Oficina de história: volume 1


Cavalaria marchando para a guerra, anônimo. Iluminura extraída do manuscrito



Baixar 10.24 Mb.
Página229/556
Encontro08.10.2019
Tamanho10.24 Mb.
1   ...   225   226   227   228   229   230   231   232   ...   556
Cavalaria marchando para a guerra, anônimo. Iluminura extraída do manuscrito History of Cyrus of Persia, 1470-1480.

Maquiavel e o Estado

Bom para os amigos, terrível para os inimigos, justo com os súditos e infiel a todos os outros: para Nicolau Maquiavel (1469-1527), homem do Renascimento e funcionário do Conselho da Guerra de Florença durante 14 anos, esse devia ser o comportamento do governante. Em sua obra mais famosa, O príncipe, aconselhava os chefes de Estado a agir contra a caridade, a religião e a boa-fé para garantir a força do Estado.

Baseado em suas experiências como embaixador, afirmou que os governantes deveriam, em caso de necessidade, agir de má-fé ou com crueldade para se manterem no poder. Isso não significaria deformação moral, mas estratégia de governo. O importante seriam os resultados obtidos. Só um líder que utilizasse a força como princípio, em momentos conturbados, poderia manter seu governo.

Em sua vida, Maquiavel, um pessimista em relação ao progresso da humanidade, assistira ao fortalecimento das monarquias francesa, inglesa, espanhola e portuguesa, os Estados Modernos, como hoje definimos. No entanto, a palavra "Estado" só começou a ter o sentido atual com O príncipe. A obra rejeitava a visão de que o governante deveria proceder segundo princípios morais cristãos. A religião não seria a base da política, mas apenas um instrumento útil na luta do príncipe para o sucesso.

O homem medieval não conhecia Estados como os nossos. No seu mundo, pressupunha-se a existência de uma communitas christiana, um espaço político-religioso, em praticamente toda a Europa cristã. A Baixa Idade Média assistiu a uma importante modificação com o surgimento de monarquias fortalecidas, que, no início da Idade Moderna, serviriam de referência para a consolidação do olhar racional de Maquiavel sobre o Estado. Nesse sentido, é exemplar o percurso da construção do Estado português.


Página 172

Proposta: O texto de Leonardo Da Vinci traz uma apologia à interdisciplinaridade, elemento nuclear da cultura do Renascimento. Pode-se aproveitar essa atividade para desenvolver um pequeno projeto interdisciplinar acerca do Renascimento com Literatura, Matemática, Física, Filosofia, Sociologia e Arte. O(a) professor(a) de cada uma dessas disciplinas pode sugerir questões específicas, que envolvam desenvolvimento de formas de observação, reconhecimento de estratégias de representação visual, elementos de óptica, concepções acerca do lugar e das possibilidade do ser humano etc. Justificativa:Oportunidade para estabelecer um projeto interdisciplinar utilizando temas clássicos da programação curricular. Objetivos: Valorizar as articulações entre os saberes das diversas disciplinas e compor um quadro mais completo do Renascimento. + Assessoria Pedagógica

Um Outro Olhar Física






Compartilhe com seus amigos:
1   ...   225   226   227   228   229   230   231   232   ...   556


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal