Oficina de história: volume 1


Tá na rede! TUMBA EGÍPCIA



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Tá na rede!

TUMBA EGÍPCIA

Digite o endereço abaixo na barra do navegador de internet: http://goo.gl/kFrDEs. Você pode também tirar uma foto com um aplicativo de QrCode para saber mais sobre o assunto. Acesso em: 29 abr. 2016. Em inglês.



O Museu Metropolitano de Nova York disponibiliza uma seção interativa composta por vídeos produzidos com o acervo do Museu sobre o Egito.

KUSH

Apesar da presença egípcia, por volta do II milênio a.C., os núbios organizaram um reino independente, acima da terceira catarata do Nilo, cuja capital era a cidade de Kerma. A palavra kush aparece, pela primeira vez, num texto egípcio, por volta de 2000 a.C., e refere-se a um reino que se estendia ao sul da região de Semna.



Durante o período de poder dos hicsos, o Reino de Kush abrangia toda a Núbia ao sul de Elefantina. Kush estendeu seu domínio territorial até a segunda catarata do Nilo, quando as tropas egípcias abandonaram a Baixa Núbia. O reino também se favoreceu do enfraquecimento da monarquia egípcia para intensificar o comércio entre as cidades do Baixo e Alto Egito.

Durante o Império Novo (1570-1070 a.C.), toda a região foi conquistada e anexada pelos egípcios, marcando assim o fim da independência do Reino de Kush, que passou a ser administrado por um vice-rei. Por volta do fim do I milênio a.C., as constantes revoltas contra a dominação egípcia, o esgotamento do solo e as invasões de nômades do leste provocaram uma migração generalizada para o sul e, progressivamente, a cidade de Kerma foi abandonada.

Napata

Em torno do século IX a.C., os kushitas reorganizaram o reino mais ao sul. Napata tornou-se o centro do poder devido à sua localização como importante escala comercial para os produtos vindos da Alta Núbia e ponto de controle sobre as minas de ouro próximas. A ampliação da agricultura favoreceu o desenvolvimento de centros urbanos na Alta Núbia, destacando-se Meroé, que, no século VIII a.C., se transformou também em ponto comercial por causa de sua localização estratégica.



Entre 747-656 a.C., com o colapso do poder egípcio, os reis kushitas avançaram para o norte e conquistaram o Egito. O primeiro faraó da dinastia kushita, Piankhi, para consolidar sua posição de unificador do Egito e Kush, casou-se com a filha do rei de Napata, governando o Egito a partir dessa cidade. Um período de turbulências se seguiu, culminando com a perda do poder e invasão de Napata pelos egípcios.

A tomada de Napata e a crescente importância adquirida pelos principados do sul fizeram com que o reino transferisse seu centro de poder para Meroé. Por volta do século I a.C., o papel das mulheres de sangue real assumiu grande importância. As rainhas – mães ou esposas – passaram a assumir o poder político e proclamar-se soberanas. Muitas delas tornaram-se famosas e, no período greco-romano, Meroé era conhecida por ter sido governada por uma linhagem de Candaces (ou Kandake – rainhas-mães reinantes). A rainha Amanirenas é a mais conhecida, pois conduziu seus exércitos contra os romanos.

Kush: o Império

O Império de Kush, em seu apogeu, era composto de diversas províncias dependentes do rei. No topo, na estrutura social, estava o rei e sua família; a seguir sua corte, que cuidava da administração central; e, depois, uma aristocracia provincial que preenchia as funções

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administrativas e militares, além de uma classe sacerdotal influente. Os exércitos controlavam as fronteiras para deter os movimentos dos nômades a leste e a oeste do Nilo, além de se ocuparem do sistema de comunicações.

A criação de gado desempenhava um papel significativo na vida econômica do reino. Já o desenvolvimento da agricultura esteve condicionado ao clima e à escassez de terra fértil no estreito do vale. Mas a riqueza do Império estava em suas minas de ouro. O Império de Kush foi uma das grandes áreas produtoras de ouro do mundo antigo.

O metal era extraído entre o rio Nilo e o mar Vermelho. Como outras regiões importantes da Antiguidade, Meroé era também uma encruzilhada de rotas que se dirigiam ao mar Vermelho, à Etiópia, e às regiões de Kordofan e Darfur, a oeste. A construção de fortalezas e poços ao longo dos percursos era uma tentativa de garantir o controle dessas rotas.

No entanto, a unificação Kush-Egito foi marcada pelas investidas dos assírios, que, em 663 a.C., sob o comando de Assurbanipal, em aliança com os egípcios pretendentes ao trono, derrotaram os kushitas, que se retiraram do Egito.

EGITO-KUSH (SÉCULOS VIII-VII a.C.)



MÁRIO YOSHIDA

Fonte: Elaborado com base em ADE AJAYI, J. F.; CROWDER, M. Historical atlas of Africa. Essex: Longman, 1985; MANLEY, B. Historical Atlas of Ancient Egypt. London: Penguin, 1996.

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Professor(a): A discussão sobre o desenvolvimento e as características da cerâmica foi apresentada na p. 27.




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