Oficina de história: volume 1



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A epopeia de Gilgamesh

MUSEU BRITÂNICO, LONDRES, INGLATERRA



Fragmento de tabuleta com o épico A epopeia de Gilgamesh. Argila, Nínive, Iraque, c. VIII a.C.

A imagem acima representa o fragmento da tabuleta XI, uma versão escrita em acadiano encontrada na biblioteca do rei Assurbanipal, que narra o mito do dilúvio.

Essas narrativas chegaram até os dias de hoje através da Epopeia de Gilgamesh, considerada a obra literária mais antiga da humanidade. Sua primeira versão foi escrita em sumério por volta de 2000 a.C., a partir de transcrições ainda mais antigas.

Ela conta as aventuras de Gilgamesh, que teria vivido em cerca de 2700 a.C., reinado na cidade de Uruk e construído suas muralhas. De acordo com a lista dos reis, Gilgamesh foi o quinto rei de Uruk depois do dilúvio. Diz a lenda que o próprio Gilgamesh a escreveu, depois de suas viagens, numa placa de pedra que colocou na base das muralhas de Uruk. Entre diversas histórias consta a menção mais remota ao mito do dilúvio. Segundo a narrativa, Gilgamesh encontra o barqueiro Utnapishtim, que lhe revela como ele, sua família, parentes, amigos e animais foram salvos pelo deus Enki (deus das águas doces e da sabedoria) do terrível dilúvio. Enki pede-lhe que construa um barco para que escape da grande catástrofe promovida pelos deuses contra a humanidade.

O mito não somente exalta as virtudes e habilidades heroicas do soberano, justificando assim seu governo através do temor, como também funciona como veículo de controle e exploração das populações.



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