Oficina de história: volume 1


Palácio de Apadana, Persépolis, Irã, c. 518 a.C. (detalhe)



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Palácio de Apadana, Persépolis, Irã, c. 518 a.C. (detalhe)

Assim falou Zaratustra

Zaratustra era o nome grego para Zoroastro, uma espécie de profeta-sacerdote que teria reformado a religião persa entre 1000 e 600 a.C. e fundado o masdeísmo. Segundo a religião masdeísta, o mundo teria sido criado por Aura-Masda, o pai de diversas divindades e de dois espíritos gêmeos: Spenta Mainyu (Bem) e Angra Mainyu (Mal). A história do mundo seria a expressão da luta entre o Bem e o Mal. Os seres humanos deveriam seguir o Bem para alcançar a salvação final num julgamento que os levaria a uma espécie de paraíso. Os injustos seriam castigados à eternidade na Casa do Mal, uma espécie de Inferno persa.

É possível perceber aspectos em comum da religião persa com outras religiões do Oriente, principalmente com o judaísmo. Aliás, a expansão persa é um importante capítulo da história dos hebreus, segundo o livro de Esdras, da Bíblia. Após conquistar a Babilônia, Ciro, o imperador persa, proclamou um decreto de restauração da comunidade hebraica na Palestina. Em torno de 515 a.C., no reinado de Dario I, o templo de Jerusalém era reconstruído sob o patrocínio da coroa persa.

O IMPÉRIO PERSA (559-330 a.C.)



MÁRIO YOSHIDA

Fonte: Elaborado com base em KINDER, H.; HILGEMANN, W. Atlas histórico mundial. Madrid: Akal, 2006.
Página 78

GUERRAS GRECO-PERSAS (SÉCULO V a.C.)



MÁRIO YOSHIDA

Fonte: Elaborado com base em Atlas histórico. São Paulo: Enciclopédia Britânica do Brasil, 1989.

O PERÍODO CLÁSSICO (V-IV A.C.)

Nos séculos V e IV a.C., as cidades-Estado gregas vivenciaram um grande fortalecimento. Muitas póleis desenvolveram sistemas políticos semelhantes à democracia ateniense. As rivalidades entre elas, no entanto, desencadeariam uma série de conflitos, que acabariam por resultar em alterações decisivas em suas organizações sociais e políticas.

As Guerras Greco-Persas, iniciadas no século V a.C., provocaram a mobilização das cidades-Estado contra a ameaça da conquista persa. Cidades jônias, submetidas por volta de 546 a.C., rebelaram-se contra os conquistadores persas a partir de 500 a.C., sob a liderança dos dirigentes de Mileto (veja mapa acima).

Os atenienses decidiram apoiar os jônios com o envio de embarcações e tropas para combater os persas no litoral da Ásia Menor, mas foram derrotados. Em 494 a.C., a cidade de Mileto foi completamente destruída.

Após a vitória na Ásia Menor, as tropas persas avançaram pela Trácia e Macedônia. Espartanos e atenienses organizaram uma coalizão militar para enfrentar os invasores. Em 490 a.C., mesmo inferiorizados numericamente, os atenienses derrotaram os persas na planície de Maratona.

Dez anos depois, diante de uma enorme força militar persa enviada para conquistar a Grécia, as cidades de Atenas e Esparta lideraram a formação de uma aliança militar cujo objetivo era resistir à ofensiva persa.

Em 480, apesar da resistência espartana na Batalha de Termópilas, os persas conseguiram chegar até Atenas, que foi saqueada. Em 479 a.C., o exército de gregos comandado pelo espartano Pausânias conseguiu impor uma derrota aos persas na Batalha de Plateia. A essa altura, vitórias marítimas da esquadra ateniense provocaram o recuo das tropas persas. Por cerca de vinte anos, a Grécia viveria um período de interrupção dos conflitos armados.






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