 
obtidas, frutos de suas pautas, se materializam apenas através da luta.


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