Oficina de história: volume 1


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1. A mitologia atribui a fundação de Roma aos gêmeos Rômulo e Remo, gerados por Marte, o deus da guerra, e criados por uma loba. Em 21 de abril de 753 a.C., eles teriam consultado os deuses, que escolheram Rômulo para fundar a cidade. O escolhido teria traçado com um arado o perímetro das futuras muralhas. Já os arqueólogos afirmam que, na época da lendária fundação da cidade, por volta do século VIII a.C., a região de Roma era habitada por comunidades camponesas. Afirmam ainda que contribuíram para a formação da cidade as culturas urbanas de etruscos e gregos.

2. O fato de os patrícios terem o controle exclusivo do governo fazia com que os plebeus ficassem sujeitos à escravidão por dívidas e sofressem discriminação nos tribunais. Além disso, eram proibidos os casamento com patrícios, não possuíam representação política e não havia em Roma um código escrito de leis, o que facilitava o favorecimento aos patrícios. Em razão disso, os plebeus empreenderam uma luta pela igualdade política, jurídica e social.

3. O Senado representava o poder dos patrícios e, durante a República, exercia a administração, legislava, controlava as finanças públicas e definia a política externa romana.

4. As conquistas dos plebeus criaram uma aparência democrática, mas, na prática, havia uma oligarquia governante, composta de plebeus influentes que haviam unido forças com a antiga elite patrícia. Casamentos entre membros dos dois lados dessa oligarquia fortaleceram a aliança. Como geralmente se tornavam tribunos, os plebeus ricos tendiam mais para o lado ao qual deveriam opor-se do que para a defesa dos interesses dos pobres e, o mais importante, o Senado continuava sob o domínio patrício.

5. Plebeus que perderam suas propriedades em função da implantação do latifúndio escravocrata. Mergulhados na pobreza e na dívida, eles abandonavam suas terras e iam para Roma. Esses ex-agricultores passaram a fazer parte de um grande grupo marginal urbano definido como proletários, pois a única coisa que forneciam a Roma era sua prole, seus filhos.

6. Pela oposição da elite patrícia, pois a reforma agrária ameaçava suas propriedades, e pela dificuldade do Senado em aceitar uma solução para a crise política que alterasse os privilégios das elites.

7. As conquistas efetuadas pela República provocaram modificações que acabaram por levar à implantação do regime imperial. Na esfera militar, o fortalecimento do exército, via conquistas, significou a ampliação da força política dos generais, que acabaram se confrontando com o Senado pelo poder político. A ascensão de um imperador ao poder estava diretamente relacionada ao apoio do exército. Na área social, a marginalização da plebe, que pressionava o Estado, criara um problema para a República que foi habilmente manobrado por militares para obter o poder político. Além disso, as instituições romanas não haviam sido criadas para administrar tantas colônias e encontravam imensa dificuldade de se adaptar às mudanças.

8. As conquistas fortaleceram demasiadamente o exército romano. Seus generais se consideravam mais importantes que o Senado, pois a grandeza de Roma teria sido proporcionada por seus combates, e não pelas discussões senatoriais. O exército tornara-se um instrumento particular a serviço das ambições políticas dos generais.

2 O Império






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