Oficina de história: volume 1


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(Fuvest-SP) Nas últimas décadas do século II a.C., os irmãos Tibério e Caio Graco propuseram um extenso programa de reformas políticas e sociais na cidade de Roma.

O principal objetivo das reformas era:

a) garantir a igualdade política e jurídica entre patrícios e plebeus, através da criação de magistraturas plebeias.

b) controlar a inflação e a crise econômica que assolava o mundo romano.

c) combater o militarismo da elite dirigente romana e a concentração de riquezas nas mãos dos generais.

d) promover a democracia plena, através da extensão do direito de voto às mulheres e analfabetos.

e) fortalecer a população camponesa, que compunha a base do exército republicano, através da distribuição de terras.

→ DL/H22/H25

→ conforme tabelas das páginas 8 e 9.

Resposta e

A CRISE NA REPÚBLICA

A plebe pressionava o Estado. O Senado resistia a reformas e buscava preservar seus poderes. Após a conquista do Mediterrâneo, acentuaram-se os problemas sociais e políticos. As instituições tinham dificuldades para administrar tantas províncias e não conseguiam atender ao grande número de cidadãos de um império tão vasto. Como afirmou o historiador Perry Anderson: "A República conquistara para Roma o seu Império: as suas próprias vitórias a tornaram anacrônica".

A massa marginalizada de Roma era manipulada por demagogos que distribuíam alimentos e proporcio- navam diversões em busca de apoio para suas carreiras políticas: era a política do pão e circo.

Instabilidade social

As conquistas fortaleceram o exército e o prestígio de seus generais, cujas campanhas haviam feito a grandeza de Roma. Muitos desses comandantes militares passaram a utilizar a lealdade de seus soldados para promover sua carreira política e intimidar o Senado.

O exército deixava de ser uma instituição da República para tornar-se um instrumento político nas mãos dos seus generais. Roma caminhava para um período de guerras internas.

Imperium e a lealdade aos generais

Imperium era o comando militar temporário designado pelo Senado a um general em tempos de guerra, como uma representação do poder romano, e só poderia ser exercido fora dos limites da cidade de Roma.

Em 107 a.C., a exigência de que os combatentes deveriam ser proprietários de terras foi revogada. Com isso, as tropas passaram a ser compostas por voluntários estimulados pelas promessas de enriquecimento através de saques e recebimento de terras.

Diante de uma rebelião na Ásia Menor em 88 a.C., o Senado conferiu o imperium ao general Sila (138-78 a.C.). Os partidários do general e cônsul Mário (157-86 a.C.) conseguiram reverter a decisão do Senado, e os dois comandantes passaram a se enfrentar.

O general Sila marchou sobre Roma. Pela primeira vez, um comandante romano violava as fronteiras da cidade com seus soldados. Depois de tomar Roma, Sila dirigiuse à Ásia Menor para garantir as fronteiras e conquistas romanas. Enquanto isso, as tropas de Mário avançaram sobre Roma e perseguiram os partidários de Sila.

Com a morte de Mário em 86 a.C., o general Sila retomou o controle de Roma e tornou-se ditador, cargo que concentrava o poder político. Restaurou o Senado e o direito dos senadores vetarem os atos das assembleias, limitou o poder das assembleias e dos tribunos e restringiu a autoridade militar dos governadores das províncias.

Os triunviratos

A República ainda continuava ameaçada pelos interesses de seus generais. Em 60 a.C., um triunvirato (colegiado de três integrantes) composto por Júlio César, Pompeu e Crasso assumiu o poder. O prestígio de César, comandante vencedor da campanha da Gália em 52 a.C., alarmou o Senado, que ordenou a sua renúncia

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ao comando das tropas. César não só ignorou a determinação como decidiu marchar sobre Roma. Derrotado e ameaçado, o Senado nomeou-o ditador.

Em 44 a.C., César proclamou-se ditador vitalício e, em nome de senadores descontentes, foi assassinado. Cícero, destacado orador romano, afirmou que César merecia a morte, pois teria cometido o mais terrível dos crimes: destruir o Direito e a liberdade.

Roma entrou em uma nova guerra civil, e o Senado viu-se forçado a compor um novo triunvirato com Marco Antônio, Lépido e Otávio. Lépido afastou-se da vida pública enquanto os outros dois integrantes passaram a disputar o poder. Em 31 a.C., Otávio derrotou as tropas de Marco e tornou-se o primeiro imperador romano.

GUERRA CIVIL (44-31 a.C.)



MÁRIO YOSHIDA

Fonte: Elaborado com base em SCARRE, C. Historical atlas of Ancient Rome. London: Penguin, 1995.




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