Oficina de história: volume 1



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Verificação de leitura 1 conforme tabelas das páginas 8 e 9.

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1 Explique o que eram as feitorias. DL/SP/H7/H16

2 Por que a expansão marítima não abalou a posição social da aristocracia ibérica? DL/SP/H11

3 Quais eram as características fundamentais das sociedades do Antigo Regime? DL/SP/H11/H12

4 Qual era o conceito de honra predominante nas sociedades ibéricas? Por que tal conceito depreciava os trabalhos manuais? DL/SP/CA/H9/H11/H21

5 Por que a península Ibérica tornou-se uma região de trânsito de riquezas? DL/SP/CA/H11/H15
Página 258

2 Absolutismos

No final da Idade Média, conforme o poder monárquico se fortalecia, diversos pensadores passaram a afirmar a necessidade de o Estado concentrar o comando da política e o domínio sobre a sociedade. Para eles, era importante que os reis impusessem seu controle absoluto, pois assim evitariam ou limitariam as disputas e os conflitos internos.

Esse poder pleno dos reis era justificado de muitas maneiras. Para alguns teóricos, ele era oriundo de Deus. Outros o consideravam uma forma de impedir que os homens se autodestruíssem. Também houve quem afirmasse que o monarca deveria ser hábil e prudente na condução dos assuntos públicos, para governar com tranquilidade e evitar ameaças de golpes e usurpação do poder.

Espanha, França e Inglaterra, por exemplo, viveram, entre os séculos XVI e XVIII, sob as ordens de reis dotados de amplos poderes. Desde o século XIX, esse tipo de Estado é chamado de "absolutista", mas o termo não existia na época: os defensores da concentração dos poderes pelos monarcas utilizavam principalmente a noção de "soberania".

Os soberanos podiam fazer as leis e realizar julgamentos, dominavam os parlamentos e a administração pública, exerciam o comando militar e o religioso. Definiam o acesso à nobreza, atribuindo ou vendendo títulos, e a controlavam por meio da concessão de benefícios e privilégios. Estimulavam a ascensão financeira da burguesia e, ao mesmo tempo, limitavam seu acesso a cargos políticos.

No entanto, os poderes dos reis não eram de fato ilimitados. Muitos fatores contribuíam para reduzir sua esfera de atuação, como o respeito a determinadas tradições e a leis intocáveis, como a da sucessão monárquica. Mesmo os governantes que conseguiram reunir mais poderes em suas mãos não atingiram a plenitude da soberania.

O FORTALECIMENTO DOS PODERES MONÁRQUICOS

"Monarca Universal", "Campeão da Cristandade", "Rei Venturoso", "Rei Messiânico", "Rei-Sol". A partir do século XVI, tais denominações foram utilizadas para designar alguns dos mais poderosos monarcas europeus.

A perda de poder e prestígio do papado nos séculos XIV e XV correspondeu ao fortalecimento de monarquias. Na Inglaterra, desde o século XIV, coincidindo com o início da Guerra dos Cem Anos (1337-1453), a Coroa controlava as nomeações de bispos e as finanças da Igreja inglesa, com a justificativa de que o poder pontifício estava submetido à monarquia francesa e os repasses de recursos poderiam ser utilizados na guerra contra a Inglaterra. Desde 1438, a nomeação dos bispos franceses era realizada pelos reis da França, o que seria consolidado definitivamente em 1516, com a Concordata de Bolonha.






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