Oficina de história: volume 1


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A sociedade ibérica durante o Antigo Regime era uma verdadeira civilização teatral, na qual cada um representava o seu papel, como se estivesse num grande palco. O prestígio deveria inebriar os olhos, ser visível a todos. A esse respeito:

a) A Espanha era dominada pelos valores burgueses e Portugal mantinha-se fortemente apegado aos ideais cristãos.

b) O luxo e a ostentação eram hábitos culturais da burguesia que influenciavam os setores aristocráticos.

c) Exibir-se à altura de sua honra e títulos de nobreza era motivo de orgulho para o fidalgo da península Ibérica.

d) Em razão dos empreendimentos coloniais, a nobreza de Portugal articulou-se à burguesia diminuindo o poder político e social do clero.

e) Durante o Antigo Regime, a moda foi um expediente utilizado pela burguesia para tentar ridicularizar a nobreza, apegada às tradições.

→ DL/H11/H15

→ conforme tabelas das páginas 8 e 9.

Resposta c
Página 256

OS PRIMEIROS SINAIS DA CRISE ECONÔMICA IBÉRICA

Com todo esse ambiente, não é de estranhar a recusa e a desonra que cercavam o trabalho manual. Antes de tudo, ele era a antítese da virtude e da honra. Necessário à sociedade, mas inconcebível aos setores da nobreza, o trabalho depreciado contribuiu para marcar o posterior desenvolvimento das sociedades ibéricas e das suas possessões coloniais.

A hegemonia ibérica durou apenas até a primeira metade do século XVII. Os gastos imensos com a defesa dos seus territórios e com os Estados monárquicos consumiram boa parte dos rendimentos coloniais. A península Ibérica tornava-se uma região de trânsito de riquezas, que teriam por destino banqueiros estrangeiros e outros Estados europeus.

Assim sendo, foram escassas as iniciativas para estimular a agricultura e os setores manufatureiros, apesar de muitos representantes das sociedades ibéricas questionarem a situação econômica de seus reinos.

Um embaixador veneziano que desempenhava suas funções na península relatou a opinião corrente na época: "acerca desse metal precioso que das Índias vem para Espanha, dizem os espanhóis e não sem razão que ele é em Espanha como a chuva nos telhados – escorre por ela e corre para fora".

Com uma dependência exagerada do ingresso dos metais do México e do Peru, e constantemente fustigado nos mares e em seus domínios coloniais, o Império espanhol viu-se em apuros com o declínio das atividades mineradoras da América no início do século XVII.

Para os portugueses os problemas apresentaram-se bem antes. A extremada dispersão geográfica de seu império trazia dificuldades para a defesa de seus domínios, tornando-os vulneráveis às investidas estrangeiras. No Oriente, mercadores turcos, ingleses e venezianos disputavam o controle dos principais entrepostos comerciais e avançavam sobre suas possessões. Atacados por forças muçulmanas, os portugueses tiveram de abandonar o norte da África e, em outras partes do continente, viviam sendo atacados pelos ingleses. Além de todas essas dificuldades, a excessiva oferta de especiarias levou a uma queda acentuada dos preços desses produtos no mercado mundial. A retração econômica e os primeiros sinais de crise manifestavam-se claramente.



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