Oficina de história: volume 1


Tá na rede! REPRESENTAÇÃO RUPESTRE NO BRASIL



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Tá na rede!

REPRESENTAÇÃO RUPESTRE NO BRASIL

Digite o endereço abaixo na barra do navegador de internet: http://goo.gl/YCN8kO. Você pode também tirar uma foto com um aplicativo de QrCode para saber mais sobre o assunto. Acesso em: 29 abr. 2016. Em português.



Acervo digitalizado de pinturas rupestres da Fundação Museu do Homem Americano.

Os habitantes da região utilizavam, em suas pinturas, cores como o vermelho e o amarelo e deixaram uma série de representações de animais, pessoas, folhas e objetos, além de desenhos geométricos.

Há pinturas em Monte Alegre que demonstram que o uso de arpões para a pesca de peixes já existia na época. Foram encontrados também restos de tartarugas nos fósseis e há muitas representações do animal nos desenhos. Essas pinturas estão presentes em oito cavernas e sete sítios arqueológicos, espalhados ao longo dos oito quilômetros das serras do Erere e Paytuna.

Os fragmentos mais antigos de ossos humanos achados têm entre 10 mil e 9 mil anos. São dessa época também as mais antigas sepulturas da gruta. Há 7500 anos, o povo da gruta dominava a cerâmica, fato este comprovado por cacos enterrados no solo.

Os sambaquis

Segundo os estudiosos, os primeiros caçadores e coletores que habitavam o litoral brasileiro, principalmente o que se estende do atual estado do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, acampavam perto dos mangues, caçavam pequenos animais, coletavam frutos silvestres. Mas esses povos se alimentavam, sobretudo, de moluscos (ostras, mexilhões etc.) e peixes. Essa fonte de alimento era abundante e, por isso, esses povos permaneciam muito tempo num mesmo lugar.

Geralmente, as conchas abertas eram deixadas no local. Aos poucos, os restos de conchas e peixes acumulados acabavam por formar uma elevação que impedia a passagem do vento. Como o local se tornava alto e seco, os grupos humanos do litoral brasileiro costumavam erguer suas cabanas sobre esses montes. Esses locais ficaram conhecidos como sambaquis. O nome tem origem tupi e quer dizer justamente monte de mariscos (tamba: marisco; ki: amontoado).

Os habitantes dos sambaquis, os sambaquieiros, fabricavam seus instrumentos de pedra lascada, que depois esfregavam até ficarem bem lisos. Mas a maioria dos instrumentos era feita de ossos. Os sambaquieiros nos deixaram muitas pistas de sua existência. Daí a importância do sambaqui para os arqueólogos brasileiros, pois nesses sítios, através de suas várias camadas, encontramos muitos vestígios de ocupação humana de até 6 mil anos atrás. Entre essas pistas estão: sepulturas, restos de fogueira, restos de habitações, espinhas de peixes, pontas de lança, utensílios, adornos, lâminas de machados etc.






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