Oficina de história: volume 1



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DE OLHO NOS CONCEITOS

Cristandade

Islã

Cesaropapismo

Cultura erudita, cultura popular, cultura intermediária

Renascimento Carolíngio



Senhorio

Os conceitos podem ser usados como sondagem dos conhecimentos prévios, ponto de partida para um percurso conceitual para o capítulo e/ou verificação de aprendizagem. Sugerimos a elaboração de um glossário conceitual por parte dos estudantes.

PIERPONT MORGAN LIBRARY/SCALA/GLOW IMAGES



O primeiro beijo entre Lancelote e Genebra. Iluminura extraída do manuscrito Lancelote-Graal, Amiens, França, c. 1300.
Página 118

1 A formação da cristandade ocidental

Odesmoronamento do Império Romano do Ocidente, em 476, é o aspecto mais visível da transição da Antiguidade para a Idade Média. Sem dúvida, há uma transição política verificada pela substituição do poder imperial por uma série de reinos germânicos. Mas há outros processos constituindo-se nos porões dos edifícios romanos. Uma transição social e econômica, marcada pela substituição do trabalho escravo pelo trabalho servil. Uma transição linguística caracterizada pela combinação do latim com as línguas germânicas. Uma transição religiosa, evidenciada pela difusão do cristianismo e pela presença de outras religiões.

Entre os séculos IV e X, o que oferece unidade à Europa Ocidental é a formação da cristandade, ou seja, um conjunto de reinos e territórios que têm em comum uma mesma religião oficial (o cristianismo) e uma vinculação estreita com a Igreja cristã.

Aliás, a Igreja é uma instituição romana desde a sua oficialização no século IV. É a instituição mais poderosa e uma espécie de ponte que faz a ligação entre as fronteiras da Antiguidade e da Idade Média. É em torno da Igreja e dos elementos da religião cristã que uma nova sociedade pôde ser constituída e que as características culturais germânicas puderam ser incorporadas. Para alguns estudiosos, é a origem da Europa como entidade cultural. Nas palavras do historiador francês Lucien Febvre (falecido em 1956): "A Europa surge quando o Império desmorona".

REINOS GERMÂNICOS (SÉCULO V)



MÁRIO YOSHIDA

Fonte: Elaborado com base em STUMPO, E. B.; TONELLI, M. T. Le nuovo libro di Storia. Milano: Le Momier, 1997.




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