Oficina de história: volume 1


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(Mackenzie-SP) As razões do pioneirismo português na expansão marítima dos séculos XV e XVI foram:

a) a invasão da península Ibérica pelos árabes e a conquista de Calicute pelos turcos.

b) a assinatura do Tratado de Tordesilhas por Portugal e pelos demais países europeus.

c) um Estado liberal centralizado, voltado para a acumulação de novos mercados consumidores.

d) as guerras religiosas, a descentralização política do Estado e o fortalecimento dos laços servis.

e) uma monarquia centralizada, interessada no comércio de especiarias.

→ DL/SP/H8

→ conforme tabelas das páginas 8 e 9.



Resposta e

Viagens portuguesas: povos e lendas

A partir de 1415 os portugueses realizaram uma série de viagens de curta distância pelo oceano Atlântico e ao longo da costa ocidental africana. Nessas viagens toma- ram conhecimento da existência de diversas ilhas e arquipélagos (Madeira, Açores, Cabo Verde e São Tomé), e nelas desenvolveram a produção de açúcar, preciosa mercadoria da época. Em 1434, após 15 tentativas sem sucesso, dobraram o Cabo Bojador, primeiro grande obstáculo em direção ao sul. Tratava-se de uma região que amedrontava os marinheiros pela presença de fortes ondas e de constantes nevoeiros.

Nas décadas seguintes, as áreas de população negra, situadas abaixo do rio Senegal, passaram a ser visitadas pelos portugueses e tornaram-se a primeira fonte de escravizados para o intenso tráfico que iria desenvolver-se posteriormente. Além de pessoas escravizadas, o comércio africano apresentava ouro, marfim e pimenta para Portugal. Com o reinado de d. João II, iniciado em 1481, um grande projeto começava a ser colocado em prática: contornar o continente africano e estabelecer uma rota alternativa para as Índias. Seis anos depois, d. João II enviava Afonso de Paiva e Pero Covilhã com o objetivo de estabelecer contato com o fantasioso reino de Preste João, cujas maravilhas alimentavam o imaginário dos homens da época e cujo poder seria fundamental para conquistar a Terra Santa junto aos muçulmanos. A expedição chegou ao Oriente pela Palestina e, apesar de não conseguir localizar o reino lendário, trouxe informações sobre o continente asiático, suas riquezas e suas rotas mercantis. Em 1488, o navegador Bartolomeu Dias conseguia alcançar o extremo sul do continente africano, contornando o Cabo das Tormentas, denominado, a partir de então, Cabo da Boa Esperança. O caminho para os mistérios e riquezas das Índias estava aberto aos portugueses.

ÁFRICA: CARAVANAS E CARAVELAS PELA DISPUTA DO CONTINENTE

No início do século XV, as caravanas de camelos que cortavam o norte da África ainda não tinham conhecimento da presença das caravelas que passavam a atracar na costa ocidental africana.

Ao longo de cerca de 60 anos, os portugueses exploraram o litoral numa série de viagens que ficaram conhecidas como Périplo africano. À medida que atingiam novas regiões, criavam as feitorias, pequenas fortalezas situadas em pontos do litoral, onde trocavam mercadorias europeias por produtos locais. As caravelas passaram a se articular ao imenso sistema mercantil de rotas fluviais e terrestres que interligavam a Senegâmbia e o golfo da Guiné.
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O comércio do continente africano estava voltado para o interior, utilizando o litoral somente para a pesca costeira. Com a chegada das caravelas portuguesas, tal comércio passou a voltar-se para o oceano. As caravelas europeias redirecionaram o comércio a longa distância, deslocando as trocas terrestres para o movimento da economia mundial através do oceano Atlântico. Entre os produtos importados mais procurados pelo mercado subsaariano estavam os cavalos e as armas de fogo. A importação de cavalos na África subsaariana, trazidos primeiramente pelos árabes no século XIV, proporcionou o fortalecimento de uma cavalaria de guerra. As constantes disputas pelo controle do comércio, pela dominação política, pela posse de territórios para pastagens, ou ainda como símbolo de poder, faziam do cavalo um elemento importante para algumas sociedades africanas. A importação de cavalos, juntamente com as armas de fogo (mosquetes, espingardas) e pólvora, contribuiu para o fortalecimento da atividade mercantil de escravizados e do tráfico negreiro numa escala jamais atingida.

Em finais do século XVI, para os europeus, a importância econômica do continente residia, principalmente na sua população, adquirida como mercadoria que expandiria os negócios das Américas.



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