Oficina de história: volume 1


A empregada da cozinha e a ceia em Emaús



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A empregada da cozinha e a ceia em Emaús, Diego Velázquez. Óleo sobre tela, 1617-1618.

a) Registre em seu caderno os planos e as divisões horizontais e verticais do quadro. Pode-se definir essa pintura como barroca? Justifique. DL/CF/H1/H5

b) Observe atentamente o quadro, a disposição da mesa de Cristo com os apóstolos, e elabore um pequeno texto/comentário destacando as possíveis relações:

• entre a riqueza europeia e a escravidão americana; DL/CF/SP/H9

• entre o trabalho escravo e as justificativas religiosas. DL/CF/SP/H2

3 O padre Vieira apresentou, em um de seus sermões, uma espécie de autocompreensão da ação evangélica no Novo Mundo. A precisão das palavras e dos verbos que expressam os movimentos de um escultor revelam um extraordinário domínio da língua portuguesa, da qual Vieira foi considerado, pelo poeta Fernando Pessoa, o "imperador". Leia o texto e depois responda às questões propostas:

"Concedo-vos que esse índio bárbaro e rude seja uma pedra: vede o que faz em uma pedra a arte. Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas, tosca, bruta,

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dura, informe, e depois que desbastou o mais grosso, toma o maço, e o cinzel na mão, e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda: ondeia-lha os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afia-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos: aqui desprega, ali arruga, acolá recama: e fica um homem perfeito, e talvez um santo, que se pode pôr no altar".

VIEIRA, Antônio. "Sermão do Espírito Santo". Sermões, Porto: Lello & Irmão, 1959. v. V. p. 424.

a) A arte que faz do indígena um homem, na visão de Vieira, é uma forma de substituir, metaforicamente, a catequese? Por quê? DL/CF/SP/CA/H1/H11

b) A ação do colonizador-missionário é semelhante à criação do homem por Deus? Justifique. DL/SP/CA/H7/H8

c) A Igreja pode ser considerada uma forma de Purgatório para os indígenas? Por quê? DL/CF/SP/CA/H1

4 No início do século XVIII, o jesuíta André João Antonil transcrevia um provérbio, segundo ele corrente na Colônia: "O Brasil é o inferno dos negros, purgatório dos brancos e paraíso dos mulatos e das mulatas".

Explique, separadamente, as condições vividas na Colônia que permitiram cada uma das associações:

a) negro – inferno DL/CF/SP/CA/H1/H2/H11

b) branco – purgatório DL/CF/SP/CA/H1/H2/H7/H11

c) mulatos/mulatas – paraíso DL/CF/SP/CA/H1/H2/H11

Contexto: O documentário toca em dois dos principais problemas brasileiros: o passado escravista e a desigualdade social. Apesar da participação de intelectuais e cientistas sociais, a montagem do filme não escapa de alguns estereótipos que devem ser analisados criticamente com os alunos.

Em Cartaz Faça em seu caderno






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