Oficina de história: volume 1


Tá ligado?! Faça em seu caderno



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Acerca das características dos seres humanos no período Paleolítico, podemos afirmar:

I. As principais atividades desenvolvidas estavam vinculadas à captura de animais e à coleta de frutos e plantas silvestres.

II. Esses grupos humanos não desenvolveram tecnologia nem alteraram significativamente seu estado natural.

III. Devido às suas necessidades de sobrevivência, fixaram-se em áreas férteis e desenvolveram a prática da escravidão por dívidas.

No seu caderno, marque a letra que corresponde à alternativa correta:

a) Todas estão corretas.

b) Todas estão incorretas.

c) I e II estão corretas.

d) Apenas a afirmativa I está correta.

e) Apenas a afirmativa II está correta.

→ CF/H18/H27

→ conforme tabelas das páginas 8 e 9.

Resposta: d.

O CONTROLE DO FOGO

Entre todas as técnicas e todos os conhecimentos desenvolvidos pelos nossos antepassados, o controle do fogo figurou como um dos mais importantes. As comunidades humanas que conseguiram realizar a preservação e a produção do fogo tiveram suas dinâmicas alteradas.

Num primeiro momento, o fogo produzido por queimadas naturais ou pela descarga de raios era mantido em pequenas fogueiras permanentes. Posteriormente, há cerca de 500 mil anos, desenvolveram-se técnicas para produzir o fogo. Esfregavam-se pedaços de madeira ou então se construíam pequenas engrenagens de madeira em forma de broca que, pelo atrito, também produziam o fogo.

Aquecidos pelas fogueiras, os grupos de hominídeos podiam suportar melhor as noites frias e, com isso, deslocar-se e adaptar-se a outras regiões, de temperaturas mais baixas que as predominantes na maior parte do continente africano.

Graças ao fogo, as cavernas e os acampamentos ficavam aquecidos. Com isso, nossos antepassados podiam
cozinhar alimentos, proteger do
frio, defender-se de grupos rivais, utilizando o fogo como arma, e desenvolver a fundição de metais.

CENAS NAS CAVERNAS

O filósofo grego Platão escreveu, no século IV a.C., uma das mais interessantes metáforas acerca do conhecimento e do papel da educação para os seres humanos.

Em uma das passagens de A República, ele imagina um grupo que, desde a infância, teria vivido no interior de uma caverna. Acorrentados pelas pernas e pescoço, de costas para a sua entrada, estavam forçados a olhar para as paredes de fundo da caverna.

Atrás deles, uma fogueira que projetava sombras nas paredes. Entre a fogueira e os prisioneiros, um pequeno caminho por onde outros seres humanos circulavam com objetos e ferramentas.

Os prisioneiros só conseguiriam ver as sombras deformadas e projetadas na parede. Escutavam vozes e ruídos que associavam às sombras. Não tinham acesso à realidade, mas apenas a projeções do mundo real.

A metáfora elaborada por Platão completa-se com a soltura de um dos prisioneiros e os efeitos que a visão da fogueira, dos objetos das cavernas e de todo o mundo fora dela lhe provocaria. Platão elaborou uma engenhosa forma de exemplificar o papel da filosofia, da razão e da produção do conhecimento para os seres humanos. Um pouco da filosofia grega será assunto do capítulo 2 deste livro.


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A arte rupestre

Para além das sombras dessa bela passagem de Platão, muitas paredes de cavernas e áreas rochosas foram cobertas por outras imagens. Grupos de Homo sapiens sapiens, por volta de 40 mil anos atrás, registraram suas vidas cotidianas, cenas de caçadas, suas famílias, bandos, rituais e até mesmo emoções. Esse conjunto de registros e desenhos é conhecido como arte rupestre (do latim rupes, parede de rocha).

As substâncias utilizadas para coloração dos desenhos eram obtidas a partir da extração de pigmentos coloridos de plantas, sangue de animais abatidos, além de óxidos minerais como dióxido de ferro (de onde se extraíam tons de vermelho, castanho e amarelo), dióxido de manganês, carvão vegetal, ossos queimados (de onde se extraíam tons de preto e cinza) e caulino (branco).

Esses elementos eram amassados e misturados com gordura de animais, urina, fezes, ou resinas de árvores. A mistura era aplicada na superfície com penas de aves, os dedos ou espátulas de madeira ou de palha.

Linguagem, cultura e sobrevivência



A linguagem humana pode ser definida como um complexo sistema de comunicação baseado em regras sobre os usos e significados de símbolos e sinais. No período Paleolítico os seres humanos desenvolveram a linguagem oral, que permitiu a difusão de conhecimentos, experiências e sentimentos. Nesse processo de milhões de anos, a fala foi o fator decisivo para a transmissão aos descendentes dos conhecimentos necessários à sobrevivência da espécie e para o desenvolvimento da cultura.

SUNSINGER/DEPOSIT PHOTOS/GLOW IMAGES






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