Oficina de história: volume 1



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1 Aponte as motivações econômicas e religiosas que estimularam portugueses e espanhóis a aventurar-se por mares desconhecidos. DL/SP/H7/H8

2 Em 1492, os espanhóis conquistaram o último reduto islâmico da península Ibérica, o Reino de Granada. Meses depois, patrocinaram a viagem de Colombo, que abriria uma nova fase na História. Explique por que a expansão marítima pode ser entendida como um prolongamento da Reconquista. Em quais aspectos esses dois conjuntos de acontecimentos históricos são semelhantes? DL/CF/SP/CA/H7/H8
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2 Os negros da terra

A história das terras que os conquistadores batizaram como América não começou com a chegada dos europeus, nos séculos XV e XVI. No primeiro capítulo, analisamos três hipóteses fundamentais, que tentam explicar a primeira ocupação humana do continente. Depois do encerramento dessa primeira ocupação, há cerca de 10 mil anos, ocorreram novos deslocamentos populacionais e surgiram diversos grupos, com níveis distintos de organização social. Alguns deles viviam em regime de clãs, outros construíram sociedades amplas e complexas, como os Maias, ou impérios, como os incas e os mexicas.

Esses povos dominavam o continente antes da conquista, no chamado período pré-colonial. Quando os navegadores "descobriram" a América, iniciou-se o período colonial.

OS MAIAS

As terras da Mesoamérica foram ocupadas por volta de 10.000 a.C. A fertilidade do solo e as boas condições climáticas estimulavam a prática da agricultura e atraíram, após 5000 a.C., novos habitantes. Os olmecas, um dos principais povos que viveram na região, fixaram-se nas áreas litorâneas do Golfo do México, desde aproximadamente 1200 a.C. Cerca de quatro séculos depois, os maias estabeleceram-se mais ao sul, na faixa que vai da península de Yucatán (atual México) até áreas que hoje pertencem a Honduras, Nicarágua e Costa Rica.

A partir de 1000 a.C., iniciou-se um processo acelerado de urbanização. As novas e maiores cidades provocaram o crescimento do comércio e passaram a representar a base da organização social mesoamericana. Elas eram interligadas por estradas pavimentadas e havia circulação regular de comerciantes entre elas. Os núcleos urbanos situados nas margens de rios ou do mar valiam-se também de formas de transporte aquático.

A carência de documentos impede uma datação mais precisa, mas acredita-se que os maias assumiram o controle da região no século II d.C. Embora muitos autores falem em "império maia", os maias jamais tiveram uma estrutura política unificada e centralizada. Ocasionalmente, as cidades organizavam-se em confederações, sob a liderança de uma delas, que assumia o controle temporário das cidades vizinhas. Mas, na maior parte do tempo, essas cidades eram independentes entre si e dispunham de autonomia administrativa.

As cidades eram centros religiosos e políticos. Lá se construíam os locais de celebração religiosa e moravam a família real e os servidores do Estado, inclusive os coletores de impostos. Elas eram abastecidas por alimentos que vinham da área rural, onde a maior parte da população se abrigava em habitações de madeira.

O milho era o principal produto, mas também se cultivavam abóboras, cacau, abacate, mandioca, diversos tipos de feijões e de pimentas, além de tabaco e algodão. A técnica predominante de cultivo era a coivara, em que a






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