Oficina de história: volume 1


Tá na rede! BREVÍSSIMA RELAÇÃO DA DESTRUIÇÃO DAS ÍNDIAS



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BREVÍSSIMA RELAÇÃO DA DESTRUIÇÃO DAS ÍNDIAS

Digite o endereço abaixo na barra do navegador de internet: http:// 213.0.4.19/servlet/SirveObras /12817291026719384321435/ index.htm. Você pode também tirar uma foto com um aplicativo de QrCode para saber mais sobre o assunto. Acesso em: 29 abr. 2016. Em espanhol.



Biblioteca virtual do Instituto Miguel de Cervantes disponibiliza a obra de Bartolomé de Las Casas.

A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL ESPANHOLA

O controle sobre os Impérios Asteca e Inca no início do século XVI propiciou, além da exploração agrícola, o acesso às abundantes minas de ouro e prata que enriqueceram a Coroa espanhola e sustentaram sua empresa colonial. Mais ainda, as enormes quantidades de metais preciosos permitiram o financiamento da mais poderosa máquina militar europeia da época.

Estruturada principalmente sobre a exploração da mão de obra indígena, a conquista espanhola possuía recursos para empreender a edificação de um imponente conjunto de fortificações militares, concentrado principalmente na Mesoamérica e no Caribe, que se estendia do Prata até a Flórida, ocupando pontos estratégicos do litoral do Oceano Pacífico. Mesmo assim, todo o aparato defensivo mostrou-se insuficiente para impedir as incursões e o estabelecimento de franceses, ingleses e holandeses.

A Casa de Contratação e o Conselho das Índias

Nos primeiros anos do século XVI, a Coroa espanhola criou a Casa de Contratação, sediada em Sevilha, que passava a ser o único porto em que as embarcações oriundas da América ou a ela destinadas podiam atracar. Dessa forma, a Casa de Contratação tinha maior facilidade para regular o tráfego atlântico, cobrar os tributos sobre as mercadorias enviadas às colônias, e delas procedentes, e reduzir os desvios de recursos e o contrabando.

Duas décadas depois, começou a operar o Conselho das Índias, que era composto por nomes designados pelo monarca espanhol e devia acompanhá-lo e assessorá-lo nas decisões relativas ao além-mar. Cabia ao Conselho, entre outras incumbências, legislar sobre as colônias e indicar os altos funcionários que nelas atuariam.

A divisão político-administrativa

Nas primeiras décadas depois da conquista da América, cada região da colônia era dirigida por um governador designado pelo rei. Eles exerciam simultaneamente as funções militares, jurídicas e administrativas.

O rei e o Conselho das Índias preocupavam-se, porém, com a excessiva autonomia desses governadores, que visavam mais o enriquecimento pessoal rápido que os interesses da metrópole.
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Ansiosa por aumentar a arrecadação de tributos e ampliar as atividades comerciais com a América, a Coroa estabeleceu, a partir da década de 1530, mecanismos administrativos que lhe assegurassem maior controle. O território foi dividido, inicialmente, em dois vice-reinados.

Os vice-reinados e as Audiências

O Vice-Reinado da Nova Espanha, criado em 1535, abrangia as ilhas espanholas do Caribe, parte da América Central e áreas dos atuais México, Venezuela, Flórida e Califórnia.

O Vice-Reinado do Peru, criado nove anos depois, incluía as terras desde a atual Colômbia até o sul do continente, abrangendo também os territórios que hoje correspondem a Panamá, Equador, Bolívia, Peru, Paraguai, Chile, Argentina e Uruguai.

Os vice-reis eram nobres indicados pelo Conselho das Índias e deviam impor sua autoridade aos governadores locais. Além das tarefas administrativas, eles, auxiliados por funcionários vindos da metrópole, controlavam o recolhimento de tributos e lideravam as Audiências, órgãos responsáveis pela administração da justiça e pelo exercício do poder político.

A principal preocupação da Coroa era ampliar a vigilância e evitar o desvio de recursos. Para tanto, recorria também aos ouvidores, que deviam fiscalizar a atuação dos vice-reis e informar ao Conselho qualquer atividade ilegal existente na colônia.

Todo esse aparato burocrático, porém, não impedia que a corrupção persistisse na administração colonial, inclusive porque os próprios ouvidores envolviam-se em práticas ilícitas.

As relações entre os funcionários da Coroa e os representantes da Igreja constantemente se misturavam e havia disputas entre setores sociais e áreas da administração, tornando ainda mais complexo, e muitas vezes confuso, o funcionamento administrativo da colônia.

No século XVIII, os dois primeiros vice-reinados foram desmembrados, novamente com o intuito de facilitar o controle metropolitano, e surgiram o Vice-Reinado da Nova Granada (1717), que reunia os atuais Panamá, Colômbia, Venezuela e Equador, e o Vice-Reinado do Rio da Prata (1776), com as terras hoje pertencentes a Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.






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