Oficina de história: volume 1


Tá na rede! NAVEGAÇÕES PORTUGUESAS



Baixar 10.24 Mb.
Página252/556
Encontro08.10.2019
Tamanho10.24 Mb.
1   ...   248   249   250   251   252   253   254   255   ...   556
Tá na rede!

NAVEGAÇÕES PORTUGUESAS

Digite o endereço abaixo na barra do navegador de internet: http://goo.gl/WmojDg. Você pode também tirar uma foto com um aplicativo de QrCode para saber mais sobre o assunto. Acesso em: 29 abr. 2016. Em português.



Página temática do Portal do Instituto Camões sobre as navegações portuguesas.



ÁFRICA (SÉCULO XV)

MÁRIO YOSHIDA

Fonte: Elaborado com base em BLACK, J. (Org.). World history atlas. London: Dorling Kindersley, 2008; SMITH, S. Atlas de l'Afrique. Paris: Autrement, 2005
Página 185

A EXPANSÃO ESPANHOLA

A segunda metade do século XV havia sido, para o reino de Castela, um período especialmente difícil, marcado pela instabilidade política e pelas lutas de Reconquista.

No princípio do século seguinte, porém, tudo havia mudado: em 1492, a última resistência muçulmana, em Granada, foi derrotada. No mesmo ano, os judeus foram expulsos do território reconquistado. Os cristãos, duplamente vitoriosos, consolidavam assim sua união, decorrente das lutas contra os inimigos políticos e religiosos.

O ano de 1492 trouxe outra novidade: a chegada das embarcações castelhanas à América. No dia 12 de outubro, quando a expedição liderada por Cristóvão Colombo aportou na ilha de Guanaani (São Salvador), iniciava-se outro tempo para Castela, uma nova missão religiosa, com novas perspectivas de expansão territorial e comercial.

Colombo registrou, em vários trechos de seus diários, que seu maior propósito era obter riquezas para que os cristãos pudessem lutar pela retomada da Terra Santa. Seu desejo de uma nova cruzada revelava um traço importante da expansão marítima ibérica: as mesmas pessoas que desenvolviam cálculos matemáticos e instrumentos de precisão, que projetavam embarcações capazes de cruzar o oceano, viviam imersas em crenças mágicas e obsessões religiosas.

Religiosidade e política, fabulações, magia e negócios conviviam nas caravelas e desembarcaram no Novo Mundo. Nas cortes europeias, encenavam-se peças teatrais em que deuses e demônios se enfrentavam. A maioria das pessoas acreditava em práticas de magia e se maravilhava diante de criaturas fabulosas. Os homens que navegavam com Colombo tremiam diante de sinais de mau agouro: determinadas aves no céu, os fogos e as lavas na boca dos vulcões da ilha de Tenerife.

Novas terras

Colombo supôs, em 1492, que tivesse chegado à Ásia. Muitos de seus contemporâneos celebraram a abertura da nova rota marítima para o Oriente. Apenas em 1507 se reconheceu que eram outras terras, depois batizadas de América, em homenagem ao navegador Américo Vespúcio. Vespúcio havia cruzado o Atlântico mais de uma vez desde o fim do século XV. Veio, inclusive, ao Brasil, em 1502, dois anos depois da expedição de Cabral. No retorno dessa viagem, atestou pioneiramente, a partir de cálculos e descrições, que as terras conquistadas não pertenciam às Índias: eram de um novo continente.




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   248   249   250   251   252   253   254   255   ...   556


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal