Oficina de história: volume 1



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Mãos à Obra

1. a) A representação é construída a partir da perspectiva do vencedor e Cortez aparece, nela, como um conquistador grandioso, responsável pela eliminação de costumes que, para o europeu, eram “selvagens”, e por ter contribuído para a difusão do catolicismo.

b) As informações de que dispomos sobre a atuação de Cortez durante a conquista do México mostram a extrema violência que empregou contra os nativos; a destruição, por seus homens, de edificações; o massacre de indígenas; a ambição pela exploração de riquezas: um perfil muito diferente, portanto, da figura gloriosa que o cronista apresenta.



2. a) No primeiro trecho: segundo a cultura e os valores do capitalismo, a conquista da riqueza, dentro dos parâmetros legais, é justa, necessária e indica sucesso profissional e pessoal. No segundo trecho: o calvinismo completou a obra da reforma iniciada por Lutero e transformou profundamente a consciência e a mentalidade das pessoas, contribuindo para facilitar e justificar o desenvolvimento do capitalismo.

b) A ética do calvinismo, que associa a ação humana à administração dos bens divinos na Terra, favoreceu a aceitação e a valorização do lucro e do sucesso financeiro, tornando-se uma das bases mentais para o desenvolvimento capitalista.



3. Entre os resultados, é possível citar: guerras religiosas; a redução do poder do papado e da Igreja de Roma; o estímulo a reivindicações camponesas; novas alianças e acordos políticos entre os príncipes germânicos; a aproximação da ética religiosa com a do capitalismo; as ações contrarreformistas (entre elas, restabelecimento do Tribunal do Santo Ofício, revisões doutrinárias, fundação da Companhia de Jesus). Entre outros fatores, podem ser citados: a expansão oceânica europeia, a conquista e a colonização da América, o Renascimento cultural e a formação das monarquias nacionais.

4. A difusão das ideias reformistas, segundo o autor, provocou o rompimento, por parte dos clérigos de diversos
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países, com o papado e o surgimento de igrejas nacionais, autônomas em relação a Roma e muitas vezes vinculadas ao poder político local e à monarquia nacional.



5. Primeiro argumento: Os indígenas não eram bárbaros, mas considerados bárbaros e selvagens pelos europeus em função das diferenças culturais entre ambos.

Segundo argumento: A guerra contra os indígenas não se justifica. Tiveram suas terras invadidas pelos europeus que, além do mais, qualificaram como idolatria suas práticas religiosas. Além disso, a prática do sacrifício humano é corriqueira na história da humanidade, sendo até comprovada no Antigo Testamento, na passagem em que Deus pede a Abraão que sacrifique seu filho Isaac.

Terceiro argumento: A antropofagia era uma prática ritual de determinadas tribos indígenas, de acordo com seus padrões civilizatórios. A antropofagia era praticada por diversos outros povos ao longo da História e encontra-se sublimada no sacramento da Eucaristia cristã.

Quarto argumento: A guerra contra os infiéis parte do pressuposto que é justo combater todos aqueles que não professam uma religião considerada como verdadeira. A religião cristã é apenas mais uma dentre diversas outras desenvolvidas ao longo da História.



6. a) O tipo de comentário citado no texto transmite a ideia de uniformidade dos indígenas americanos (todos seriam iguais, com os mesmos hábitos) e de precariedade, sugerindo que eles vivessem em estado ou condição primitiva.

b) Não, pois havia grande variedade de grupos e culturas nativas na América, e o comentário mostrado no texto os trata de forma homogênea e preconceituosa, destacando sua suposta “selvageria” e “inferioridade” perante o europeu. Dispomos de informações suficientes para afirmar que havia, na América pré-colombiana, sociedades organizadas, domínio refinado de técnicas e desenvolvimentos culturais complexos.



7. a) As reformas protestantes. A crítica à venda de indulgências.

b) Os reformistas defendiam a livre interpretação da Bíblia. A invenção da imprensa permitiu a reprodução do livro sagrado, tornando mais amplo o acesso a ele e criando a possibilidade de interpretações pessoais e múltiplas dos escritos religiosos.



8. O recurso ao trabalho compulsório foi o motor da colonização espanhola da América, gerando, por meio do emprego da encomienda ou da mita, riquezas extraídas das minas ou produzidas pelo cultivo da terra.

9. a) A colônia absorvia os elementos indesejados na metrópole, funcionando como uma espécie de área de despejo ou cadeia para aqueles que não eram considerados úteis para a sociedade portuguesa e que podiam ser aproveitados no povoamento do Novo Mundo.

b) Base inicial para o povoamento, os degredados executavam diversas funções: garimpeiros, cafetões, milicianos, desbravadores, capangas, agregados e trabalhadores braçais.



10. a) A construção de cidades planejadas, visando facilitar as atividades econômicas e o controle sobre os movimentos das riquezas e da população.

b) A igreja, devido à forte ligação do trono espanhol ao catolicismo e seu compromisso de transplantá-lo para as colônia, e o palácio do governador, simbolizando a importância e o poder da administração.



11. a) É interessante que os alunos questionem o privilégio dos militares de serem julgados exclusivamente por tribunais militares e não pela Justiça comum; o privilégio de governantes à prisão especial; a imunidade parlamentar que, muitas vezes, permite que verdadeiros criminosos possam escapar das malhas da Justiça.

b) O(A) professor(a) pode estabelecer um debate entre os alunos e propor a elaboração de argumentos contrários e favoráveis à manutenção desses privilégios.



12. a) É importante que o aluno consiga identificar os dois símbolos principais: a cruz no centro da pintura e o estandarte branco com a cruz em vermelho ao fundo.

b) Há indígenas, laicos, fidalgos e um clérigo.

c) Há indígenas com expressões de surpresa, comoção e respeito; laicos erguendo a cruz com firmeza, esforço e determinação; fidalgos em pé, observando a cena; um clérigo curvado diante dos indígenas.

d) A mensagem mais importante é de que a conquista da América se realizava em nome de Deus, simbolizada pela cruz erguida pelos homens brancos. Tal missão era levada a cabo pela aliança entre os poderes laico e eclesiástico. Outra mensagem, na pintura, é a de que os indígenas teriam aceitado pasiva e pacificamente tal ação missionária.

e) O aluno pode optar por dois caminhos. No primeiro, pode produzir um texto onde os conquistadores se esforçam em erguer a cruz, gritam e trocam palavras para coordenar e executar a tarefa; onde o padre explica aos indígenas o que significa a cruz e os fundamentos de sua religião; os fidalgos comentam ou pensam na grande obra da civilização que se inicia; os indígenas se indagam o que estaria acontecendo. Outro caminho seria o da ironia e do humor. O aluno pode aproveitar a situação para, como no texto de Cabrera Infante, desenvolver a crítica à tentativa de dominação dos brancos, estimulando o estranhamento dos indígenas diante dos vários sentidos dessas ações tão dramáticas. Na realizações e avaliação desta
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questão, o(a) professor(a) poderá também trabalhar com o(a) professor(a) de Literatura a Carta de Caminha, solicitando aos alunos que utilizem aquele estilo literário na elaboração dos diálogos.



13. a) Religiosos, nas duas laterais da imagem, queimam ídolos e símbolos produzidos nas culturas indígenas americanas. Eles mostram o esforço de imposição de novos valores e padrões culturais e religiosos.

b) Conquistadores e religiosos participaram ativa e conjuntamente do combate à idolatria praticada por povos indígenas na América de colonização espanhola. Dessa maneira, ambos buscavam garantir a supremacia dos colonizadores perante os nativos e a imposição de um domínio político e cultural que favorecesse tanto a extração de riquezas pelos europeus quanto a hegemonia religiosa católica.

c) Entre os muitos casos que podem ser citados: a destruição de monumentos budistas por membros do Talibã, no Afeganistão; a destruição de edificações católicas ou pagãs pelo Estado Islâmico, na Síria; os ataques de fundamentalistas islâmicos aos Estados Unidos e à Europa (por exemplo, o atentado ao World Trade Center, ao jornal satírico Charlie Hebdo e à casa de espetáculos Bataclan); a islamofobia de muitos ocidentais depois de 2001.




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