Oficina de história: volume 1



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Cristóvão Colombo

Colombo chegou a Lisboa em torno de 1479. Leitor de narrativas de viagens, principalmente as do veneziano Marco Polo, Colombo acreditava, como outros navegadores e cartógrafos da época, na possibilidade de alcançar o Oriente a partir do oceano Atlântico. Entre os mais influentes estava o cosmógrafo Paulo Toscanelli, que enviara carta ao rei português, em 1474, tratando da viabilidade da navegação do Atlântico, da circularidade da Terra e de seus planos para alcançar as riquezas das Índias de maneira mais fácil que contornando o continente africano. Em 1484, Cristóvão Colombo submeteu um plano baseado nas reflexões de Toscanelli ao rei d. João II, que o recusou em função da exploração da costa africana, àquela altura já bastante adiantada. No ano seguinte, seguiu para a Espanha, onde, seis anos depois, conseguiu apoio para empreender sua viagem pelo Atlântico. É curioso que o monarca português, mesmo recusando a proposta de Colombo, tenha autorizado entre 1486 e 1487 uma expedição a oeste e concedido o direito de exploração das terras que viesse a descobrir. No século XV, já era conhecida em Portugal a obra do Cardeal d'Ailly, intitulada Imago Mundi, que sustentava ser pequena a distância pelo Atlântico entre a Espanha e as Índias. Além disso, acreditava-se, pela circulação de narrativas das viagens de São Brandão, que o Atlântico Norte contivesse ilhas afortunadas. Mesmo assim, os esforços portugueses concentraram-se na rota africana, e os conselheiros de d. João II, cartógrafos e conhecedores das artes náuticas, desaconselharam a aventura de Colombo.



PHILIP SPRUYT/STAPLETON COLLECTIONS/CORBIS/2003






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