Oficina de história: volume 1


Atividades de pesquisa a serem desenvolvidas pelos estudantes. 4



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3. Atividades de pesquisa a serem desenvolvidas pelos estudantes.

4. e

Em Cartaz

Objetivos

Esta oficina visa explorar o filme 1492: a conquista do paraíso, enfocando os diálogos nele presentes, que se destacam por apresentar um bom panorama dos elementos que caracterizaram o início da Idade Moderna.



LUZES

Politicamente, a Reconquista possibilitou a centralização dos Estados português e espanhol sob a direção de suas respectivas monarquias, que, ao longo desse processo, contaram com o apoio da burguesia local e do papado. Esse fator contribuiu para o acúmulo de riquezas e, ao mesmo tempo, propiciou o contexto necessário para a expansão marítima com a retomada da luta pela fé, por terras e riquezas, presentes nas Cruzadas e na Reconquista. Do ponto de vista técnico, é preciso destacar o domínio de conhecimentos ligados à navegação, como os astronômicos.



CÂMERA

Além dos elementos enumerados no item anterior, o filme mostra a convergência de interesses em torno da expedição de Colombo. O genovês conseguiu mobilizar seus interlocutores – representantes da Coroa, da Igreja e outros navegadores – ao fomentar sua imaginação quanto ao que desejavam: ouro, títulos de nobreza e domínios territoriais para o reino de Aragão e Castela e para a Igreja católica. Isso criou certa convergência entre estes setores em torno de seu projeto.

No entanto, a convergência não era absoluta, e o filme apresenta inúmeros impasses na trajetória de Colombo até que conseguisse realizar sua expedição. Entre eles estão os decorrentes de sua rebeldia, por não se adequar passivamente às ordens da Igreja ou confrontar a nobreza espanhola. Em um primeiro momento, o filme retrata o encontro entre europeus e indígenas de forma pacífica, pondo em evidência a experiência de Colombo com outras culturas, como a moura, cujas técnicas de navegação assimilou. Tal experiência o faz esperar para conhecer o outro, evitando um
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choque violento decorrente da incompreensão mútua. Entretanto, a partir da segunda viagem essa relação é progressivamente alterada, com a nobreza europeia passando, aos poucos, a controlar o empreendimento colonizador, sendo a amputação da mão de um nativo por um nobre europeu a representação da carnificina que caracterizaria o processo que se seguiria.

Por fim, o filme mostra os nativos da América como possuidores de precária organização sociopolítica e sem religião própria.

AÇÃO

O termo “conquista” é mais adequado aos eventos de 1492 por revelar a intencionalidade do domínio e a exploração de novas terras por parte da Coroa espanhola. Por outro lado, é possível pensar na semelhança entre os desafios desta viagem e o modelo de guerra característico do período e que tinha como base a luta pela Terra Santa.

Como dito no item anterior, Colombo usa tal semelhança como argumento para convencer a rainha a financiar a viagem. Portanto, a palavra “paraíso”, usada no título, remeteria à visão religiosa de uma terra “prometida” por Deus, sem mal, cheia de fartura e riquezas, retratada no filme quando do primeiro contato entre Colombo, sua tripulação e os nativos. Cenas e sons representam um momento idílico. A realização de um sonho. Tal relação é alterada nas seguintes viagens e, aos poucos, os indígenas passam a ser alvo de violento tratamento, como na exploração das minas locais.

A relação entre Reconquista Ibérica e expansão marítima, no filme, passa pelas ideias já desenvolvidas nos itens anteriores: centralização política e adesão do papado e da burguesia ao projeto, em face da comunhão de interesses entre ambos e o rei.



Radar




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