Oficina de história: volume 1


Linha do tempo (adaptada)



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Linha do tempo (adaptada)

AMÉRICA COLONIAL

ANOS

1502▾

Primeiras feitorias portuguesas no Brasil.



1504▾

Estabelecimento do primeiro bispado na América na Ilha Hispaniola.

1506▾

Primeiro engenho de açúcar na América, na região das Antilhas.



1516▾

Primeiras experiências de lavoura canavieira no Brasil.

1519▾

Tropas espanholas conquistam o México.



1530▾

Criação do sistema de capitanias hereditárias no Brasil.

1532▾

Fundação da vila de São Vicente.



1533▾

Tropas espanholas tomam Cuzco, capital do Império Inca.

1534▾

Constitui-se o Vice-Reinado do México e Nova Espanha na América espanhola.



1536▾

Fundação de Buenos Aires.

1540▾

Fundação da cidade de Santiago (Chile).



Frei Bartholomé de las Casas escreve Brevíssima Relación de la destrucción de las Indias.

1548▾


Instituição do governo-geral na América portuguesa.

1555▾


Fundação da França Antártica na região da baía de Guanabara.

1560▾


Expulsão dos franceses da Guanabara.

1565▾


Fundação da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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trado por alguns donatários, que sequer vieram conhecer suas capitanias, provocaram o fracasso da experiência colonizadora. A principal dificuldade estava em estabelecer uma atividade econômica estável que sustentasse a ocupação e o povoamento. Muitos donatários também não conseguiram administrar suas capitanias, pois arcavam sozinhos com a responsabilidade da segurança e da administração, entre outras. A extração de pau-brasil dependia da disposição do indígena, que, como vimos anteriormente, tinha outras referências de cultura. Por mais que o trabalho eventual de derrubada das árvores de pau-brasil estivesse integrado à vida dos nativos, em pouco tempo o recebimento de bugigangas europeias deixou de despertar seu interesse.

Apenas as capitanias de Pernambuco e São Vicente tiveram desempenho satisfatório, resultado da implementação mais sistemática do cultivo da cana-de-açúcar, o que já apontava a solução para o controle efetivo das novas possessões.

O GOVERNO-GERAL

Em razão dos insucessos do sistema de ocupação e exploração adotado e por considerar excessivo o poder dos donatários, a Coroa decidiu criar, em 1548, o governo-geral, numa tentativa de centralizar a política de exploração dos domínios americanos. A instituição do governo-geral limitou o poder dos capitães donatários, que ficavam submetidos à nova instância administrativa. O governador-geral, escolhido e nomeado diretamente pelo rei, era incumbido da defesa militar interna e externa, da Justiça, da arrecadação dos tributos devidos à Coroa, do estímulo às atividades econômicas e à fundação de vilas e povoações.

Os governadores-gerais tiveram dificuldades para impor sua autoridade, por causa da resistência dos capitães donatários e dos fazendeiros e da extensão do território a ser administrado. O dilema da centralização administrativa repousava no fato de, além de atrair colonos e mantê-los nos domínios de além-mar, exigia controlá-los e governá-los. Assim, enquanto alguns poderes eram retirados das mãos dos capitães donatários e fazendeiros, estabeleceram-se órgãos e instituições em que eles pudessem participar do exercício da política e da administração.

Nas vilas e cidades coloniais foram criadas as câmaras municipais, encarregadas das funções administrativas, judiciais, policiais e financeiras locais. Nas eleições de seus ocupantes só podiam participar os chamados




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