Oficina de história: volume 1



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DE OLHO NOS CONCEITOS

Territorialização das expressões religiosas

Expansão feudal

Feitoria

Tráfico negreiro

Eurocentrismo



Antropofagia

Os conceitos podem ser usados como sondagem dos conhecimentos prévios, ponto de partida para um percurso conceitual para o capítulo e/ou verificação de aprendizagem. Sugerimos a elaboração de um glossário conceitual por parte dos estudantes.

DAVID DAVIS/GRUPO KEYSTONE



Pirâmide de Kukulcán. Cidade de Chichén-Itzá, Península de Yucatán, México.
Página 180

1 A Reconquista e a Expansão Marítima

Como vimos no capítulo anterior, a Reforma Gregoriana impusera uma vitória parcial do Papado com a afirmação de sua soberania absoluta sobre todos os domínios e a sua dupla autoridade, espiritual e temporal, sobre reis e imperadores. Reafirmava-se, sob o agostinismo político, a supremacia do poder espiritual.

No entanto, no século XIV, o poder pontifício vivenciaria uma profunda crise com o "Papado de Avinhão", de 1309 a 1377 (período em que a sede papal foi transferida para Avinhão, na França), e com os cismas de 1378 a 1417 e de 1438 a 1449, quando coexistiram dois e até três papas, que dividiam a liderança espiritual da cristandade do Ocidente.

A perda de prestígio e poder do Papado correspondeu ao fortalecimento das unidades monárquicas, que ganharam terreno nas sucessivas escolhas da suprema autoridade eclesiástica e permitiram a retomada gradativa do controle da indicação dos bispos em seus territórios.

A transferência de atribuições da Igreja para a esfera das monarquias provocou a territorialização das expressões religiosas, num contexto de divisão interna da cristandade que culminaria nas Reformas Protestantes do século XVI. A esta altura, forjava-se o conceito de soberania associado às monarquias e a um poder territorial definido, fazendo o sentimento de lealdade aos Estados superar os vínculos ao Papado e às comunidades locais. Gradativamente, a Igreja deixava de ser um Estado dentro de Estados e passava à condição de mais um Estado entre os outros Estados. Procurava manter, a todo custo, de forma simbólica ou efetiva, sua importância diante dos poderes reais, aproximando-se de determinadas coroas ao mesmo tempo que explorava também suas rivalidades e procurava arbitrar suas contendas.

Não por acaso, nas regiões que sediaram os poderes de pretensão universalista – o Sacro Império no caso da Alemanha, e o Papado no caso da Itália –, os poderes monárquicos não se consolidaram, a não ser no século XIX, já num contexto completamente diverso.

O pioneirismo de Portugal e Castela na expansão marítima foi facilitado pelos problemas das monarquias francesa e inglesa envolvidas na Guerra dos Cem Anos e pela expansão feudal traduzida em termos ibéricos pela Reconquista.

Linha do tempo (adaptada)




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